Bloco de Esquerda quer soluções para a Água de São Pedro do Sul
Município diz que não tem dinheiro
• Patrícia Fernandes
Na sequência da passada Assembleia Municipal, na qual, o Presidente da Câmara, Vítor Figueiredo referiu que a água para consumo humano era má, havendo, mesmo, casos em que, como referiu, foi detetada a presença de alumínio, o Bloco de Esquerda emitiu um comunicado com uma série de propostas para resolver definitivamente este problema. A Gazeta da Beira ouviu Pedro Coutinho, o líder do Núcleo de Lafões do Bloco de Esquerda, que disse ser “inadmissível que, em 2014, ainda estejamos a falar do assunto da água e dos esgotos, quando, estes assuntos já deviam estar resolvidos há anos”. Já Vítor Figueiredo diz que a água é um assunto prioritário do atual executivo, mas sem dinheiro não é possível avançar.
A água, um problema estrutural que se arrasta no tempo
Pedro Coutinho defende que, tendo em conta a importância que o turismo tem em São Pedro do Sul, este assunto deve ser abordado com cuidado, para evitar alarmismos, até porque, como referiu, “toda a gente sabe que a água não é de boa qualidade, mas o problema não é grave, até porque, as questões do alumínio são episódicas”.
O líder do Núcleo de Lafões do Bloco de Esquerda, acredita que o problema da água já podia estar resolvido há muito e que esta situação evidencia a fragilidade do sistema político em São Pedro do Sul que não soube gerir “dezenas de milhões de euros de investimentos”. Como referiu, “como o PS e o PSD, quando eleitos, têm que corresponder aos anseios das clientelas e ocupam-se com guerrilhas partidárias, deixam de se focar no que é importante, que são as pessoas e a comunidade”. Um problema estrutural que precisa de ser rapidamente resolvido. Como defende Pedro Coutinho, “os anteriores executivos tinham a a obrigação de deixar o assunto da água definitivamente arrumado, mas isto tem que ser uma gestão sequencial, não faz o mínimo sentido que entre uma nova equipa e não vá tratar do que os outros já deviam ter tratado, ora daqui a 20 anos ainda estamos na mesma”.
Em resposta, Vítor Figueiredo diz que a água é um assunto prioritário do atual executivo, mas, para isso, é preciso haver dinheiro, além disso, como acrescenta, em três meses de gestão não se pode pedir mais. Como referiu o Presidente da Câmara, “é preciso que as pessoas tenham consciência que o município tem 26 milhões de euros de dívida e não é só a água, é o saneamento, são os muros que caiem, é preciso pagar ao pessoal… e o dinheiro não estica. Se tivéssemos dinheiro a prazo tudo isso seria possível, agora, nós, acima de tudo, temos que gerir a casa e não podemos aumentar a dívida”.
Vítor Figueiredo diz que os funcionários têm efetuado, com regularidade, a limpeza dos depósitos de água, atualmente em Serrazes já se está a alargar a redes de abastecimento de água e, no mesmo sentido de aumentar a rede, estão ainda, a ser efetuados estudos. Os reservatórios da água das Termas que “estavam completamente degradados, estão também a ser reparados”. Este executivo tem como objetivo a construção de uma ETA ( Estação de Tratamento de Águas), como disse Vítor Figueiredo, “No plano de atividade consta o início da construção de uma ETA, é claro que não vamos iniciar este ano a construção, mas, nós temos que abrir uma rubrica para começar a preparar as candidaturas e os projetos”.
As sugestões do Bloco de Esquerda
Pedro Coutinho reivindica mudanças. Como disse, em declarações à Gazeta, importa que o site tenha informações mais atualizadas, já que, por exemplo, “as últimas análises publicadas das Piscinas Municipais são de Junho de 2013”. O líder do núcleo de Lafões do BE defende, também, que os resultados devem ser simplificados, por forma a serem percetíveis para toda a população, já que, como defende, “estes números apresentados friamente, ao comum dos mortais não dizem nada”. Finalmente, Pedro Coutinho defende, ainda, que a amostragem seja ampliada, uma vez que, “estas recolhas são insuficientes e não avaliam a água fornecida por terceiros, nomeadamente, pelas juntas de freguesia”.
Vítor Figueiredo admite que a situação do site pode ser revista por forma a que a informação seja divulgada “a tempo e horas”. Quanto a aumentar a amostragem, o autarca acredita que, atualmente, não é viável. Como referiu, “ mais amostras, implicam mais gastos, posso dizer que já gastamos muito dinheiro com as amostras, quanto mais amostra fizermos, mais amostras temos que pagar.”
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Anterior Presidente da Câmara de Vouzela foi nomeado para cargo público
Telmo Antunes é o novo diretor da Segurança Social de Viseu
• Patrícia Fernandes
Telmo Antunes foi nomeado diretor da Segurança Social do Centro Distrital de Viseu, uma nomeação interina, após a saída de Joaquim Seixas que passou a ocupar o cargo de vice-presidente do município de Viseu.
Este é um cargo provisório, Telmo Antunes vai assumir estas funções até à conclusão do processo inerente ao concurso público para o cargo em questão, o qual, depois de já estarem fechadas as candidaturas, encontra-se, agora, em fase de análise. Tudo indica que Telmo Antunes também se candidatou a este concurso que prevê um contrato com a duração de 5 anos e cujo rendimento mensal a auferir, ronda os 5 mil euros.
Estas atribuições provisórias estão previstas no artigo 6.º e 7.º do EPD, conjugado com as atribuições e competências específicas previstas no Decreto-Lei n.º 83/2012, de 30 de março e o Decreto-Lei n.º 167/2013, de 30 de dezembro.
Telmo Antunes, nas últimas autárquicas, candidatou-se à Assembleia Municipal de Vouzela, com o apoio do Partido Social Democrático, tendo sido eleito Presidente do organismo. Anteriormente, durante três mandatos, ou seja, cerca de 12 anos, (o máximo permitido com a nova lei aprovada de limitação de mandatos), esteve à frente dos destinos vouzelenses, enquanto Presidente da Câmara. Durante cerca de um ano, foi ainda Deputado da Bancada Social Democrata da Assembleia da República. Segundo o que a Gazeta da Beira conseguiu apurar, depois de terminado o seu mandato como Presidente da Câmara Municipal, Telmo Antunes terá, ainda, colaborado com a Bestecenter, empresa que celebrou vários contratos com a autarquia, enquanto este era presidente.
A Gazeta da Beira entrou em contacto com Telmo Antunes, contudo, como referiu, não está autorizado a prestar declarações, devido ao cargo que atualmente ocupa.
Contratos celebrados pelo Município de Vouzela

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