Vitela Certificada à mesa, em Manhouce

Primeira feira vai realizar-se entre 16 e 18 de maio

• Patrícia Fernandes

Ed652_VitelaO salão nobre do município de São Pedro do Sul, sentou à mesma mesa, a ADRIMAG, a Cooperativa 3 Serras, o executivo, a junta de Manhouce e o projeto CLDS + Perto de Si com um propósito: promover o concelho através de um produto endógeno de excelência – a Vitela Certificada. A conferência de imprensa, realizada no passado dia 4 de abril, serviu para apresentar a primeira feira da Vitela de Lafões que vai realizar-se entre os dias 16 e 18 de Maio em Manhouce

Gastronomia, artesanato, animação… estes são os três ingredientes da primeira feira da Vitela Lafões que vai decorrer na freguesia de Manhouce e que quer dar a conhecer o que há de melhor em São Pedro do Sul. Como defende Vítor Figueiredo, o objetivo é promover “os produtos endógenos, a gastronomia e o turismo da serra”. Uma promessa eleitoral que não ficou esquecida. Uma feira que quer ser um evento de excelência, cujo investimento, como acrescenta o vice-presidente Pedro Mouro, deve rondar os 10 mil euros.

Esta iniciativa é vista com bons olhos pelos parceiros. José Carlos Pinho da ADRIMAG defende que este género de eventos é crucial para dinamizar os espaços rurais. Como referiu, “a promoção do território e a fixação das pessoas nas nossas aldeias tem que passar pela animação”. Uma lufada de ar fresco para o interior que pode contribuir “para despoletar alguns pequenos negócios”.

Já Carmo Bica, Presidente da Cooperativa 3 Serras, entidade gestora da Indicação Geográfica Protegida “Vitela de Lafões”, manifestou o seu contentamento de, pela primeira vez depois da certificação (há cerca de 20 anos), “este produto estar a ser devidamente valorizado e promovido em São Pedro do Sul. Para a presidente da direção, a Vitela de Lafões “é o produto que mais pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura na região de montanha, porque casa bem com o minifúndio, porque casa bem com a floresta, porque é feita a partir de raças autóctones.”

Carmo Bica deixa, contudo, um alerta: “há ainda um longo caminho a percorrer”. Como explica, em Lafões há apenas dois restaurantes a usarem carne de vitela certificada e importa sensibilizar para importância do uso da Vitela de Lafões, uma forma de “defender o nosso território. A Presidente da Cooperativa 3 Serras espera que este festival consiga inaugurar “uma nova era de trabalho para toda a região, com os produtores e pelos produtores de Vitela de Lafões”.

Manhouce a terra escolhida

Do Presidente de Junta, Carlos Laranjeira, fica a promessa, “Manhouce vais estar no seu melhor”. A mote da Vitela certificada, esta localidade vai ter uma oportunidade de promover as suas potencialidades e tradições, “trazer pessoas às localidades” e de se assumir como um destino turístico de excelência. Em Lafões há 120 produtores de vitela certificada, dos quais 70% são provenientes de São Pedro do Sul, sendo que, Manhouce é a freguesia com mais expressividade.

Para Ângela Abreu, coordenadora do projeto CLDS + Perto de Si, a escolha de Manhouce para a realização da feira foi “corajosa”, um sinal de que, “vão trabalhar as zonas de baixa densidade, o despovoamento”, de braço dado com a população local. Como explicou Ângela Abreu, esta feira vai contar “com o envolvimento da população, todas associações estão motivadas, elas próprias quiseram assegurar a animação cultural da feira”.

Isabel Silvestre vai apadrinhar esta iniciativa. Como referiu na conferência de imprensa, “Este tipo de eventos é uma mais-valia para toda a região de Lafões, nós todos juntos somos sempre mais e se realmente queremos valorizar a nossa terra, vamos a isso”.

Programa Provisório

Do programa provisório, destaque para o Seminário: “A importância dos produtos agro pecuários de qualidade no desenvolvimento dos territórios” e o Cortejo Etnográfico no dia 16. No dia 17, vai ter lugar o Trail Running UPandDOWN TRAIL. Já no último dia, no dia 18 de Maio, vai decorrer o I Concurso Pecuário de raça Arouquesa de S. Pedro do Sul.

Todos os dias, a feira vai contar com espaços de restauração; venda de produtos locais; oficina de artesanato ao vivo; animação infantil; exposição de animais; exposição etnográfica; animação rural pelas associações locais.Redação Gazeta da Beira

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