São Pedro do Sul quer ser Terra de Culinária e já está a preparar candidatura para o próximo ano
1ª Feira da Vitela de Lafões levou milhares a Manhouce
O anúncio foi feito logo no primeiro dia da Feira, São Pedro do Sul vai fazer uma candidatura à APETECE (Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia) para receber, em 2015, o selo de qualidade: “Terra de Culinária: Cá se Fazem cá se comem”. Uma oportunidade de promoção da gastronomia local e do desenvolvimento turístico que a autarquia não quer deixar escapar.
Vítor Barros lançou a proposta ao vice-presidente na cerimónia de inauguração e o município acolheu de braços abertos. Como avança Pedro Moura à Gazeta da Beira, São Pedro do Sul está já a preparar a candidatura que deve ser apresentada até final de agosto.
Esta iniciativa visa distinguir o município, unidade territorial ou sub-região que apresente o melhor programa de atividades, direcionado para a valorização do património gastronómico local. O vencedor, durante todo o ano, vai receber apoio para dinamizar inúmeras iniciativas, dirigidas ao mercado nacional e internacional, cujo protagonista deve ser sempre “a gastronomia local”.
Preservação da gastronomia local, divulgação da cultura, valorização dos profissionais da área e uma maior proximidade ao mundo rural são algumas das portas que este selo de qualidade pode abrir. Como defende o Presidente da Assembleia de São Pedro do Sul, “dada a sua diversidade e qualidade gastronómica, com alguns produtos de qualidade única, alguns com reconhecimento europeu, como a vitela e o cabrito, dois produtos com Indicação Geográfica Protegida (IGP), temos tudo para concorrer”.
Para isso, é preciso a união de todo o concelho: produtores, restaurantes… todos têm que colaborar e valorizar os produtos autóctones e típicos de São Pedro Sul. “Terra de Culinária: Cá se fazem cá se comem”, uma oportunidade para impulsionar o desenvolvimento económico local em 2015 e que vai ao encontro das prioridades do município que passam por, como avança Pedro Mouro, “fomentar o desenvolvimento local, a agricultura e o desenvolvimento rural, articulado o turismo termal, com as serras”. Paralelamente a autarquia pondera a realização de mais feiras deste género, ao festival do feijão que se vai realizar ainda este ano, pode juntar-se o festival da chouriça e do cabrito.
Feira despede-se, mas promete voltar
A mote da Vitela de Lafões, Manhouce ganhou uma nova vida. Entre os dias 16, 17 e 18 de maio, milhares de pessoas visitaram a aldeia serrana, participaram nas atividades e provaram a carne certificada. Por esses dias respirou-se tradição, recuou-se no tempo e inúmeras atividades agrícolas foram recriadas. Chega de bois; cortejo etnográfico, concurso pecuário de raça arouquesa, foram algumas das iniciativas em destaque. Tudo indica que a 1ª Feira da Vitela de Lafões, se despediu até ao ano. Manhouce foi uma verdadeira aldeia viva. O verde que cruzava os céus e a calma e a serenidade que trazem as serras, conjugou-se com a animação e o movimento normal de uma festa. Quem visitou Manhouce ficou a conhecer a sua génese e a sua autenticidade. Um passeio diferente, no qual o tempo parou. Logo no primeiro dia, ao som dos Cantares de Manhouce, fez-se uma visita guiada aos recantos da aldeia. Com algumas “estações” obrigatórias, quem veio pôde ouvir vários dos cantos típicos de Manhouce e assistir a algumas das atividades bem tradicionais. Lavrar a Terra à moda antiga, através da força animal, as lavadeiras no rio a lavar a roupa… foram só algumas das demonstrações. Manhouce vestiu-se a rigor e eram muitos os trajes antigos que figuravam e que acrescentavam beleza, à beleza da aldeia.
Para o Presidente da Câmara, Vítor Figueiredo, as “expectativas foram amplamente superadas, o programa variado conseguiu atrair vários milhares de pessoas. Todas as atividades tiveram uma forte adesão, o recinto teve completamente cheio. As pessoas ficaram muito agradadas. Gostei muito do que vi, a população de Manhouce estava completamente envolvida”.
Relativamente à Vitela de Lafões, foram servidas “largas centenas de refeições”, número muito superior ao expectável pela organização. Como explica o autarca, “tivemos que pedir que nos viessem entregar mais vitela”. Ao serviço esteve o Restaurante Laranjeira, com sede no centro da cidade de São Pedro do Sul e o Restaurante Barreira, em Manhouce. Como reconhece o Vítor Figueiredo, este é um aspeto a melhorar em próximas edições, o autarca falou da necessidade de “haver mais espaços de restauração”. Alguns restaurantes que tinham confirmado a presença, não puderam estar presentes. Como reconhece o Presidente da Câmara, “este foi a único ponto que não correu tão bem, de facto as pessoas tiveram mais tempo do que aquele que desejávamos, para poderem almoçar, o que, também só prova que realmente estiveram lá muitas pessoas”.
Também Carlos Laranjeira faz um balanço muito positivo. Como defendeu, “correu tudo muito bem, as pessoas estavam muito empenhadas e tivemos a visita de muita gente”. Como acrescenta o Presidente de Junta, “foi um evento para promover a Vitela de Lafões, a carne certificada, não apenas a Vitela à Lafões, ou a Vitela a Manhouce, a vitela podia ser até estufada”.
• Patrícia FernandesRedação Gazeta da Beira
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