Atualidade (Ed. 687)

Património é prioridade do Município a longo prazo

Vouzela quer recuperar potencialidades históricas e arqueológicas que o tempo apagou

Nos próximos anos, o património de Vouzela vai ser uma prioridade para o Município. A garantia foi dada por Rui Ladeira, na apresentação das linhas orientadoras para o estudo do património histórico e arqueológico do concelho de Vouzela, no passado dia 30 de abril. Até 2019 o Município promete recuperar, potenciar e dar a conhecer novas valias do concelho. O projeto culmina com a restauração do Museu Municipal ou mesmo a criação de um novo espaço.

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O Município de Vouzela está empenhado reabilitar o seu património histórico e arqueológico. Para isso, vai levar a cabo um estudo com a Universidade Nova de Lisboa e do Algarve que será coordenado pelo investigador Manuel Luís Real. Os objetivos, como explicou Rui Ladeira, passam por “aumentar o conhecimento das nossas origens, dar a conhecer o espólio até agora desconhecido, recuperar património conhecido, mas que necessita de recuperação, criar e estruturar conteúdos complementares científicos e históricos de Vouzela e do país”.

Antas de Fornelo do Monte necessitam de intervenção urgente

Muitas das ações previstas vão ser realizadas já em 2015. Em curso está já ser efetuado um levantamento arqueológico das áreas ardidas do município. Ainda este ano, o Município prevê realizar uma intervenção arqueológica nas Antas de Fornelo do Monte e criar um centro de interpretação no Ecomuseu de Carvalhal de Vermilhas”.

O primeiro projeto deve estar pronto ainda este Verão. Como explicou Manuel Luís Real, as Antas de Fornelo do Monte precisam de uma intervenção arqueológica de emergência para estudo científico e tomada de medidas de restauro e consolidação dos dois monumentos que compõem a necrópole. Este monumento está sobre ameaça. A circulação de veículos pesados no acesso ao parque eólico, o incêndio, a desflorestação, a erosão pluvial e as ameaças de vandalismo exigem uma intervenção imediata.

Outro dos objetivos passa, portanto, por transformar a antiga Escola Primária de Carvalhal de Vermilhas num centro de interpretação sobre a ruralidade e a ecologias regionais. Para a realização da obra, o Município quer recorrer a fundos comunitários e está, para isso, a elaborar uma proposta museológica.

Nova vida para torres medievais

Mas há mais, as torres Medievais de Vouzela vão ganhar nova vida. Na de Cambra vai ser efetuado um projeto de sinalização exterior, conteúdos explicativos e uma reconstituição multimédia, acessíveis por dispositivos móveis. Já as de Alcofra e a de Vilharigues vão ser alvo de projetos museológicos. O primeiro alusivo ao tema “A senhoralização da região de Lafões” e o segundo dedicado aos “Quotidianos e vivências da casa medieval

Museu Museológico para 2019

Este projeto prevê, ainda, a criação de um Plano de Investigação Plurianual em Arqueologia (PIPA). O PIPA visa a obtenção de informação científica e de elementos museográficos para integrar o futuro Museu Municipal de Vouzela. Esta infraestrutura deve ser iniciada em 2019 e como explica o Presidente da Câmara, quer “dar a oportunidade aos Vouzelenses e a todos os quantos visitarem Vouzela de conhecer, não só o espólio pesquisado, através deste estudo, mas, também, todo aquele que temos recolhido e não está à disposição do público”.

Em cima da mesa está a reformulação do Museu Municipal ou a criação de um novo espaço, adianta o autarca.

Ministério da Cultura vai colaborar

Aproveitando a presença dos Secretários de Estado da Cultura, Xavier Barreto, e do Ensino Básico e Secundário, Egídio Reis. Rui Ladeira pediu apoio no que concerne a “mecanismo e, até algum conforto financeiro para darmos a conhecer todo o património que hoje temos”. O autarca destacou, ainda a necessidade de recorrer a fundos comunitários.

Em resposta, Xavier Barreto considerou este um projeto “relevante”, para os Vouzelenses, como “suporte essencial daquilo que é a sua identidade”, mas, sobretudo, para atrair turistas. O Secretário de Estado da Cultura considerou que este Plano é “estratégico para o desenvolvimento do território”.

Xavier Barreto recordou que atravessamos um período de crise, mas mostrou-se disponível para colaborar.

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Redação Gazeta da Beira