António Moniz de Palme

Crónicas

Edição 740 (24/05/2018)

A vida democrática está a sofrer curto circuitos intoleráveis (3ªparte)

 

É regra sagrada da Democracia que se não deve partidarizar a GESTÂO. A política é uma coisa e a gestão é outra. Assim, os lugares políticos devem ser preenchidos pelos partidos e a gestão por gente competente, que pode ser militante de qualquer partido ou não. Tem é que ser competente para desempenhar determinado lugar, qualidade que a inscrição partidária não fornece, que eu saiba.

Pois bem, verifica-se neste momento, em Portugal, que os órgãos políticos, cuja cor partidária é escolhida por sufrágio directo, e a quem os votantes entregaram o desempenho de determinadas funções, são atropelados por centros de decisão marginais que, à revelia da vontade da população, ditam leis e fazem o que entendem. Por esse motivo, a simples existência de Seitas Secretas na vida deste País, não pode deixar de cheirar a esturro! Num Pais que respeita as Liberdades Fundamentais, bem como o credo professado por cada um, não podem tais seitas deixar de ter finalidades inconfessáveis e ilegais. Só por essa razão são secretas. Não há outro motivo. E a população anda a aturar isto….! Pelos vistos, passámos a ter uma sociedade invertida, como declarou o Papa Leão XIII, em 1902, na “Humanum Genus” e, coitado, não sabia ainda da missa a metade!!! Isto é, o Poder Público Democrático, eleito pela comunidade, está agora sujeito a um Poder Oculto, secreto e invisível aos olhos do vulgar cidadão. Temos um Estado Invisível e Irresponsável, desconhecido da colectividade, dentro do Estado Legítimo Democrático. Para atingirem os seus fins secretos, os lugares chaves da administração, dos órgãos de comunicação e das empresas públicas, vão sendo preenchidos à socapa pelos elementos da seita. Estabelecidos estes princípios, os leitores vão começar a compreender o que se passa à nossa volta com as manifestações de corrupção que pressentimos, consentidas pelos responsáveis. Vejamos:

Corre um inquérito contra o comportamento estranho de um responsável governamental ou contra um magistrado que se desconfia andar a enriquecer com negociatas políticas, fazendo jeitos na resolução dos processos, a este e àquele, em troca de chorudas compensações monetárias. Acontece que alguns magistrados, inexplicavelmente, desencadeiam logo uma obstrução activa a todas as iniciativas dos investigadores que estão a tratar do respectivo inquérito e para ele procuram acarrear provas úteis. Explicando melhor, responsáveis há que fazem um boicote descarado às tentativas da descoberta da verdade, aproveitando os lugares que ocupam, dentro da magistratura ou em órgãos ligados ao poder judicial. Quanto a mim, são autênticos energúmenos que prejudicam o interesse público, tentando criar uma cortina de obstáculos que impeça a descoberta da verdade, protegendo inexplicavelmente pessoas que deviam dar o exemplo e que não dão, devendo, por esse motivo, merecer as maiores críticas desses magistrados. Ora, não existe um normativo jurídico que impeça estes dislates. Mas, além do mais, perguntar-me-ão qual a razão deste comportamento inconcebível de pessoas que procuram proteger quem comete crimes? Eu explico.

Este País, repetindo o que já referi, anda a duas velocidades: A primeira, ditada pelos órgãos democráticos eleitos pela População Portuguesa; e a segunda, pelas decisões da chamada Maçonaria. Para tal se compreender, basta ler o respectivo Manual do Maçon, que por aí corre, e que é bem claro: – Cada maçon deve conservar inviolados os segredos que sabe, recebidos do seu Mestre. Assim, deve calar e esconder os crimes cometidos por um irmão maçon. E se for chamado como testemunha contra um maçon, tem que o proteger e nada revelar que o comprometa….!

Claro que existem juízes maçons nos tribunais superiores, assim como maçons existem em todos os órgão de topo da Administração e da Actividade Política deste País. O problema é deles, contudo não podem criar obstáculos à vida Democrática.

Assim, logicamente conseguimos perceber o que se passa na realidade, com alguém que não cumpre a lei a que está obrigado por dever das suas funções. E, igualmente, percebemos qual o motivo por que pessoas desonestas, que vivem da corrupção ou do desvio de dinheiro que à comunidade pertence, não são condenadas. E se acabam por ser condenadas, nunca são presas. Veja-se os condenados a prisão efectiva, por se terem apropriado de bens da colectividade, a continuarem a passear-se descaradamente nos lugares públicos, ao contrário de alguém que rouba um pão num super-mercado, que num instante vai dentro. E mais gritante ainda, é o caso de destacados Maçons que dão ordens para serem retiradas dos processos provas que incriminariam definitivamente maçons pertencentes à governação, como aconteceu com o processo de um antigo primeiro ministro, protegido por maçons de altos órgãos do Poder Judicial…! Claro que nos termos do Manual da Maçonaria, o magistrado irmão da loja maçónica, bem colocado, tem que proteger os irmãos maçons que cometem crimes, mesmo que atirem a economia de um País ao charco, como aconteceu…! E agora já todos compreendem como nunca são resolvidos alguns processos, que acabam por prescrever. Já sabem a razão..!

Por esse motivo e embora tal venha certamente a ser boicotado pelos responsáveis ligados à maçonaria, a armadura legal deste País tem que ser alterada rápida e definitivamente. As normas jurídicas a elaborar têm que satisfazer eficazmente os interesses da comunidade, as suas vidas, a sua segurança e os seus bens, não permitindo que a Democracia seja ultrapassada ilegitimamente pelas decisões de uma qualquer loja secreta….

E essa competência cabe ao Poder Legislativo, já se vê…!

POIS, determinados lugares não podem ser preenchidos por maçons que estão obrigados ao cumprimento de determinações que circuitam a ordem democrática. Na verdade, não cumprem as leis decretadas pelos órgãos que manifestam a vontade da comunidade. E este comportamento é tomado ao arrepio da vontade da população, pois têm que cumprir as determinações secretas obrigatórias das seitas onde pertencem, estando-se nas tintas para o prejuízo causado à Liberdade e à Vida Democrática da Comunidade Portuguesa.

 


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