Uma “brincadeira” levada muito a sério

Em Oliveira de Frades, a ASSOL promove simulacro

Simulacro_OF_IMG_9297No passado dia 17 de Dezembro, realizou-se um simulacro nas inalações da ASSOL, em Oliveira de Frades. A situação escolhida foi uma explosão provocada por uma fuga de gás, no refeitório da instituição, a qual, provocou uma “vítima com queimadura ligeiras”. Desta vez foi tudo a brincar, o que não impediu que todos os intervenientes levassem os seu papel bem a sério. Funcionários, GNR e Bombeiros  deram o seu melhor e como indicaram os observadores, no final deste teste, passaram com nota positiva.

Há já algum tempo que a ASSOL queria executar esta iniciativa de enorme importância para o Plano de Segurança da Instituição. Como explica Mário Pereira, director da ASSOL, “Desde o ano passado que estamos a tentar fazer um simulacro, para testar o pessoal e prevenir alguma situação que possa vir a acontecer um dia. O treino ajuda a que possamos reagir mais friamente às situações”. Uma iniciativa para a qual todos os funcionários foram minuciosamente preparados, através de duas reuniões com as diversas entidades envolvidas”. Como explica a directora técnica, Anja Masteling, “sabíamos ao minuto o que devíamos fazer”.

No ano passado a ASSOL, dentro deste âmbito, já tinha promovido uma iniciativa interna, sem a intervenção da GNR e dos Bombeiros, e o balanço foi positivo. Este ano a tarefa foi, contudo, mais complicada, como explica Anja Masteling, “esta iniciativa exige uma outra preparação, uma vez que havia feridos, estávamos todos ansiosos, foi um teste que levámos muito a sério”.

O simulacro e o balanço final

A fita de tempo estava definida, todos sabiam ao minuto o que deviam fazer, às 14h26 o alarme tocou e todos os funcionários assumiram as suas funções, o edifício foi rapidamente evacuado e todos se reuniram nos pontos de encontro estipulados, os Bombeiros e a GNR foram avisados e a “vítima” recebeu, de imediato, os primeiros socorros por parte dos seus colegas. Nos “ferimentos”, avaliados como queimaduras de primeiro grau, o funcionário responsável, colocou muita água “para hidratar a pele”, dizia, ao mesmo tempo que tentava acalmar a vítima”.

Pouco tempo depois, chegaram a GNR e os Bombeiros. Os primeiros, empenharam, para o efeito, quatro homens e dois veículos e cortaram o trânsito, “por forma a libertar os corredores de circulação para os bombeiros poderem actuar em conformidade”, explica o comandante Carlos Gomes. Enquanto que, por sua vez, os bombeiros, devidamente equipados, (pesou, para o efeito, como explicou o segundo comandante, José Santos, “o bom e completo ponto de situação efectuado pelos funcionários da instituição quando chamaram os bombeiros”) socorreram a vítima e “encaminharam-na para Viseu”. Em cerca de 45 minutos tudo ficou resolvido.

Finalizado o teste, realizou-se uma reunião para fazer o balanço final. As opções tomadas pelos intervenientes foram debatidas e os três observadores,  Márcio Pereira, da Proteção Civil Municipal,    José Santos, segundo comandante dos Bombeiros e Carlos Gomes, comandante do posto da GNR de Oliveira de Frades, elogiaram o plano interno de emergência e a capacidade dos funcionários em dar uma resposta imediata às situações. Simultaneamente, os observadores também fizeram pequenas correções à acção dos funcionários, nomeadamente,  no que diz respeito aos estacionamentos. Uma situação que preocupa a instituição uma vez que, como referiram, “em dias de feira a estrada quase que fica intransitável”.

Um simulacro com um balanço final muito positivo, no qual, segundo a directora técnica todos se mostraram preparados para actuar. As correcções foram apontadas sendo que, caso haja uma eventualidade, como acredita Anja Masteling “temos segurança para agir, estamos preparados”. Um exercício prático que ajudou a ASSOL a perceber o que deve fazer nesta situação. Um acertar de pormenores, para que, se algum dia, em vez de uma simulação se tratar de um acidente real, nada falhe e tudo corra na perfeição.

• Patrícia Fernandes

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