M. Guimarães da Rocha (Ed. 710)

A REUNIÃO DA CASA DE LAFÕES (Novembro de 2016)

A REUNIÃO DA CASA DE LAFÕES (Novembro de 2016)

Respondendo ao convite que amavelmente me foi feito, por um grupo de jovens Sampedrenses, para estar presente na reunião anual da “CASA DE LAFÕES DE LISBOA “ e, como sempre interessado por tudo o que respeita à minha terra, parti para a rua da Madalena na baixa de lisboa, cheio de curiosidade e entusiasmo.

Embora no calendário o Outono já estivesse entradote, o que é certo, é que estava um dia ameno, com o sol inundando todo o ambiente, e a temperatura fazendo jus mais a uma Primavera do que a um ameaçador Inverno.

Como estava com tempo, que é coisa que agora me não falta, utilizei os transportes públicos e calmamente desfrutei do prazer de fazer parte do percurso a pé. Atravessei os Restauradores e o Rossio, ainda não submetidos ao camartelo da nova política de construções que inundam a Capital do Império.

Os portugueses com quem me cruzei não andavam corriam, eternamente atrasados, para qualquer possível afazer há muito marcado!

A “ Baixa” estava inundada de estrangeiros ainda em traje de Verão…de máquina fotográfica em punho nada lhes escapava, desde as “Fontes” que embelezam o Rossio, à fachada do Teatro Nacional !

Abordei a Praça da Figueira (que em tempos de Dom Manuel l foi o local de implantação do Hospital de Todos os Santos), pela rua de Betesga, vi os jovens de “skate” brincando aos pés da estátua D. João ll, e parei estasiado, em frente da “Pastelaria Nacional”. Os “bolos-Rei ”que os seus proprietários há muitos anos, introduziram nos hábitos natalícios dos portugueses, já lá estavam, embora ainda aguardando a invasão de todas as montras, como vai ser pelo Natal.

As casas comerciais, com arranjos arquitectónicos recentes, conduziram-me até a Rua da Madalena, vetusta, ingreme, com beleza consolidada através dos anos, ao encontro da “CASA DE LAFOES”, 100 metros a cima.

Subi ao primeiro andar e foi um manjar de encontros com os velhos amigos. Lá estavam, entre outros, o Dr. Carlos Matias, o Capitão Heitor Vasconcelos, o Engª. Vítor Barros, e naturalmente, o Presidente da Casa de Lafões Sr. Alberto Figueiredo.

Tive a honra de conhecer, e rever, o Dr. Carlos Alberto Fernandes, de Oliveira de Frades, Presidente da Assembleia Geral, o Sr. Carlos Dias de S. Vicente de Lafões, vice-presidente da Assembleia Geral, o Sr. Adélio da Fonseca, Tesoureiro, o Sr. Eduardo Curtinhal, Presidente do Conselho Fiscal, os Srs. Manuel Cardoso, Antero Faria e Manuel Pinto Poças, membros do Conselho Fiscal, o Dr. Victor Silva, Presidente do Conselho Regional, o Sr. Jorge Ferreira, 1º Secretário da Direcção, O Sr. Sérgio Figueiredo, de S. Pedro do Sul, o Sr. Custódio Portinha, de de São Vicente de Lafões, do Conselho Regional, o Sr. Augusto Almeida Matos de Vouzela, os Srs. José Luís Pereira, António Brito, Mike Sami, etc. Por motivos de ordem pessoal não pode estar presente o nosso amigo Dr. João Vale de Andrade.

Passei os meus olhos curiosos pelas instalações, e constatei que em todos os locais estavam penduradas recordações do passado, que por em alguns casos estar já bem distante, ficaram cobertos pelo pó das saudades, e, conclui: É urgente renovar as instalações!

A SESSÃO que se seguiu, indirectamente mostrou à evidência, todos os sacrifícios e todo o amor que os membros da Direcção põem na manutenção da Casa de Lafões! São problemas de toda a ordem que diariamente se lhes poem, e que com todo o cuidado, e muito trabalho, têm vindo a resolver.

Tudo isto só pode ser explicado pelo amor que dedicam abnegadamente à sua terra natal! Variados louvores à Direcção, e principalmente ao seu Presidente, emanaram da assistência. Todos concordaram em que esta casa só existe, pela Direcção que possui! Todos se quedaram espantados, com o aparente divórcio que se está a estabelecer com a” Região de Lafões”.

LAFÕES NECESSITA DESTA CASA!!! que é sua, mas da qual, de facto, muitos se esqueceram!

Não se entende a FALTA DE APOIO DAS CÂMARAS MUNICIPAIS, que exceptuando a de São Pedro do Sul, parecem desconhecer quão importante é a presença, no centro da Capital, de um local dedicado a LAFÔES! Uma presença de Lafões comandada por Lafonenses, aberta para todas as iniciativas de apoio à nossa Região!

REFIRO-ME A APOIO REAL, ECONÓMICO E FINANCEIRO, pois é dele que a casa mais necessita!

Parecem desconhecer o muito que esta casa tem feito em prol da REGIÃO DE LAFÕES, e o muito que pode continuar a fazer.

Os apoios das Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Comércio e Indústria locais são indispensáveis, para permitir manter acesa a chama de Lafões na Capital.

Para tal foi indicado um núcleo central, aberto a novas ideias, que podem ser explanadas num blogue a executar pelas Dras. Paula Cardoso e Marina Moreira.

BLOG DA “CASA DE LAFÕES”: https://casadelafoes.wordpress.com

Deste núcleo de LAFÕES podem partir muitos apoios a todo o tipo de iniciativas para a REGIÃO.

Por favor leiam este BLOGUE e enviam ideias, planos, concepções, para Ele. Disponibilizem uma pequena parte do vosso tempo a esta causa. Ficamos aguardando.

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