Em inicio de Mandato, Vítor Figueiredo fala dos projectos para o concelho
Vítor Figueiredo herdou uma casa difícil, com muitos problemas estruturais, contudo, vê o futuro com optimismo. Cortar desperdícios e reduzir despesas correntes, ao mesmo tempo que promove o investimento e a criação de emprego. Estas são as prioridades do novo Presidente de São Pedro do Sul, que promete lutar por um concelho melhor, sustentado nas suas potencialidades. Em entrevista à Gazeta da Beira, Vítor Figueiredo, fala dos projectos para São Pedro do Sul e da sua vida ao serviço do concelho.
Gazeta da Beira (GB)-Tomou Posse no passado mês de Outubro, depois de vencer as eleições com mais de 10 pontos percentuais de diferença do segundo nome mais votado (Adriano Azevedo). Termina-se um ciclo de mandatos governados pelo PSD, os cidadãos apostaram na mudança. Como é que vai ser efetivada esta mudança, o quê que São Pedro do Sul precisa de mudar? Quais os principais desafios e quais as principais metas a que se propõe no mandato que agora se inicia?
Vítor Figueiredo (VF)– De facto os Sampedrenses depositaram em mim e na equipa que me acompanha uma inequívoca confiança e uma nova esperança para São Pedro do Sul. Há uma consciencialização generalizada de que os tempos e a conjuntura não são fáceis, de que a situação financeira do município e do país não são as melhores, mas, ainda assim, os Sampedrenses acreditam que nós, enquanto executivo da Câmara Municipal, podemos fazer alguma coisa para atenuar essa realidade. Desde logo, incuti na minha equipa e no dia a dia de funcionamento da CM, uma dinâmica de proximidade, tentando estar sempre junto das pessoas, dos seus problemas, ouvindo-as sempre e tentando resolver, desde logo, aqueles problemas que possam parecer pequenos, mas que para os cidadãos representam muito, na melhoria da sua qualidade de vida.
Depois, em termos de desafio e de principal enfoque, para os tempos próximos, planifiquei a actividade municipal, para os tempos imediatos, em três eixos essenciais: acção social, aumentando fortemente as dotações orçamentais no apoio às famílias carenciadas, no apoio à habitação dos mais desfavorecidos, no incentivo à natalidade e no apoio aos estudantes universitários, em dificuldades. Paralelamente, estamos a desenvolver acções que promovam o emprego, através do estímulo ao comércio local, gabinete de apoio ao empreendedorismo, ajuda técnica aos empresários ou possíveis empresários e na criação de um novo parque logístico e empresarial, que será alvo de candidatura ao novo quadro comunitário que se avizinha.
Estamos também, desde já, a melhorar a nossa rede de saneamento, a nossa rede de água ao domicilio e a melhoria da qualidade da água da nossa rede. Tudo situações que se encontravam muito deficitárias.
GB- Herdou uma casa difícil com muitas contas para pagar. Os valores da auditoria já são conhecidos? Que margens têm para fazer novos investimentos? Quando se candidatou à Câmara não tinha um conhecimento aproximado desta situação? Como é que o município vai equilibrar as contas?
VF-A auditoria encontra-se em fase final. Na primeira quinzena de janeiro teremos o relatório final. O objectivo essencial da auditoria prendeu-se, acima de tudo, com a necessidade de aferir os procedimentos em termos de controlo de gestão, gestão de stocks, entre outros, sempre numa perspectiva de nos serem dados indicadores que nos possam levar a cortes de desperdícios e redução das despesas correntes. Essa auditoria revela-nos, também, situações de entidades que nestes últimos 60 dias têm aparecido a reclamar créditos sobre a Câmara Municipal, créditos esses que não se encontravam consagrados nas nossas contas e que a serem confirmados, vão aumentar os valores da divida em alguns milhares de euros. Tudo situações que previamente não conhecíamos e com as quais não contávamos, antes de tomarmos posse. Com esse processo fechado, conseguiremos monitorizar, de forma mais concreta, a real situação e os reais valores que conseguimos libertar para investimentos. Como sabe, a entrada em vigor da conhecida lei dos compromissos limita o nosso poder de decisão, porquanto termos herdado uma situação que não nos permite ter fundos disponíveis, para além do normal funcionamento da Câmara Municipal. Contudo a nossa equipa tem sempre uma postura de optimismo e estamos a trabalhar, no sentido de inverter essa situação, fazendo, desde já, alguns cortes pensados nas despesas correntes (rendas, combustíveis, electricidade, gás, transportes, entre outros), por outro lado iremos proceder à venda de alguns bens do município, por forma, a tão breve quanto possível, possamos estar preparados para termos dotações disponíveis para nos candidatarmos a obras que possam ser financiadas pelo próximo quadro comunitário de apoio.
GB- Nesta sequência, um dos problemas apresentados foi o excesso de pessoal no município. Disse na última Assembleia Municipal que a Câmara tem excesso de pessoal em todos os sectores com a exceção de pessoal de rua. Como é que se pode alterar estes cenários? Estão previstos despedimentos?
VF- Já o disse e repito que não iremos fazer qualquer tipo de despedimento, a não ser que sejamos obrigados pelo governo da República. O que acontece agora é que o governo já nos obriga a reduzir 2% dos funcionários todos os anos. Para já essa meta será concretizada com situações de funcionários que pedem a aposentação e com o términus de contratos a prazo. O nosso quadro de pessoal é excessivo, não vale a pena escondê-lo, basta olharmos para municípios à nossa volta, e é, acima de tudo, destruturado na sua afectação, pelos demais serviços. Tudo situações que temos vindo a corrigir. Mas tenho dado sempre uma palavra de confiança e esperança aos funcionários, falando-lhes sempre a verdade e dando-lhes conta da realidade do município. Devo dizer que tenho de, publicamente, agradecer o comportamento de todos, porque têm sido inexcedíveis no apoio ao novo executivo. Sinto-os com uma motivação acrescida, o que é de louvar.
GB- Em pouco tempo de governação são muitas as polémicas que surgem em São Pedro do Sul. (As alegadas críticas públicas aos funcionários, o contrato publicitário da Termalistur, as nomeações para o Gabinete da Presidência…) Como lida com essas polémicas? Há alguma tentativa de boicote à governação ou são legítimas e saudáveis estas polémicas?
VF-É normal que num período pós-eleitoral em que há mudança de pessoas e de partido politico na governação da Câmara Municipal tal aconteça. Nós temos o nosso projecto amplamente sufragado recentemente e portanto estamos e vamos continuar a introduzir novas formas de trabalhar e novas dinâmicas que por vezes não são de imediato compreendidas por todos. Mas esta é a nossa forma de trabalhar: séria, directa, com frontalidade, respeitando sempre os outros e o seu trabalho. Penso não se poder confundir uma ou outra crítica, legitima em democracia, com polémicas inexistentes. Mas não nos deixamos condicionar, na busca de um projecto que visa a melhoria da qualidade de vida dos Sampedrenses. Como é apanágio o trabalho bem realizado dá azo à crítica fácil.
GB- Com a crise as dificuldades da população aumentam. Que medidas de acção social e de solidariedade é que o município está a tomar para apoiar os mais desfavorecidos? A oficina domiciliária é um dos exemplos de que é possível fazer mais sem, contudo, como referiu, aumentarem os custos. Dentro destes moldes o que mais se pode vir a fazer?
VF-O atual executivo camarário está consciente da necessidade de desenvolver políticas e estratégias de intervenção social assentes na complementaridade, conjugação de esforços e parcerias que permitam um combate mais eficaz à pobreza e exclusão social. Neste sentido, desenvolvemos a Oficina Domiciliária, dando um sinal inequívoco do caminho que pretendemos trilhar, visando a melhoria das condições de vida da população, especialmente daqueles grupos que se encontram em situação de maior vulnerabilidade social, num enquadramento de perfeita parceria, coordenação de esforços e de rentabilização dos recursos existentes no meio. Assim, e no que diz respeito particularmente aos recursos humanos, criámos o Gabinete de Ação Social e Solidariedade, constituído por uma equipa multidisciplinar, com vista a rentabilizar as competências dos funcionários, otimizando a sua ação no terreno, mas com uma visão holística da situação em que se encontra cada munícipe. Temos de olhar para os problemas sociais de uma outra forma, desde as suas causas até à sua resolução a longo prazo. Consideramos que a Câmara, mais do que a entidade parceira, deve ser o provocador da ligação e das interligações entre as instituições, entidades e munícipes. É urgente desenvolver o voluntariado, estabelecer protocolos com empresas, no âmbito das suas responsabilidades sociais, coordenar os apoios dados pelas juntas de freguesia, apoiar os idosos, incentivar a natalidade e melhorar a ação social escolar…estamos a trabalhar nisto e iremos, a seu tempo, apresentar propostas coerentes, adaptadas à realidade concelhia.
GB-A região de Lafões, na última década perdeu muita população, São Pedro do Sul foi o município mais penalizado. O que é que o novo executivo pondera fazer para reverter este cenário. Que medidas concretas estão a ser desenvolvidas para atrair população criar emprego e investimentos?
VF- Como já disse atrás, o emprego é uma das nossas preocupações centrais. Em primeiro lugar queremos dar uma nova dinâmica às Termas, promovendo novos pontos de atracção e procurando novos mercados. As Termas são a nossa âncora, para a criação de emprego, não só nos próprios edifícios termais, mas também em toda a actividade hoteleira e comercial associada ao termalismo.
Depois estamos a desenvolver esforços no sentido de dentro da Câmara criarmos um gabinete de apoio ao empreendedorismo e ao empresário para que possamos ajudar os que já existem e estimular a criação do próprio emprego, com novos projectos e novas ideias. Aliás, tivemos já a preocupação de reunir com os empresários do nosso concelho, para lhes darmos a conhecer todo o tipo de apoios que eles possam vir a ter. Iremos ainda criar um novo parque empresarial, junto da A24, com condições muito vantajosas a quem se queira ali instalar.
Também iremos dar um novo incremento ao desenvolvimento agrícola. Pensamos que a nossa agricultura e as nossas florestas têm de ser mais rentabilizadas, quer como actividade principal quer como complemento aos rendimentos das famílias. Estamos a dar já alguns passos nesse sentido, promovendo os nossos produtos, estimulando novas unidades de produção, no apoio a associações e cooperativas e que dinamizem o escoamento dos nossos produtos. No que toca às florestas, em particular, posso desde já adiantar que estamos a desenvolver esforços para retomar a actividade da recolha de resina. Uma actividade que teve um papel preponderante na nossa economia em tempos idos e que queremos reactivar.
GB- As Termas de São Pedro do Sul são um dos principais polos de dinamização do concelho. Já teve oportunidade de referir que esta vai ser uma das apostas dos executivos. O que que está ser feito neste sentido? Quais os objectivos? Daqui a quatro como é que gostaria de ver as Termas de São Pedro do Sul?
VF- As Termas de S. Pedro do Sul são, como disse no meu programa, o epicentro de um vasto projecto de dinamização turística que queremos levar a efeito no concelho. Iniciámos um diálogo que consideramos frutuoso com os funcionários e todos os parceiros e vamos fazê-lo ainda em janeiro com os Hoteleiros e restantes operadores turísticos do concelho. Diálogo tendo em vista a construção de um verdadeiro projecto e posicionamento turístico das Termas e do Concelho. Todos os intervenientes saberão deste modo qual o caminho a seguir, quais os investimentos prioritários e quais os objetivos a alcançar. Esta forma de trabalho participada que inauguramos no nosso concelho penso que trará frutos muito benéficos para todos.
De igual modo, a Termalistur iniciou um processo interno de redimensionamento de modo a poder prestar um serviço de melhor qualidade e capaz de satisfazer vários públicos e proceder á introdução de novas ofertas. A aposta da Termalistur assenta na qualidade/diversidade de serviços e na investigação, inovação e ciência. Estão já a trabalhar nestes pólos e brevemente serão apresentadas novidades extremamente importantes nestas áreas.
Com o desenvolvimento destas áreas estaremos, então, em condições de nos lançarmos decididamente na internacionalização das nossas Termas. O meu objectivo é ter uma estância termal de referência ao nível europeu no que respeita ao serviço prestado, à investigação realizada e ao conhecimento. O caminho será este de credibilização, de cientificidade, e de investigação.
GB- Os comerciantes têm vivido grandes dificuldades, queixam-se das obras que tiraram movimento à rua, queixam-se de falta de iniciativas. O que está a ser feito para chamar mais pessoas às ruas? Há já algum veredito relativo à Rua Serpa Pinto e à Rua Direita? O problema da falta de estacionamento da cidades está ser resolvido?
VF-O problema de fundo é a falta de pessoas, a população como referido anteriormente, tem vindo a diminuir, os nossos jovens não têm emprego e vêem-se na necessidade de emigrar. As obras realmente estão a decorrer há algum tempo, mas a empresa está a cumprir os prazos de execução. Temos vindo a pressioná-los no sentido de concluírem alguns troços e abri-los ao público, para ver se os nossos comerciantes não são tão penalizados, principalmente neste quadro que habitualmente é mais propício ao negócio. Estas obras vão tornar a nossa cidade mais agradável, mais voltada para as pessoas, acreditamos que o próximo ano vai ser melhor e como tal pedimos aos nossos comerciantes uma vez mais, um pouco de paciência. Vamos em conjunto realizar uma série de iniciativas ao longo do ano no sentido de aproveitar as praças agora criadas, promovendo eventos variado, tanto culturais como feiras temáticas. Penso que já provámos durante a quadra natalícia que é este o caminho que queremos percorrer: dinamizar o comércio local e como tal consideramos de extrema importância que os comerciantes se organizem e criem uma associação de comerciantes que defenda os seus interesses, funcionando como um todo.
GB- Cada vez mais, a agricultura vem a assumir um papel importante na região e São Pedro do Sul, não é exceção. Neste âmbito, quais as medidas concretas que o município quer desenvolver?
VF- Como referi atrás, a agricultura tem e terá para nós um papel preponderante na economia local, mas cabe à Câmara Municipal tomar a dianteira no estimulo à produção local, no estimulo à qualidade dos produtos e, sobretudo, ajudando no escoamento e valorização dos mesmos. Temos um cabrito e uma vitela reconhecidos, temos a broa, os nossos enchidos, o mel, a nossa doçaria regional e mais recentemente as novas produções de ervas aromáticas, os mirtilos, entre outros. Temos tido alguma propensão de jovens para iniciarem a actividade agrícola. Estaremos cá para os ajudar em tudo o que necessitem e estamos já a preparar certames que nos irão permitir dar a conhecer a originalidade dos nossos produtos, em novos mercados. Nessa base, a agricultura, como disse, servirá como meio de sustento de algumas famílias, evitando assim que vão para outras paragens, uma vez que os salários são cada vez mais baixos, havendo necessidade de os complementar. Desta forma também conseguimos manter e cuidar das nossas belas paisagens rurais.
GB-O Presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, já anunciou publicamente que quer avançar com o projeto da ecopista mesmo sem fundo comunitários, investindo, para isso, no torço entre Vouzela e as Termas de São Pedro do Sul. Tendo em conta esta posição, qual é a posição do município de São Pedro do Sul? A ecopista vais ser para avançar neste mandato, em que moldes?
VF- Tal como tenho vindo a informar, a situação financeira do município não nos permite avançar com todos os projectos que tenho em mente. Quanto à ecopista, vamos tentar candidatar a obra a fundos europeus, aliás, já houve dinheiro para este tipo de obras, mas não entendo porque não fizeram candidaturas a nenhum programa de apoio, sendo agora mais difícil, mas tudo farei para que a ecopista seja uma realidade principalmente entre Negrelos e as Termas. Posso-lhe dizer ainda que já temos este projecto aprovado a nível de executivo camarário.
GB- Há muito tempo que a população considera como prioridade o melhoramento do acesso a Arouca. Reconhece essa prioridade? Este projecto vai ser possível a curto prazo?
VF-Claro que o melhoramento do acesso a Arouca é fundamental para o desenvolvimento dos dois concelho e das freguesias que ele atravessa, pena é que o anterior executivo só se tenha apercebido uns meses antes das eleições, pois deu início à obra sem um projecto e sem um plano de trabalhos pré definido, chegando ao ponto de colocarem lá a máquina de rasto parada. Isto não pode acontecer, posso fazer menos mas o que fizer tem que estar bem feito, só assim conseguimos gerir bem os fundos do município que são de todos. Não posso dizer que este acesso vai ser uma realidade a curto prazo, certo é que vou enveredar todos os esforços no sentido de encontrar parceiros para avançar com a obra. O que é certo é que precisamos de potenciar as relações com Arouca para criar novas sinergias, sobretudo do ponto de vista turístico. Recordo que a existência do Geopark, como um parque natural classificado pela Unesco e a recente candidatura das Montanhas Mágicas são novas fileiras que nos permitirão atrair para o nosso concelho novos turistas e novas dinâmicas para a economia local, nomeadamente para as nossas aldeias da serra, estimulando o turismo de serra e todas as suas actividades associadas. Pretendemos criar uma relação tripartida no intercâmbio turístico, entre Termas de São Pedro do Sul, Geopark de Arouca e o Enoturismo na zona do Vinho do Dão. Estas serão as nossas prioridades, pelo que, a melhoria dos acessos a Arouca são uma condição essencial que pretendemos solucionar, a par de muitas outras que temos em mãos.
GB- Na actualidade São Pedro do Sul enfrente grandes e diversas dificuldades, porém, colocando, agora os olhos no futuro, qual é o futuro deste concelho?
VF- Eu sou uma pessoa optimista por natureza e que acredita, sobretudo, nas pessoas e na capacidade dos Sampedrenses para ultrapassarem as adversidades. Com as reformas internas que estamos a introduzir, com os cortes nas despesas e com o novo quadro comunitário de 2014 a 2020 que se avizinha e que está vocacionado para o fomento ao emprego, à iniciativa própria, à investigação e a tudo o que sejam novas ideias, estou em crer que iremos ter, futuramente, um concelho melhor, com mais emprego, sustentado e alavancado nas suas potencialidades. Falo do termalismo, mas também da geotermia, da dermocosmética, e também do nosso turismo da serra, da nossa gastronomia, dos nossos produtos agrícolas de excelência e de outras novas dinâmicas empresariais que esperamos se venham a instalar por cá. Com toda esta força de vontades acredito num melhor futuro para São Pedro do Sul.
Vítor Figueiredo, em perfil
Como e porque é que entrou para o PS?
Inscrevi-me militante do Partido Socialista sensivelmente por volta de 1986. Nessa altura seria 1º ministro o Professor Cavaco Silva e eu não me revia nada na linha politica dele. Além disso a nível concelhio identificava-me mais com as pessoas do Partido Socialista.
Sempre fui uma pessoa com ideias de esquerda, ligado a problemas sociais, culturais e não tive qualquer dificuldade em integrar este grupo.
Para si, qual é o papel de um autarca? O que é que o motiva?
Para mim, um autarca tem um papel preponderante, no sentido de trabalhar para os cidadãos, de forma transparente, justa e competente. Uma luta constante em olhar para um concelho, como um todo, permitindo uma efetiva participação dos cidadãos, onde cabe a cada um de nós, munícipes, contribuir nesse sentido, para a construção dos interesses coletivos.
A política e a vida pública são uma profissão ou é uma vocação?
Sem dúvida que a política e a vida pública são uma vocação isto porque o faço de forma desinteressada a nível económico, contudo entendo que o devo fazer com o objectivo de missão, com vista a atingir o rigor e o compromisso. Desta forma, para além da vocação, está eminente a capacidade de cada indivíduo de exercer um trabalho ou actividade, numa sociedade.
Principais dados bibliográficos
• Membro do Conselho Directivo da Escola Secundária de S. Pedro do Sul em representação dos alunos;
• Presidente da Direcção da Associação de Estudantes da Escola Secundária de S. Pedro do Sul;
• Presidente da Direcção da Associação Cultural de Vila Maior durante 10 anos;
• Membro da Direcção da Associação de Caçadores e Pescadores de Vila Maior durante 13 anos, sendo o seu sócio nº 1;
• Membro da Direcção da Assembleia Geral da Associação de Pais da Escola Básica integrada 2/3 de S. Pedro do Sul;
• Diversos cargos na Associação de Pais da Escola Secundária de S. Pedro do Sul;
• Membro do Conselho Fiscal do Corpo Voluntário de Salvação Pública de S. Pedro do Sul;
• Vice-Presidente da Verde Lafões Associação de Produtores Florestais;
• Delegado Sindical no Serviço de Finanças de S. Pedro do Sul há diversos anos;
• Presidente da Direcção do Centro Social de Vila Maior durante 10 anos, sendo o sócio nº1 desta Instituição;
• Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro do Sul há 14 anos e é ainda Presidente da Assembleia Geral das IPSS: Santa Casa da Misericórdia de S. Pedro do Sul, há 4 anos e Presidente da Assembleia Geral do Centro Social de Vila Maior há 8 anos.
• Funcionário da Autoridade Tributária e Aduaneira há 30 anos com a categoria de Técnico de Administração Tributário e colocado no Serviço de Finanças de S. Pedro do Sul.
• Patrícia Fernandes
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Na edição anterior (edição 644)
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