Vouzela cumpre tradição no dia de São Frei Gil

Homenagens marcaram feriado municipal

ed655-p13_VZLVouzela, à semelhança do que tem sido feito em anos anteriores, escolheu o feriado municipal para prestar homenagens. Joaquim Mendes, a título póstumo, João Cosme e as empresas Faurecia e Vougazela foram, desta vez, os nomes escolhidos. A cerimónia encheu o Salão Nobre do Paços do Concelho e foi marcada por momentos de grande emotividade.

A tradição continua. Todos os anos, no mesmo dia, o dia 14 de abril, dia de São Frei Gil, feriado municipal, é dia homenagens. Como referiu Rui Ladeira, estas cerimónias, desenvolvidas anualmente, “tem um especial significado para o nosso concelho”. Uma forma de agraciar “instituições ou pessoas que com a sua ação e o seu saber têm contribuindo para prestigiar o concelho e muitas vezes também para melhorar a vida de todos nós”. Pessoas e instituições que, como acrescenta, “sempre sentiram, viveram e ajudaram este concelho a crescer e a chegar mais longe e a atingir níveis de qualidade de vida nunca antes alcançados”.

Joaquim Mendes, um cidadão ao serviço dos cidadãos

A homenagem a Joaquim Mendes foi sentida por todos. A sua morte, no verão passado ainda está muito presente no coração da família, amigos e vouzelenses. Ninguém foi indiferente ao discurso emocionante proferido pela viúva Lucília Alexandrino Mendes. Como referiu a professora quando recebeu a condecoração: “não vou dizer que estou aqui com satisfação. Estou aqui, sim, com profundo pesar”. E acrescentou, “no S. Frei Gil de 2013, quem haveria de dizer que, em 2014, estaríamos aqui a participar nesta homenagem?! Tantas são as incertezas e partidas que a vida nos prega!”. Foi em verso que a homenagem continuou. Mais uma homenagem a um homem que para além de fiel à causa pública era amante das artes, desde a música à poesia. “Foste ajudar a salvar, mas algo d’estranho aconteceu… o cerco foi tão grande, Que a morte te envolveu!…Tantos os projectos que tinhas! Ficam por concretizar… Com este mal sucedido, Nunca nos vamos conformar”. Referiu a professora lembrando o fatídico incêndio que esteve na origem da sua morte. Recorde-se que o então autarca de Queirã não resistiu aos ferimentos que sofreu durante o combate a um incêndio que deflagrou na sua freguesia. A neta de Mendes também participou na declamação, como cantou “«Ainda te hei-de ensinar a ler e a escrever!…” Isso não aconteceu, Porque o meu avô partiu… É hoje uma estrelinha no céu!”.

Rui Ladeira justifica a homenagem. Como defendeu o Presidente da Câmara, “a sua coragem deve ser ressaltada, reconhecida e lembrada como um exemplo de dedicação e de entrega à causa pública”. Para o autarca, Joaquim Mendes era um “homem que nunca prescindiu do exercício da sua cidadania, um homem que nunca desistiu de ser um cidadão dedicado, livre e responsável”.

João Cosme, um homem da natureza

É atrás da máquina que costumamos ver João Cosme, no passado dia 14, contudo, exceção à regra, era ao fotógrafo que todos queriam fotografar. O seu trabalho na área da fotografia, da arte e da natureza foi reconhecido pelo Município de Vouzela. Quando recebeu o prémio, de João Cosme fica a promessa de continuar “a promover o nosso património natural”. Para Rui Ladeira são muitos os argumentos que justificam esta homenagem. Como referiu, “ João Cosme é já uma referência na área da fotografia de natureza e vida selvagem a nível nacional”. E acrescenta, “é um ser humano de exceção, sempre pronto a defender as causas em que acredita e em particular a natureza que lhe é tão cara”.

Vougazela, 67 anos de trabalho distinguidos

Foi Delfina Silva, filha do fundador António Silva, que recebeu a distinção dedicada à empresa que hoje gere com o irmão. No seu discurso, a empresária relembrou a pequena empresa familiar, nascida em 1947 e agradeceu a “todos os que contribuíram, ao longo destes anos, para o sucesso da empresa”. Delfina Silva repartiu a homenagem com os seus trabalhadores. Como referiu: “Queria agradecer aos nossos trabalhadores cuja dedicação e trabalho são fundamentais e determinantes neste momento difícil que atravessamos”.

Rui Ladeira, fala de uma “história de sucesso”; de uma “empresa tradicional que cresce pela qualidade dos seus produtos, pela confiança dos seus consumidores e pelo empenho, trabalho e dedicação dos seus gerentes”. Uma homenagem a uma empresa que, como realça o autarca, “todos, os dias, nos rótulos dos seus produtos, leva o nome de Vouzela por esse país e por esse mundo fora”.

Faurecia, uma homenagem a uma empresa do mundo

Ana Barbosa disse que esta homenagem à empresa Faurecia, aumenta a “responsabilidade na forma como contribuímos para o desenvolvimento do concelho”. Em tempos de crise, a Diretora dos Recursos Humanos centrou o seu discurso na empregabilidade. Como referiu, “temos a consciência de como isto é importante na vida real das populações e das regiões onde nos inserimos.” Atualmente a empresa, ao todo, tem 575 colaboradores, 236 residem em Vouzela. Um motor importante para o desenvolvimento do concelho. Como acrescenta Ana Barbosa, “sabemos que para além de gerar emprego e riqueza, a fixação das populações é por si só um dos eixos decisivos para o desenvolvimento das regiões”.

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