Rui Ladeira defende a disseminação dos serviços pelo território

Em vez da concentração de serviços nas sedes de distrito

Ed649_VZL-TribComo a Gazeta da Beira já fez referência na última edição, o Tribunal de Vouzela vai passar a serviço de proximidade, uma medida do Governo Central com que Rui Ladeira não concorda. Como referiu o Presidente da Câmara de Vouzela, na conferência de imprensa do passado dia 18, era preferível que em vez da concentração de serviços, estes pudessem ser divididos por todo o território.

“Tudo o que seja perder qualidade nos serviços públicos, encerrar serviços, nós somos contra”. Foi assim que Rui Ladeira respondeu a mais um encerramento de serviços em Vouzela. Como recorda, “também já sofremos isso na pele, com a questão da saúde, na agricultura, pelo Partido Socialista”. Para além de não concordar com a estratégia, Rui Ladeira defende que o Ministério da Justiça podia ter feito um trabalho mais aprofundado. Como referenciou, era preciso “uma maior articulação da senhora ministra e do ministério com as autarquias, para saber aquilo que eram as especificidades de cada município, cada caso é um caso e não pode ser visto como números”.

O Presidente da Câmara não se limitou a fazer críticas à estratégia seguida pelo Governo Central, o autarca também apresentou algumas alternativas. Para Rui Ladeira era preferível que os serviços se disseminassem pelo território, em vez de se concentrarem nas 23 comarcas localizadas nas sedes de distrito. Uma forma de, como garante, manter a equidade dos cidadãos já que todos teriam que se deslocar.

O Presidente da Câmara foi mais longe: era preferível que, em vez de os cidadãos fazerem as deslocações, fossem antes, os juízes a visitar os diferentes concelhos.

Vouzela pode voltar a ter Tribunal genérico

O deputado da Assembleia da República da Bancada do PSD, Pedro Alves, na visita a Vouzela, também comentou o caso do Tribunal. O social-democrata acredita que no futuro próximo, Vouzela pode ter mais serviços no seu Tribunal, isto porque, como adiantou, esta não é uma decisão definitiva. De três em três anos vai haver uma reavaliação. Como defendeu, “ a lei permite uma reavaliação de 3 em 3 anos de cada uma destas novas secções, e por isso mesmo, estou certo de que pode ter havido algum erro na contabilização das pendências em Vouzela, além do que, fruto da dinâmica que também se possa gerar, em termos locais, numa futura reapreciação, a secção de proximidade de Vouzela pode voltar a ser uma secção genérica”.Redação Gazeta da Beira

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