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M. Guimarães da Rocha

Crónica

O PAI (FLORIAN ZELLER)

Estava um Domingo enrolado, escuro, pleno de nuvens ameaçando chuva, e borrifando de quando em vez, a cabeça dos transeuntes, mas não se podia dizer que estivesse frio ou calor. Era um tempo a pedir uma boa peça de teatro, relaxante, ou um cineminha acalentador de boa disposição.

Telefonei a um amigo de infância, que optou pelo teatro, tendo eu então proposto a peça ”O PAI” de Florian Zeller, em cena no Teatro Aberto e que nos poderia escapar dado o período de tempo em que já estava em cena.

Perante a aquiescência dos amigos, fomos à sessão da tarde, mesmo indicada para jovens da minha idade.

Eu não conhecia o Florian Zeller, nem de longe nem de perto, mas tinha lido as críticas e as referências pessoais colhidas coincidiam, o que não é frequente, com elogios naturais ao texto e foco de excecionalidade na interpretação.

Claro que vendo no programa dois monstros quase sagrados do nosso teatro, outra coisa não seria de esperar. Quem é que pode admitir uma má encenação de João Lourenço, ou uma representação deficiente de João Perry?

Assim, com a garantia antecipada destas duas “colunas sagradas” do nosso teatro, parti confiante para o espectáculo, cujo texto desconhecia na totalidade e mesmo o assunto versado na peça. Era uma surpresa que a mim próprio impunha. Sentia-me seguro, e confiante quando entrei na água…mesmo sabendo das minhas deficiências naquele tipo de natação.

E a sessão começou logo com os neurónios trémulos, da personagem do João Perry, exuberantemente plasmado na perda de um relógio, com um nervosismo desconfiado e repetitivo dum idoso (não é politicamente correcto dizer velho) alternando com frases lúcidas,  nervosamente acentuadas, em  exuberância do real.

Seguiu-se uma fase de aparente estabilidade envolvidas num rendado fraseológico irritado e desculpabilizante de algo de que ninguém o acusava, mas que “Ele” desconfiava.

Era o início da encruzilhada entre a velhice precoce, quase necrosante neuronal, ou o início dum Alzheimer de evolução mais ou menos rápida incontrolável e deslizante, que nada consegue parar, por desconhecimento marcado, sob o que se passa no interior do exoesqueleto craniano.

Era o início duma medicação/ placebo, tendo só nos sintomas a sua mira com a parcialidade, ou a totalidade do “eu” a começar a desfazer-se duma forma mais ou menos rápida.

Era o desfazer da realidade no que vai restar duma família, entontecida por uma sensação de culpa que morde no ser, e nos aproxima duma culpa quase jurídica, para não dizer criminosa, dum crime que não existe, mas que na alma queima, pela impotência que do mesmo resulta, para o bem estar dos nossos entes queridos.

Era o princípio do fim dum ser, a destruição duma relação de amor filial, o desmembrar duma família, numa “morte Real antecipada” dum ente que permanece biologicamente activo.

Era o consumar dum “crime” real, que a medicina está longe de resolver, e o amor não chega, ou não é nunca suficiente para compensar tudo que lhes queremos dar, e que eles merecem. Era a necessidade do isolamento para continuação terapêutica sabendo nós, que isolado já ele está, e que só as funções vegetativas vão sobrar, para uma sobrevivência que de tão fraca é sempre incoerente e deprimente.

Ainda longe do final, depois de ter desfeito uma vida ainda presente, vivendo isolado de si mesmo, pois ele já é outro, que em retrocesso constante caminha para uma fase uterina, fase do início de tudo que lhe deu o ser, e o leva a elevar a voz em chamamento materno.

E o João Perry asperge-nos com a sua a arte de bem representar, numa personagem tão densa, que transmitiu a todos os presentes, a interpenatrabilidade progressiva com o ser em constante involução até à fase “intra-uterina” terminal.

Não representou, viveu a personagem encarnou-a, deixou-se penetrar pela realidade de tal forma que passou a ser Ele o Eu Real.

Uma maravilha teatral, que só lamento não poder ser vista e sentida por todos, principalmente por aqueles que se dedicam ao tratamento desta patologia neuronal(?)que começa a afectar cada vez mais seres humanos, nossos conhecidos ou desconhecidos, mas irmãos!

O cenário de João Lourenço, móvel e mobilizável, acompanhava a patologia, e ia perdendo espaços, tirando escadas e armários, encurtando assim o comprimento dos axónios e desfazendo sinapse, “acompanhando-lhes o funeral” que os ligava ao mundo, que ia caindo pelo chão, à medida que o tempo avançava.

E numa exploração sinestésica, a iluminação acompanhava o espectador e o actor, nessa deterioração progressiva, ajudando a colocar a ponte entre o real e o nada, duma vivência vegetativa.

A Ana Guiomar fundia-se com toda a intencionalidade, enquanto filha, despejando amor sobre o impossível, interiorizando uma culpa subjetiva, num problema que é social e incontrolável.

O João Vicente, a Patrícia André, o Paulo OOm, e a Sara Cipriano, fundiram-se com o problema em excelente representação, revelando uma condução de actores sublime, que transportou este espectáculo ao nível, actualmente raro, das grandes representações, que certamente a dramaturgia de Vera San Payo de Lemos, impunha.

A todos os intervenientes e a todos os leitores que tiveram a coragem de me suportar o meu MUITO OBRIGADO.

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