Talentos Ribeiradienses encantam Berre L’ Étang

Banda Marcial Ribeiradiense internacionaliza-se

Patrícia Fernandes

A actuação aconteceu no passado dia 27 de Outubro, quando, os músicos ribeiradienses cantaram em francês na igreja da comunidade

Berre L’Étang, foi o primeiro “palco” internacional em que a Banda de Ribeiradio actuou. No passado dia 25 de Outubro, uma comitiva composta por 55 pessoas partiu rumo à cidade francesa, onde, protagonizou um aplaudido espetáculo. Em conversa com a Gazeta da Beira, Filipe Nogueira, presidente da colectividade, garante que o balanço foi extramente positivo e que há já novos convites.

Durante dois meses, foi com o maior afinco que Banda Marcial Ribeiradiense preparou a deslocação a terras gaulesas. A longa viagem entre Ribeiradio e Berre L’ Étang, que demorou cerca de 19 horas, foi também marcada pela ansiedade em torno da primeira aventura no estrangeiro. Expectativas partilhadas que, como nos conta o presidente da banda, foram amplamente superadas: “Estávamos perante um grande desafio, mas tudo foi prefeito, todos ficaram maravilhados, fomos aplaudidos de pé, houve uma grande comoção de ambas as partes”.

A actuação aconteceu no passado dia 27 de Outubro, quando, os músicos ribeiradienses cantaram em francês na igreja da comunidade. Depois, a banda marchou até à Câmara Municipal, onde foi recebida pelo presidente do município de Berre L’ Étang. O autarca francês que, como refere Filipe Nogueira: “nem é de exteriorizar as emoções”, ficou tão impressionado que distinguiu a banda com a medalha de ouro do município. O Maestro da Banda Ribeiradiense, Bruno Nogueira foi, inclusive, convidado para compor um novo hino para cidade que será tocado pela Banda de Ribeiradio, convite que, como refere Filipe Nogueira “os jovens músicos aceitaram com enorme entusiamo”.

O presidente da Câmara francesa deixou no ar a possibilidade de uma geminação entre as duas terras e, nesta lógica de proximidade e troca de culturas, já efectivou um novo convite à banda, para que, já no início do próximo ano, os músicos regressem à cidade francesa. Sendo que, todas as despesas vão ser asseguradas pelo município.

Já em Ribeiradio, os músicos e também os dirigentes, guardam na memória este momento histórico para associação, mas guardam sobretudo, momentos de convívio, alegria e intercâmbio de culturas

Já este primeiro encontro só foi possível, como explica o Presidente da Banda, “graças à comunidade portuguesa, migrada em Berre L’ Étang, da qual alguns são naturais de Ribeiradio”. Os emigrantes portugueses uniram-se e conseguiram trazer a Banda da sua terra à cidade que, agora, também é deles. À boa maneira portuguesa receberam os seus conterrâneos com a maior hospitalidade. Quando a Banda Marcial Ribeiradiense chegou, a 26 de Outubro, estava tudo preparado para os receber. Jantar, espaços para poderem dormir e uma noite com muita diversão.

Já em Ribeiradio, os músicos e também os dirigentes, guardam na memória este momento histórico para associação, mas guardam sobretudo, momentos de convívio, alegria e intercâmbio de culturas. Em França falou-se Português, os emigrantes sentiram-se em casa e conseguiram encurtar o sentimento que sempre acerca a alma de que está longe. Um sentimento tão português a que se chama saudade.

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