Um docente de educação especial para 46 alunos
Agrupamento de Escolas de Vouzela e Campia
24/10/2013

Uma situação de violação de direitos humanos, foi assim que José Reis, resumiu o que se está a passar nas escolas, com os alunos com Necessidades Educativas Especiais
Uma situação de violação de direitos humanos, foi assim que José Reis, presidente da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), resumiu o que se está a passar nas escolas, com os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE), devido à falta de recursos humanos e às diretivas do Ministério da Educação e Ciência (MEC).
Numa conferência de imprensa promovida pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Associação Portuguesa de Deficientes (APD) e CNOD, os responsáveis destas organizações alertaram que a “a escola inclusiva está, em cada dia que passa, a ser posta mais em causa” pelas medidas adotadas pelo MEC. Exemplos, segundo afirmam, não faltam.
No Agrupamento de Escolas de Vouzela e Campia existe apenas um docente de educação especial para 46 alunos com NEE. À semelhança do que já foi apontado por vários diretores, também o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, frisou que as escolas estão hoje com menos apoios, não só porque há menos professores colocados, mas também porque entretanto a realidade mudou profundamente: “Os mega-agrupamentos estão a trabalhar com um quadro de educação especial que tem de dar resposta a 12 anos de escolaridade, devido ao aumento do ensino obrigatório, quando continua apenas preparado para nove anos”.
Por parte dos agrupamentos houve pedidos de reforços que foram indeferidos pelo MEC.Também houve pedidos de desdobramentos de turmas, com vista a que a lei fosse cumprida e não ultrapassar os 20 alunos nas aulas que integram estudantes com NEE, que foram negados pelo MEC, denunciou Mário Nogueira, que acusou Nuno Crato de ser a “negação” do que deve ser um ministro.
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A propósito do dia 16 de Outubro, dia Mundial da Alimentação
Agrupamento de Escolas de Vouzela Sinaliza o dia com Inúmeras Actividades
• Patrícia Fernandes
Os alunos vouzelenses viveram uma semana diferente. De 14 a 18 de outubro, foram muitas as atividades que animaram a semana dos estudantes, ao mesmo tempo que conseguiram alertar a comunidade escolar para a prática de uma alimentação saudável.
O concurso de adivinhas com alimentos, a exposição de alguns frutos da época e produtos hortícolas, o jogo das rodas dos alimentos, são só alguns exemplos das muitas atividades dinamizadas pelo agrupamento de escolas de Vouzela. A alimentação é um assunto importante e nunca são demais os alertas, quer para a importância de comer alimentos saudáveis, quer para os riscos associados a uma alimentação desequilibrada. Como explica a professora Ana Teresa Santos: “Tendo em conta que a alimentação é um dos principais fatores que determina a nossa saúde, nunca é demais aconselhar bons hábitos alimentares junto dos alunos e encarregados de educação”.
Durante toda a semana, foram ainda distribuídos leite, cereais e fruta. Já no dia 16, no dia Mundial da Alimentação, foram distribuídos em todas as escolas e jardim-de-infância de Vouzela o, como designa Ana Teresa Santos, “Lanche do Corpo Saudável”, o qual incluía iogurte, cereais e fruta.
A Confederação Nacional da Agricultura Alerta
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) aproveitou o dia Mundial da Alimentação e lançou um alerta. Para acabar com a fome no mundo: “São necessárias outras políticas agrícolas e de mercados, para garantir uma alimentação saudável e acessível”.
Segundo a CNA, na mesma proporção que as multinacionais do grande agro-negócio aumentam os seus lucros, milhares de pessoas, em especial crianças e idosos, passam fome. Neste sentido, segundo o comunicado à comunicação Social a que a Gazeta da Beira teve acesso, é necessário implementar uma nova PAC (Política Agrícola Comum) capaz de garantir a soberania alimentar de cada região, que apoie a agricultura familiar e as produções regionais/tradicionais e que garanta a qualidade alimentar dos produtos que, segundo a sua perspectiva, devem ser apoiados em Mercados de proximidade. Paralelamente, a confederação reivindica “o reforço do investimento público, com respeito pelos direitos dos Povos e Compartes dos Baldios, com benefícios fiscais para os pequenos e médios agricultores, em vez de lhes impor mais tributações e outras complicações tecno-burocráticas”.
Para combater eficazmente o problema da fome a CNA acrescenta, ainda, que é vital que as áreas da agricultura e da alimentação não estejam dependentes da Organização Mundial do Comércio, da Bolsa de Chicago, do Banco Mundial e do FMI.
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