VougaPark faz balanço do primeiro ano

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Antes era uma fábrica de massas que produzia as famosas “Massas-Vouga”, conhecidas em todo o país. Depois de muitos anos inoperacional, o velho edifício deu lugar a uma estrutura moderna denominada VougaPark. Uma incubadora de empresas, situada na União de Freguesias de Cedrim e Paradela, no concelho de Sever do Vouga, que quer ser um polo dinamizador de toda a região. No início do ano, o centro empresarial acolhia apenas 3 projetos, hoje, fruto de uma campanha promocional são já 14. Para o próximo ano o objetivo é o mesmo: continuar a crescer. Em entrevista a Gazeta da Beira, Andreia Fonseca, diretora de operações, fala do potencial de uma incubadora de empresas e da importância da VougaPark para o crescimento económico do concelho e da região.646_Sever_p19_vougapark

Gazeta da Beira (GB) – O ano de 2014 era um ano decisivo para ocupação da VougaPark. Os objetivo foram cumpridos? Que balanço pode ser feito?

Andreia Fonseca (AF) – Os objetivos foram claramente cumpridos. Este ano, fruto de um conjunto de estratégias e parcerias, nós começamos com três projetos e finalizamos com 14. Este foi um ano muito importante para o VougaPark, em média, conseguimos um projeto por mês.

 

GB-E relativamente aos próximos anos? Quais são as perspetivas?

AF-O objetivo principal continua nesta linha, estamos numa fase de crescimento, nas áreas que estão definidas, estrategicamente, para ao VougaPark. É imperativo, também que as parcerias, a estratégia que está delineada se mantenha, para que nós consigamos tirar daí o s dividendos. Por outro lado, é também um desafio para o VougaPark apoiar o crescimento das próprias empresas que estão instaladas, através de um conjunto de serviços e apoio aos estabelecimentos de redes, nomeadamente o tecido empresarial da região.

GB- A abertura do novo quadro comunitário de apoio pode ser positivo para o sucesso da VougaPark? Em que sentido? O que está a ser feito para preparar o Horizonte 2020?

unnamedAF- É indiscutível que os programas dos fundos comunitários poderão ser uma ferramenta muito importante para desenvolver e operacionalizar e alavancar a estratégia que já está definida para o VougaPark: a captação de novos projetos com o apoio dos mesmos; Para esse efeito, o VougaPark, no final deste trimestre já começou a organizar workshops sobre os próximos programas e fundos comunitários, por forma a que as empresas possam estar preparadas para possíveis candidaturas, a título individual ou então em articulação em redes. Por exemplo, o VougaPark pertence à rede Incubadoras da Região de Aveiro.

GB- O conceito “incubadora de empresas” é ainda muito recente. O que é que o concelho e a região tem a ganhar com a “VougaPark?

AF- O processo de apoio ao empreendedor tem que ser consubstanciado numa incubadora, ou seja, este novo conceito, permite um crescimento económico, a fixação de Recursos Humanos no concelho… Sem este tipo de ferramentas torna-se mais difícil a captação de novos projetos empresariais e um crescimento económico. Por exemplo em “Silicon Valley”: temos a criação de novas empresas, elas faturam milhões o que, naturalmente, faz mexer a economia. É isso que nós queremos: crescimento económico para a região baseado em novos projetos que vão surgir.

GB-Pode a VougaPark ser um polo dinamizador para a região?

AF- Sim, claro, apesar do curto período de vida do VougaPark, a sua história, neste último ano, mostrou que podemos ter sucesso e o objetivo é que o impacto continue a ser cada vez maior. Na incubadora temos já uma empresa que já ocupou uma oficina, o valor de faturação desta empresa já ascende os 500 mil euros, verificou-se a captação de recursos de fora do concelho e a economia começa a mexer.

GB-Que vantagens têm as empresas em instalar-se numa incubadora de empresas?

AF– Essencialmente a possibilidade de se concentrar no seu próprio negócio, ou seja, não se distraírem com outras atividades. A incubadora vai assegurar o suporte, numa perspetiva de criação de redes. Além disso, há ainda os serviços partilhados que nós temos, que se as empresas tivessem fora teriam que pagar por eles.

GB-Não teme que depois de acabarem os descontos e incentivos às empresas no primeiro ano, haja várias desistências?

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AF-É óbvio que é um risco. Parece-me que este cenário não será o existente, nós estamos confiantes. Estas campanhas promocionais servem para nós captarmos novas empresas, esta estratégia tem sido crucial para o sucesso que queremos alcançar. Ou seja, primeiro, precisamos de criar massa crítica, ter empresas para darmos início ao ecossistema. Se não tivéssemos esse tipo de campanha temos noção que as empresas não viriam. Acredito que as empresas que estão hoje no VougaPark vão continuar porque têm dado um feedback muito positivo.

GB-A metalomecânica, a agricultura, associada aos pequenos frutos, o turismo associado à saúde e desporto aventura e a floresta são as áreas bases da VougaPark. Qual é o papel da VougaPark neste processo?

AF- Aquilo que nós pretendemos é identificar e apoiar de forma articulada os vários atores. Nos pequenos frutos temos como grande motor a AGIM, a metalomecânica que tem que ver com o próprio tecido empresarial, também tem, por isso mesmo, um grande impacto. Através desta base âncora queremos captar outras empresas. Por exemplo, através da AGIM estamos a conseguir fixar outras empresas no setor da agricultura. Esta é a base, agora, evidentemente, estamos abertos a todas as empresas que aqui se queiram instalar.

 

António Coutinho diz que o objetivo é continuar a crescer

“A VougaPark é de grande importância para o Município, pois constitui-se como um polo de atração de empresas de setores ligados à economia local, oferecendo condições privilegiadas para a inovação, competitividade e internacionalização. Promove a criatividade e o empreendedorismo e ajuda a fixar população com elevados níveis de qualificação contribuindo para a criação de emprego, com toda a dinâmica quer em termos económicos quer em termos sociais.

O balanço que faço é muito positivo, pois  já ultrapassámos o objetivo definido para 2014, que era termos entre 10 a 12 empresas. Neste momento temos já 14 empresas instaladas.

A perspetiva é continuar a crescer, mantendo este ritmo de entrada de novas empresas, ou até aumentá-lo.”

Centro Clínico Vouga entra para o VougaPark

O Centro clínico Vouga é a última empresa a entrar no VougaPark. A abertura está prevista para o próximo trimestre, em 2015, mas o acordo para o desenvolvimento de uma unidade clínica multidisciplinar que servirá o Concelho de Sever do Vouga e concelhos vizinhos. Andreia Fonseca diz que esta parceria é importante. “Revela-se bastante interessante para os seus clientes pois alia as excelentes infraestruturas requalificadas pela autarquia, a um Centro Clínico sofisticado, de fácil acessibilidade, num edifício emblemático do Concelho, oferecendo ainda estacionamento amplo e gratuito”.

Redação Gazeta da Beira