Rui Ladeira, o presidente que nasceu com o 25 de Abril

Presidente da Câmara Municipal de Vouzela, a cumprir o seu primeiro mandato na liderança do município nasceu em Agosto de 1974, o ano da Revolução

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Chamou-nos a atenção uma publicação no “facebook” do Município de Vouzela alusiva ao 25 de Abril: “Hoje comemora-se o dia 25 de abril. Celebramos a data com a música Grândola, Vila Morena, um dos símbolos da revolução!” Nesta publicação, encontrámos também a Grândola Vila Morena cantada por Zeca Afonso.

Não, não estamos no “facebook” de um município dirigido por um partido de esquerda, estamos no “facebook” de num município dirigido por um homem social democrata, militante do PSD, que nasceu e cresceu em liberdade e democracia numa terra onde, a grande maioria das pessoas, aderiu ao PSD no período que se seguiu ao 25 de Abril.

Fomos falar com ele, conhecer melhor o seu pensamento. Foi uma conversa rápida que o tempo era curto para a agenda do dia completamente preenchia. Ao fim das duas primeiras perguntas, disse-nos com a frontalidade que o caracteriza: – tenho aqui este texto que escrevi sobre o 25 de Abril, nele está o meu pensamento, podes usá-lo.

De entrevista este trabalho passou à publicação do texto que passamos a transcrever na íntegra.

“Nasci no ano em que se fez a revolução dos cravos. Por isso, tive a sorte de apenas conhecer a realidade de um país construído a partir das conquistas de abril, um país livre, democrático, mais humano, mais justo, mais empreendedor e mais moderno.

O 25 de Abril é, pois, uma das datas mais marcantes do Portugal contemporâneo, um marco perante o qual sucessivas gerações devem o bem maior de uma vida plena de liberdade e de crescimento, em paz e em democracia, e que por isso merece ser celebrado como sinónimo da conquista dos valores e princípios elementares por que se deve reger a sociedade em que vivemos.

É reconhecido que uma das principais conquistas da Revolução foi precisamente o poder local democrático, assente na Constituição de 1976, documento que estabelece a criação dos órgãos representativos que vigoram até hoje: Assembleia de Freguesia, Junta de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal e que determina os princípios fundamentais em que assenta o poder local: descentralização e atribuições próprias.

Desde então, o poder autárquico tem tido altos e baixos e sofrido muitos ataques à sua independência e autonomia. Os autarcas são vítimas preferidas de alguma opinião publicada, sem a mínima correspondência com a opinião pública. Com efeito, na esmagadora maioria, tem existido uma ligação muito forte entre eleitores e eleitos e a prová-lo está o facto das eleições locais serem de todas as mais participadas. As pessoas sentem que o seu futuro e o futuro da sua terra dependem fundamentalmente do impulso e da dinâmica dos seus autarcas.

E, salvo raras exceções, as autarquias têm sido sinónimo de gestão eficiente, responsável e eficaz. A multiplicidade de competências que nos estão acometidas são sinónimo da extraordinária preocupação social que temos e do bom trabalho que desenvolvemos para o bem-estar da nossa população.

Por isso, acredito que só com um poder local forte, empenhado e diligente será possível o país poder continuar a prosperar. Em Vouzela, estamos assumidamente no caminho da prosperidade!

Viva o 25 de abril! Viva Vouzela ! Viva Portugal!”Redação Gazeta da Beira

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