Projeto de criação de área lúdico desportivo em Vila Maior vence com 315 votos

Primeira edição do Orçamento Participativo contou com cerca de 1500 votos

Com 315 votos, o projeto da criação de área lúdico-desportiva no Parque da Bela Vista, em Vila Maior, Cobertinha, foi o vencedor do primeiro Orçamento Participativo em S. Pedro do Sul. A proposta será a única a ser complementada, uma vez que terá o custo total previsto no regulamento, ou seja, 30 mil euros. Ao projeto, pioneiro no concelho, concorreram 22 propostas, sendo 15 validadas. Cerca de 1.500 sampedrenses votaram. Pedro Mouro considera que esta primeira edição “superou as expectativas” e garante que é uma medida para continuar em 2016.

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O Projeto para a criação de uma área lúdico-desportiva no Parque da Bela Vista, em Vila Maior, Cobertinha, apresentado por Paulo Lima venceu o primeiro Orçamento Participativo. A obra será executada no decorrer do próximo ano e prevê a criação de um circuito de manutenção, parque infantil e percurso pedestre.

Na hora de receber o prémio, o preponente mostrou-se feliz pela vitória e agradeceu “a todos os que, de uma forma ou de outra abraçaram o projeto”. Paulo Lima deixou, ainda, uma palavra aos outros participantes. “Gostava de felicitar os outros preponentes, havia algumas propostas com muita qualidade, outras com muita originalidade”, sublinhou.

O segundo projeto mais votado foi o “Cuidar o próximo” de Machouce, que foi o preferido de 277 sampedrenses. Na terceira posição ficou a “criação de um parque intergeracional ”na União das Freguesias de Carvalhais e Candal, que obteve 264 votos.

Para Pedro Mouro, esta primeira edição “superou as expectativas, quer em termos de projeto, quer pelo número de cidadãos que participou nas votações”. No total cerca de 1500 sampedrenses votaram, via online, ou presencialmente nas Juntas de Freguesia. “Toda a gente está de parabéns. A aproximação dos eleitos aos cidadãos foi conseguida”, resumiu o vice-presidente que frisou, ainda que o processo decorreu “com toda a transparência”.

Outras propostas podem vir a ser executadas

Os 30 mil euros previstos para estas iniciativas serão, na totalidade, aplicados na proposta vencedora, Pedro Mouro, contudo, abre a porta a outras iniciativas. “Mesmo não ganhando, estamos em crer que muitas dessas situações vão ser concretizadas”. O apoio de particulares, ou através da candidatura a Fundos Comunitários são duas das soluções em cima da mesa, adiantou o vereador.

Em 2016, o orçamento participativo está de regresso. Pedro Mouro promete começar a trabalhar na segunda edição já em janeiro. “Nós a partir de janeiro já vamos começar a trabalhar. Em termos de regulamento, há aspetos que podem ser melhorados. Estamos disponíveis para ouvir sugestões”, reforçou.

Nesta primeira edição, Pedro Mouro reconhece algumas falhas e promete colmatá-las em edições seguintes. “A publicitação terá que ser mais cedo, muitas pessoas não sabiam o que é que estava em causa”, reconhece. Quanto ao valor do próximo orçamento participativo, Pedro Mouro diz que a situação está a ser avaliada, escusando-se a adiantar valores.

Pedro Maurício levantas suspeitas de ilegalidade

Na última Assembleia Municipal, que ocorreu no passado dia 1 de dezembro em Vila Maior, o Orçamento Participativo esteve em destaque. Para que os munícipes pudessem votar presencialmente nas freguesias, como revelou Pedro Maurício, a Câmara Municipal terá pedido às Juntas de Freguesias para cederem os cadernos eleitorais. Ora, o Presidente da Junta de Sul contactou a Comissão Nacional das Eleições que terá informado o autarca que esse ato era ilegal, pois estes documentos devem ser usados exclusivamente para eleições ou referendos.

Em resposta, Pedro Mouro desvalorizou as críticas e afirmou que, uma vez que a Câmara Municipal tem acesso aos referidos cadernos através do Ministério da Administração Interna a ação, está, como defende, assim legitimada.Redação Gazeta da Beira

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