“Vitória não é só nossa é de Sever do Vouga”
Manas Martins são personalidades do ano na área Negócios
Alice e Fátima Martins venceram o prémio personalidades femininas do ano, promovido pela revista LUX, na categoria Negócios, que quis distinguir a marca “Casa de Severi”, um projeto das duas irmãs, nascido em março do ano passado. Como a Gazeta da Beira tinha anunciado anteriormente, as manas severenses, juntas, constituíam umas das três nomeadas pelo júri da revista, os leitores sagraram-nas vencedoras. Motivos mais do que suficientes para o nosso Jornal embarcar em mais uma aventura, “à procura do que é nosso”. Conheça a “Casa de Severi”, a marca que está a promover Sever do Vouga
A história das compotas da “Casa de Severi” é ainda curta, mas intensa. Os sabores distintos que souberam conjugar tradição e modernidade marcaram a diferença e o resultado está à vista. As empresárias Alice e Fátima Martins foram distinguidas a nível nacional e as compotas ganharam ainda mais adeptos. As irmãs ainda não querem acreditar. “Ainda não estamos bem conscientes disto tudo, só o facto de termos sido destacadas já tinha sido uma grande vitória, estamos muito felizes, dá-nos vontade de continuar, é sinal que o trabalho foi muito bem reconhecido”, explica Alice Martins. Por estes dias, a Casa Severi foi notícia, Sever do Vouga também: “Esta vitória não é só nossa é também de Sever do Vouga”, acrescenta.
Uma marca que quer promover Sever do Vouga
Desde sempre, a “Casa de Severi” teve a preocupação de associar a marca à terra em que nasceu. Provas disso não faltam: Os mirtilos e a flor de laranjeira, símbolos do concelho, o “S” e o “V” de Sever do Vouga assinalados no logo; o nome “Severi” em homenagem ao conde que terá dado origem ao nome Sever, os produtos autóctones do concelho que são protagonistas na composição dos doces… são só alguns exemplos. O porquê? É óbvio para Alice Martins: “Porquê? Porque é Sever do Vouga. É preciso valorizar aquilo que temos, nós estamos num paraíso, Nós temos aqui uma terra com muitas potencialidades, Sever tem tudo para atrair”, confessa.
De uma brincadeira ao assunto certo
Tudo começou com uma brincadeira, em pouco tempo o assunto tornou-se bem sério. “Na altura estava a dar aulas de Espanhol e havia um projeto obrigatório. Como eu era de línguas, estava com alguma dificuldade em integrar a disciplina neste projeto, mais direcionado para a Ciência”. Acabou por criar algumas compotas e colocou os alunos a fazer algumas traduções das receitas. Ainda não sabia que este era o começo de uma longa história.
As colegas começaram a interessar-se pelas compotas e Alice Martins também. Começou a juntar ideias, peça a peça, tudo começava a fazer sentido: “queria criar algo diferente que fosse tradicional, que valorizasse a terra que se ligasse à história, mas que ao mesmo tempo fosse moderno, fosse empreendedor”. Na memória ainda estão as noites sem dormir: “lembro-me de acordar às 5h00 da manhã, ansiosa, com uma ideia nova que tinha que colocar no papel”.
Depois, foi convencer a irmã e as duas embarcaram na aventura. Desengane-se quem pensa que foi fácil chegar a estes sabores que conquistaram Portugal. “Foram muitas experiências falhadas, muitas, muitas mesmo… nós tínhamos uma lista de 30 ingredientes e íamos inventado, conjugando diferentes sabores, até encontrarmos as que resultaram nos produtos finais”.
A diferença no paladar e no olhar
Em março, nasce a “Casa de Severi”, um projeto que prima pela diferença. Os segredos, como explica Alice Martins passam por “uma confeção tradicional que aposta em produtos de excelência e segue regras exigentes de qualidade”. Depois, foi usar a criatividade para criar sabores diferenciadores. Surgem quatro gamas para agradar todos os gostos: Divine; Native; Pomum e Vine.
Para além do paladar, o olhar sempre foi uma preocupação, por isso, o aspeto visual foi também uma prioridade. “Os rótulos, a maneira como divulgamos os produtos, o próprio aspeto das compotas, foi também uma grande preocupação”, relata Alice Martins.
O resto da história já nós sabemos. A “Casa de Severi”, em poucos meses, conseguiu afirmar-se. “Começamos por enviar o currículo de marca para os grandes hotéis, resultou muito bem, obtivemos, de imediato a resposta de um grande grupo, depois começamos a comercializar nas Lojas gourmets… correu tudo muito bem, tivemos a sorte de falar com as pessoas certas, soubemos ser humildes, soubemos ouvir. ” Um passo levou ao outro. E o futuro, o que reserva a estas duas empresárias?
“Vamos dar um passo de cada vez”
Depois destes “altos voos” Alice garante continuar com “os pés bem assentes no chão” e promete encarar o futuro, com serenidade. “Vamos dar um passo de cada vez, este ano foi um ano experimental, em que, no fundo, tivemos a apalpar terreno, a adquirir conhecimentos. Estamos a começar e, portanto, queremos ir com calma.” Das empresárias fica a garantia, projetos não faltam para 2015.
“Casa de Severi”, produtos diversificados
Quatro são as gamas da marca “Casa de Severi”, sabores muitos distintos que querem chegar a todos os paladares: A Gama Divine é composta por Compotas Gourmet e, como garantem as empresárias, são “iguarias de sabor irresistível”; A Gama Native oferece “uma experiência intensa através de sabores exóticos tais como especiarias ou frutos secos; Já a Gama Pomum prima por “doces de sabor autêntico com a qualidade natural de frutos de origem”; Finalmente, a Gama Vine “combina o mirtilo com vinhos e licores de excelência: Vinho do Porto; Vinho da Madeira; Vinho Moscatel e Licor Português.”
Redação Gazeta da Beira
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