Machete
Luís Vasconcelos ganhou as últimas autárquicas, indiscutivelmente, em todo o concelho, dando início ao seu terceiro mandato, o último à frente dos destinos de Oliveira de Frades. Em entrevista à Gazeta da Beira, o Presidente da Câmara faz um balanço dos mandatos anteriores e lança os projetos deste novo mandato. No comando do concelho oliveirense por 12 anos, Luís Vasconcelos executa obras de âmbito nacional e quer deixar Oliveira de Frades com condições excecionais, com indicadores de desenvolvimento acima da média nacional. O ensino, a empregabilidade, as acessibilidades, a requalificação urbana da vila, o encerramento dos serviços públicos, a Barragem de Ribeiradio, as medidas de ação social… Estes e outros assuntos em destaque, o futuro de Oliveira de Frades em análise por Luís Vasconcelos.
• Patrícia Fernandes
Gazeta da Beira (GB) – Este é o terceiro e último mandato à frente de Oliveira de Frades. Sendo um mandato de continuidade, que balanço faz deste ciclo e como é que quer deixar o concelho?
Luís Vasconcelos (LV) – Penso que, ao fim deste ciclo de 12 anos, teremos um trabalho reconhecido pela população. Quando chegarmos ao fim, iremos ter o ciclo de desenvolvimento concluído, com grandes projetos realizados. Aliás, seria extraordinário que a equipa que nos irá suceder faça um trabalho semelhante. Nós conseguimos investimentos extraordinários, com muito trabalho, dedicação e, também, alguma sorte, como é natural. Por exemplo, na área de educação, não se encontra no país, nenhum concelho que tenha melhor do que aquilo que nós vamos deixar. Também, noutras áreas, tais como a ocupação dos tempos livres dos nossos jovens, a requalificação da nossa zona industrial que impulsiona a empregabilidade, entre outras, são exemplos de sucesso, do que conseguimos implementar.
Nós, no final deste ciclo de 12 anos, iremos ter seis a oito obras de âmbito nacional. Para uma população com pouco mais de 10 mil habitantes, conseguir ter o ciclo da água completo e propriedade do município não é fácil. Conseguirmos o financiamento de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) num concurso a nível nacional; conseguirmos a requalificação do nosso Parque Desportivo, com duas obras apoiadas a nível nacional; conseguirmos a requalificação da nossa Escola Secundária, no âmbito da Parque Escolar, (quando a nível distrital só outras duas escolas foram apoiadas, essas no concelho de Viseu) é de facto excecional. Julgo que temos desenvolvido e conseguido obras extraordinárias, por exemplo a construção da Barragem de Ribeiradio. Estou convicto que, até ao final do mandato, ainda teremos algum tempo para conseguir outras de grande importância para o concelho.
GB- Qual é a sua posição relativamente à limitação de mandatos?
LV – Sou contra a limitação de mandatos. Aqui no distrito, houve candidatos que tinham sido presidentes de câmara apenas um mandato, nas eleições seguintes a população não quis que eles continuassem. Em democracia, na minha opinião, a população é que deve decidir se as pessoas estão, ou não, a fazer um bom trabalho. Depois, também não é coerente, apenas, o presidente ter que mudar, enquanto os vereadores não. No meu ponto de vista, não tem sentido esta medida. Contudo, considero que as pessoas que ocupam estes cargos têm que saber exatamente quando o ciclo chega ao fim. Ao fim de 8 anos as pessoas podem sentir-se cansadas, sentir que o projeto que tinham para o concelho chegou ao fim e, nesse caso, devem sair. As pessoas devem ter essa noção e, infelizmente, isto também não acontece muito, porque se acontecesse, certamente, nem esta lei existia.
GB – O emprego é hoje um dos problemas centrais de todo o país. Neste âmbito, que medidas concretas está o município a desenvolver? Na tomada de posse referiu que Oliveira de Frades estava disponível para ceder gratuitamente terrenos, há já alguma empresa interessada?
LV – Nesse âmbito, consultámos a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) que nos solicitou um determinado trabalho para dar a conhecer o concelho a empresários, não só portugueses, mas também estrangeiros, que se queiram fixar em Oliveira de Frades. Nós fizemos esse trabalho, já enviámos esse estudo e neste momento estamos recetivos a qualquer empresa que se queira aqui implantar. Criando postos de trabalho podemos, inclusivamente, ceder, gratuitamente, terrenos.
Para além desta medida, destaco aquilo que nós defendemos diariamente. Somos um município que tem uma filosofia diferente da grande maioria dos municípios. Tudo o que achamos que conseguimos fazer bem, somos nós que o fazemos. Por exemplo, somos nós que confecionamos e fornecemos a alimentação das nossas crianças; somos nós que asseguramos a rede de transportes das crianças; somos nós que, também, efetuamos a recolha dos Resíduos Sólidos Urbanos, criando assim, com estas medidas, mais emprego na área do município. É esta a nossa filosofia, defender cada posto de trabalho, um a um.
Temos, também, dado grandes passos para que a avicultura tenha uma expansão mais vigorosa. A área de construção dos núcleos de frangos e de outras instalações agropecuárias foi triplicada, graças a uma alteração do Plano Diretor Municipal que já foi aprovada e publicada em Diário da República. Para dar um exemplo, antes um munícipe que tivesse 1000 metros quadrados só podia construir 100 metros quadrados de área coberta, neste momento, pode edificar 300 metros quadrados.
GB – O município de Oliveira de Frades sempre foi louvado pelas suas iniciativas na área da ação social. Com um enfoque especial nos jovens e nos idosos o que é que está a ser feito?
LV – Na área social, iremos continuar a fazer aquilo que fizemos até agora. Hoje, quando vemos na Comunicação Social grandes municípios a distribuírem, gratuitamente, o pequeno-almoço às suas crianças lembramo-nos que também o fazemos, mas com uma diferença, nós já o fazemos há cerca de 9 anos. Desde que iniciámos funções, fornecemos, gratuitamente, o pequeno-almoço e o lanche a todas as crianças do concelho, do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico. Vamos continuar a fazê-lo, independentemente dos constrangimentos que os municípios atravessam. Apesar dos cortes orçamentais, vamos continuar com esta política.
Relativamente aos idosos, um dos últimos trabalhos que fizemos foi o levantamento rigoroso de todas as pessoas com mais de 65 anos que vivem sozinhas, de forma a ajustarmos o apoio que damos a esses mesmos idosos, evitando, assim, situações em que eles se sintam sós. Queremos que saibam que deste lado há alguém que se preocupa com eles e está disponível a ajudar.
GB – Recentemente, foi decidido que o Tribunal de Oliveira de Frades vai passar a ser um serviço de proximidade, há já algum tempo que também se fala da possibilidade do serviço de finanças fechar no concelho. Qual é a sua posição? Anteriormente já fez saber que se as Finanças fecharem os serviços podiam ser transferidos para o município, é esta a solução?
LV – Estava previsto o nosso tribunal encerrar e nós conseguimos, através da exposição de dados concretos e realistas, pois é assim que nós trabalhamos, demonstrar à Ministra da Justiça que, efetivamente, em relação ao nosso município, os dados que apresentavam não estavam corretos. Isso fez com que o Ministério mudasse a sua opinião, mantendo o nosso tribunal como serviço de proximidade. Penso que, no futuro, os serviços se irão manter nos moldes atuais. Neste momento, é esta a minha expetativa.
Relativamente a outros serviços, nomeadamente ao encerramento dos serviços de finanças, nós só aceitaremos esta medida se vierem, também, a fechar noutros concelhos da nossa dimensão. O nosso concelho, em termos de movimento dos Serviços de Finanças, é o quinto concelho a nível distrital. Nesse sentido, se fecharem todos os serviços que têm um nível de funcionamento inferior, nós aceitamos mas, terão que fechar todos os outros. O que não concordamos é que encerrem o nosso serviço e deixem serviços abertos em concelhos com menos movimento. Estou convencido que isso não vai acontecer, mas se, porventura, vier a encerrar, apelamos para que nos deixem prestar esses serviços nas instalações do município, porque temos condições e capacidade para tal. O que não concordamos é que os nossos munícipes tenham que se deslocar a outros concelhos.
GB – Relativamente à requalificação Urbana da Vila, qual é a importância desta obra no geral e para o comércio local em particular. O que mais pode ser feito para dinamizar o comércio local?
LV – Nós pretendemos fazer uma requalificação do centro da vila, até porque, ainda, temos condutas de água em fibrocimento. Estamos convencidos que, no próximo quadro comunitário, vamos ter apoio para executar esta obra. É um investimento que ronda os 3 milhões de euros, sendo necessário comparticipação estatal.
Tudo o que traz mais pessoas favorece o comércio local. A nossa perspetiva é que no futuro surjam novos negócios, novos fatores atrativos e isso beneficiará todo o concelho, particularmente o comércio local.
GB – No cruzamento, no centro da vila, os semáforos foram substituídos por uma rotunda, porquê? Esta mudança tem sido benéfica?
LV – A opção que fizemos pretende reduzir a despesa que tínhamos com os semáforos. Sempre que existia uma trovoada, as células eletrónicas queimavam, sendo um serviço extremamente dispendioso. Depois de uma análise cuidada e de um projeto realizado pelos serviços técnicos, chegámos à conclusão que, de facto, era possível a construção de uma rotunda. Fizemos um teste e está a funcionar na perfeição. Desta forma, reduzimos a despesa e nenhum munícipe sai prejudicado.
GB – O ensino tem sido uma das grandes prioridades dos seus mandatos. O Centro Escolar obteve, agora, apoios comunitários, qual a importância do investimento e quando é que vai estar concluído?
LV – Nós já obtivemos a aprovação da nossa candidatura para o Centro Escolar, uma obra que vai rondar os 2,5 milhões de euros. Este investimento era necessário para o 1º ciclo. No ensino pré-escolar temos boas condições. Depois da requalificação da Escola Secundária, no 2º, 3º ciclos e secundário, ficamos com condições excecionais em todos os níveis de ensino.
No país não se encontra nenhum concelho com melhores condições do que as que ofereceremos às nossas crianças. Este Centro Escolar vai ter que estar, forçosamente, concluído até abril/maio do próximo ano. No ano letivo 2015/2016, o 1º ciclo do ensino básico do nosso concelho, com a exceção das escolas de Ribeiradio e de Arcozelo das Maias que se manterão abertas, funcionará nas novas instalações.
GB – E quanto à requalificação da EN16?
LV – Conseguimos uma requalificação extraordinária, neste mandato, há muito desejada. A EN16 é uma estrada de grande importância para nós, uma vez que serve cerca de 80% da população do concelho. É importante referir a forma como está decorrer esta requalificação. Seguramente nos próximos 20 a 30 anos não iremos ter de nos preocupar com a EN16. O grande problema tem sido o mau tempo. Se as condições meteorológicas tivessem permitido, a obra já teria sido concluída. Já só falta requalificar um pequeno troço de cerca de 5km.
GB – Vai ser possível avançar com a Ecopista em breve?
LV – Não teremos condições a breve prazo. A ecopista era um projeto da Comunidade Intermunicipal Dão Lafões, que envolvia os concelhos de Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Águeda e Viseu. É uma obra extremamente dispendiosa. Estou, perfeitamente, convencido que, dificilmente, teremos condições para a executar. Os municípios, certamente, não terão recursos próprios e não prevejo apoios do quadro comunitário.
No entanto, o que iremos fazer, quando tivermos condições para tal, será começar a fazer pequenos troços, com pavimentos de baixo custo.
GB – Na área do deporto também estão a ser feitas reformas. Primeiro, porque é que o Pavilhão ainda não está a funcionar? Depois, qual a importância da requalificação das piscinas cujo concurso já está aberto?
LV – O pavilhão está concluído. No entanto, existem algumas infiltrações que estamos a corrigir. Assim que as condições meteorológicas o permitam, o problema estará resolvido.
Relativamente às piscinas, a sua requalificação será uma obra de extrema importância para o concelho. Será possível aumentar não só a capacidade, mas também a qualidade. Este investimento trará melhorias significativas em termos de renovação do ar, entre outros benefícios. Esta infraestrutura municipal precisa desta intervenção e para isso, procuraremos a importante comparticipação comunitária.
Nós temos um complexo desportivo invejável. Após a requalificação das piscinas, teremos condições para a prática de diversas atividades desportivas.
GB – A Barragem de Ribei-radio-Ermida, deve estar pronta este ano. A sua construção foi dos polos dinamizadores da economia local, contribuindo na criação de emprego para os oliveirenses. Depois da sua conclusão que perspetivas traz para Oliveira de Frades?
LV – Nós temos uma freguesia no concelho que beneficiará imenso com a construção da Barragem. Ribeiradio sairá favorecida pela ligação a Couto de Esteves. Há mais de 70 anos que se fala nesta obra que vai beneficiar estas duas populações. Em termos turísticos, também prevejo alguns benefícios e pensamos também que, em termos de água, o concelho e a nossa região ficarão salvaguardados no que se refere à quantidade armazenada de água. Neste momento, a captação de água pública que abastece as nossas populações não é feita no rio Vouga. No entanto, não sabemos como é que vai ser no futuro. Também no que se refere ao combate aos incêndios, este investimento é muito positivo porque passaremos a ter uma grande reserva de água.
A ligação entre as duas margens do rio Vouga, na freguesia de Sejães, sairá também beneficiada. A ponte Luís Bandeira, bastante antiga, só permitia a travessia de uma viatura de cada vez, ao invés da travessia que está a ser construída, que permitirá o atravessamento com maior segurança.
No imediato, penso que é a freguesia Sejães que mais sairá a perder, uma vez que terá uma maior área submersa. No entanto, no futuro, poderá potenciar outras vantagens em termos turísticos, pois teremos a reposição das praias fluviais, quer a de Sejães quer a de São João da Serra.
Tendo em conta que Sejães é a freguesia que está mais perto e com melhores acessos à A25, penso que, no futuro, poderá beneficiar com esta situação.
GB – Qual é a atual situação económico-financeira do município?
LV – Ao longo deste tempo e com as obras que estamos a fazer, temos tido o endividamento controlado, ou seja, contrariamente a muitos municípios que não conseguiram cumprir com as Leis das Finanças Locais, nós conseguimos cumprir, sempre, escrupulosamente. Temos até alguma almofada financeira, que, sempre que necessário, poderemos recorrer. Aliás, ano após ano, temos conseguido reduzir a dívida, o que é extraordinário quando temos níveis de execução tão elevados. No ano passado tivemos níveis de execução na ordem dos 90%, e ao longo destes 9 anos tivemos uma média de execução orçamental de 75%.
GB – Oliveira de Frades tem futuro? Qual é esse futuro?
LV – Quando assumimos a liderança do município, fomos criticados pelo principal partido da oposição, pelo facto de, segundo este, não termos um plano para o concelho. Nós estamos a mostrar que não é assim. A nossa grande aposta foi a educação. Vamos ficar com condições excecionais para o sucesso de ensino e aprendizagem, do que melhor existe na região e no país. Outra grande aposta foi a empregabilidade, melhorámos as condições da nossa zona industrial e construímos novos acessos à A25. No nosso concelho temos três importantes vias de acesso à A25. Temos uma via de acesso, em direção a Confulcos e de acesso a Viseu que melhorámos com a construção da variante a Cajadães. Alargámos, depois, a via de Cajadães a Caveirós e fizémos um novo acesso ao nó de Reigoso, numa obra comparticipada pelo quadro comunitário, conseguindo, deste modo, que os munícipes evitem um pórtico na autoestrada. Melhorámos, ainda, pavimentações e acessos às indústrias instaladas no concelho.
Relativamente à qualidade da água, com a conclusão da obra da nova Estação de Tratamento de Água, triplicaremos a possibilidade de fornecimento de água. Repito, teremos um sistema de água integralmente nosso. Se confrontar os preços da água com outros concelhos do distrito, verificará que nós somos um concelho cujas tarifas são moderadas e que iremos ter uma qualidade muito acima da média. Os municípios que têm esta qualidade têm tarifas de água quase três vezes superiores à nossa
Fizemos uma aposta em todas as áreas. As orientações foram sempre nesse sentido. Tudo o que achamos que conseguimos fazer bem, nós fazemos, não damos a fazer fora. Se entrevistar colegas meus, a nível do distrito, não sei se encontrará algum que tenha esta postura. Com isso, temos ganho muito, aliás, na minha opinião, se um concelho da nossa dimensão não fizer isto, não tem futuro. Por essa razão, estou convicto que este concelho tem futuro.
Luís Vasconcelos, em Perfil
Candidatou-se pelo PSD, porquê?
Foi um desafio que um colega meu me fez, daí ter vindo pelo PSD, mas de todo, nunca fui uma pessoa de esquerda, a minha maneira de pensar enquadra-se perfeitamente nas ideias sociais democratas.
Para si qual é o papel de um autarca, o que é que o motiva?
Pessoalmente, motiva-me a gestão. Eu estive 10 anos na anterior direção da escola secundária, 6 dos quais, como presidente e a gestão fascina-me Depois, também me fascina a construção, o que também tenho no concelho. Depois, são as pessoas, as crianças e os jovens, tudo isto é a minha paixão, é isto que me faz lutar pelo concelho. Qualquer pessoa que se enquadre nestas vertentes tem claramente condições para estar à frente de qualquer município. Depois é gerir, sempre com a lógica de com pouco fazer muito.
A política e a vida pública são uma profissão ou uma vocação?
Nunca consegui ver a política com sendo uma profissão. Eu digo, sinceramente, que admiro as pessoas que conseguem estar dependentes da política. Eu nunca conseguiria estar.
Dados Biográficos:
Data e local de nascimento: 17 de Setembro de 1963, em Angola
Formação Académica:
Licenciatura em Estatística e Investigação Operacional, pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Percurso sócio: profissional:
Administrador de Empresa
Docente do ensino secundário entre 1999 e 2005
Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Oliveira de Frades.
Fez parte da Direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades no biénio 2001/02.
Entre 2002 e 2004, foi Vice-Presidente da Comissão Política da Secção de Oliveira de Frades do PSD, e seu Presidente de 2004 a 2006, sendo desde essa data Presidente da Mesa da Assembleia da Secção.
Desde 2006, Presidente da Assembleia Geral do Grupo Desportivo de Oliveira de Frades.
Atualmente, é Presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Frades, cargo que desempenha desde 29 de Outubro de 2005.
——————————————————————————————————————–
Na edição anterior (edição 647)
Mais artigos:
Redação Gazeta da Beira
Comentários recentes