Bombeiros revelam-se preocupados com a falta de meios para combater incêndios
Na Assembleia Geral da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu
Bombeiros revelam-se preocupados com a falta de meios para combater incêndios
• Patrícia Fernandes
A última Assembleia Geral da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu deixou evidentes algumas preocupações dos Bombeiros. A pouco tempo de se iniciar o período mais crítico quanto ao risco de incêndios, as corporações continuam à espera de reforços. Recuperação e substituição de viaturas; equipamentos para a Proteção Individual; equipamentos de comunicação e mais formações, são estas as principais reivindicações da Federação. O plenário que reuniu 25 das 33 corporações, realizou-se no passado dia 28 de março, no auditório do Museu Municipal, em Oliveira de Frades.
O período seco, com temperaturas mais elevadas, aproxima-se; consequentemente, o risco de incêndios aumenta. Os Bombeiros do Distrito de Viseu temem não estar devidamente preparados para combater os eventuais incêndios de 2014. Como explicou Rebelo Marinho, em declarações à Gazeta da Beira, depois dos incêndios “de grande gravidade, dimensão e tempo, que deflagraram no distrito, em 2013, as viaturas sofreram um desgaste enorme, o que significa que não têm a resistência que seria prevista; algumas viaturas necessitam de ser compostas ou substituídas”. Para além das preocupações com a capacidade dos parques das diferentes corporações, faltam rádios e terminais, o que põe em cheque a comunicação no terreno; falta o equipamento de proteção individual, “fulcral para a proteção de cada bombeiro”.
Como explica o Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu, estes processos são muito burocráticos e portanto, bastante demorados, uma vez que estão, também, dependentes dos fundos do QREN. A Federação está na expectativa de conseguir obter estes equipamentos, antes de maio; contudo, para já, ainda não há qualquer garantia em concreto. Rebelo Marinho sublinha a urgência destes equipamentos. Como defendeu, “seria benéfico se se conseguissem abreviar estes processos”.
Recorde-se que, no verão de 2013, entre 20 de agosto e 2 de setembro, decorreram incêndios de grande dimensão na Serra do Caramulo que afetaram vários concelhos do Distrito de Viseu. Vouzela, Oliveira de Frades, Tondela e Viseu foram gravemente afetados, o que resultou numa área ardida conjunta que ultrapassa os nove mil hectares, elevados danos materiais e humanos. Um verdadeiro inferno, ainda muito presente nas memória dos bombeiros que temem não ter os meios suficientes para o futuro
Bombeiros querem mais formação
As preocupações não ficam por aqui, como salientou Rebelo Marinho, falta formação aos Bombeiros.
As duas unidades de formação do distrito, em Castro Daire e em Mangualde continuam paradas, o que preocupa os Bombeiros do Distrito de Viseu. Como defendeu o Presidente da Federação dos Bombeiros, “sem formação não há conhecimento e o saber é determinante para uma boa atuação em campo”.
Outras decisões
Da Assembleia Geral da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu, importa fazer referência à aprovação de contas, por unanimidade. Destaque, ainda, para a alteração do regulamento das distinções e da marcação do Dia Distrital dos Bombeiros, que vai ter lugar no concelho de Cinfães, no próximo dia 18 de maio.
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Redação Gazeta da Beira
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