Rota da Vitela e da Lampreia
Rota arranca com o pé direito
A XIV edição da Rota da Vitela e da Lampreia, em Sever do Vouga, já arrancou, no passado dia 8 e vai prolongar-se até ao próximo dia 16 de Março. No primeiro fim-de-semana, a Gazeta da Beira passou pelos espaços aderentes e faz um primeiro balanço. Nos restaurantes Santiago, Quinta do Barco, Cortiço e Vitorino um cenário muito parecido: lampreia e vitela à mesa, salas sempre cheias. Segundo os quatro restaurantes da rota, nestes primeiros dias, a rota superou claramente as expectativas. Até ao dia 16 espera-se a visita de milhares de pessoas à vila de Sever do Vouga.
• Patrícia Fernandes
Em Sever do Vouga, por estes dias, a Lampreia e a Vitela são as rainhas de uma mesa com nome e tradição, que mostra o que melhor há na Terra e no Rio Vouga. Germano Marta, Grão Mestre da Confraria Gastronómica de Sever do Vouga, uma das parceiras da Rota, fala da importância desta iniciativa, não só para a economia do concelho, mas também, para a preservação da cultura, das tradições e da genuinidade da culinária autóctone. Como referiu, em declarações à Gazeta da Beira, “é nosso objectivo defendermos o que melhor temos na nossa gastronomia. Nesta rota temos pratos muito típicos de Sever do Vouga, o arroz de Lampreia e a Lampreia a Bordalesa que estão nas nossas mesas durante todo o mês de Março e depois, durante todo o ano, temos a vitela assada”.
A rota vai só no início, mas como garante Germano Marta, os primeiros indicadores são muito positivos. Uma lufada de ar fresco para a restauração do concelho que, em tempos de crise, tem uma boa oportunidade de equilibrar as contas.
A rota da Lampreia e da Vitela
Vamos então percorrer a rota. No Restaurante “O Vitorino”, no coração da vila de Sever do Vouga, foram muitas as refeições servidas. Como explica Gracinda Castro, “foram dois dias que correram muito bem, tivemos sempre a casa cheia, está a superar claramente as nossas expectativas”.
À entrada da vila, o mesmo cenário. O restaurante “O Cortiço”, em dois dias, como acrescenta José António Marques, serviu mais de 15 lampreias. Como defende o proprietário, esta iniciativa “tendo em conta a crise que nós atravessamos, é uma maravilha para a restauração e para o concelho”.
Continuemos a rota, próxima paragem, já à beira rio, na Quinta do Barco. Como conta Alice Bruçó, o restaurante esteve sempre lotado e já há reservas para os próximos dias. Como referiu, “a sala esteve sempre cheia, tivemos mesmo que encaminhar alguns clientes para outros restaurantes da rota”. Na Quinta do Barco os produtos que estavam destinados a todo o fim-de-semana esgotaram só no primeiro dia, os proprietários tiveram que comprar mais lampreia para domingo, a qual também esgotou. Número que põe em destaque o relevo da gastronomia de Sever do Vouga e a rota da Lampreia e da Vitela. Como explica Alice Bruçó, “a nossa lampreia é já muito conhecida, tem muita tradição, e a rota tem conseguido atrair cada vez mais pessoas”.
Finalmente, chegamos ao restaurante Santiago, nome herdado da ponte, por muitos considerado o ex-líbris do concelho, que atravessa o Vouga e que tão perto fica deste estabelecimento. Também Vítor Vieira faz um balanço muito positivo da rota. À conversa com a Gazeta da Beira, o proprietário acredita que “os primeiros dias estão a correr muito bem, a Rota reforça a divulgação o que traz mais gente, contudo, acredito que durante todo o mês de Março vamos ter muitos visitantes, o restaurante vai ser muito frequentado”.
Aventura e tradição aliam-se à rota
No Rio Vouga, a rota tem um novo desafio, as viagens nocturnas e estórias numa bateira são a grande novidade desta rota. Uma iniciativa da desafios que concilia a aventura e a tradição e dá a conhecer Sever do Vouga. Como explica Bruno Costa, em declarações à Gazeta da Beira, os antigos pescadores, do tempo em havia quem pescasse a lampreia à fisga, vão fazer as viagens de barco com os participantes pelo torço do rio do Vouga e revelar as suas histórias e aventuras. Um retratar de tempos antigos, aliados à modernidade do desporto e da aventura que vem trazer um outro encanto às noites da rota.
No primeiro fim-de-semana, uma vez que o caudal do rio ainda estava muito elevado, devido à chuva dos dias anteriores, por uma questão de segurança, a iniciativa não foi aberta ao público em geral, apenas experimentada por alguns monitores. No próximo fim-de-semana, contudo, nos dias 14 e 15, tudo indica que as bateiras vão sair ao rio e que as estórias das gentes do rio vão ser recordadas.
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Redação Gazeta da Beira
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