Quando se quer reduzir a Quase NADA as Indemnizações por Despedimento sem Justa Causa e equiparar Despedimento com e Sem Justa Causa apetece gritar…

Francisco Queirós

Proletários de Todo o Mundo Uni-vos! (Karl Marx)

Na Roma Antiga o Termo “Poletarii” era usado descrever os cidadãos que não tinham propriedades e cuja única utilidade para o Estado era gerar Proles (filhos) para engrossar as fileiras dos exércitos do império. O termo Proletário foi utilizado num sentido depreciativo, até que, no século XIX, socialistas, anarquistas e comunistas utilizaram-no para identificar a classe dos sem propriedade de meios de vida do capitalismo industrial e por isso obrigados a vender a sua Força de Trabalho (suas aptidões) para Sobreviver. Deste modo os produtos de seu trabalho e o seu próprio trabalho não lhe pertencem, entes pertencem àqueles que compram sua força de trabalho e lhe pagam um Salário! O Proletário, em última análise, Pertence a Outrem pois sem a venda do seu trabalho e de si Mesmo enquanto Pessoa não tem como subsistir!

Ed651_Opiniao_CortesA existência do Proletariado permite que os capitalistas (os proprietários dos meios de produção) encontrem no mercado um “Mero Objecto de Consumo que age e pensa (as capacidades humanas oferecidas no mercado de trabalho), que eles consomem para aumentar seu Capital. Ao vender sua força de trabalho, o proletário aliena-se de seus próprios actos e submete-os à vontade do comprador, que o domina autoritariamente. O comprador (o Capitalista) comanda o trabalho do Proletário e apropria-se dos seus produtos para os vender no Mercado.

Historicamente o Proletariado surge com a emergência do Capitalismo Industrial na Europa. O Proletário para muitos autores é um “Sujeito sem Direito Algum, excepto o de Ter Filhos”! Filhos que vão engrossar a legião de explorados! A formação, manutenção e o controle (através do aparato repressivo do Estado) de uma massa de indivíduos destituídos de tudo e tendo somente a sua força de trabalho para vender (qualificada ou não) é a condição “sine qua non” da acumulação do capital em qualquer lugar do mundo, até os tempos presentes, pois a Força de Trabalho é a única Mercadoria que PRODUZ MAIS-VALIAS! De que serve a mais Moderna Fábrica com os mais sofisticados Meios de Produção sem Mão-de-obra que a opere e faça produzir? De Nada, Absolutamente Nada, Senhores Empresários! Os Senhores pagam o trabalho através do Salário, mas qualquer trabalhador produz muito mais do que vós lhe pagais! Só assim tendes lucro! Certo que parte do mesmo serve para amortizar os Investimentos feitos, os empréstimos que contraíram e a parcela que é reinvestida nas vossas Empresas, etc. Mas muito fica para vós! Marx falava da “Ilegítima Apropriação de Mais-valias”, que consiste na Apropriação por parte do Capital do produto do Trabalho.

Sejam sérios: ao fim de 10, 20 30 ou mais anos a gerarem as Mais-valias que vos garantiram a Sustentabilidade e Crescimento das vossas Empresas e os Lucros que vos permitiram uma vida Confortável e acumulação de riqueza, não será justo que lhe entreguem um pequeno pedaço das Mais-valias que estes geraram sob a forma de um Mês por ano Trabalhado? Do que os trabalhadores deram às vossas Empresas nem 10% receberam nos salários que lhes pagaram. Será que querem voltar a fazer deles “Escravos dos novos tempos” sem direitos alguns e condenados a Jornadas de 12 a 16 horas como no século XIX? Não se queixem depois se a Rebelião das Massas vos espoliar e derrotar no melhor estilo Bolchevique! Basta de Exploração Gratuita dos mais Fracos pelos mais Fortes: todos somos humanos e nascemos iguais! Tal como o Sol, Chuva, o Ar e a Água: tudo é de Todos e para Todos!Redação Gazeta da Beira

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