Projeto ACOLHER promove sessão sobre a História dos Direitos das Mulheres
No âmbito do projeto ACOLHER, realizou-se na Associação Fragas (entidade promotora), freguesia de Sul, uma sessão sobre a História dos Direitos das Mulheres. Em declarações à Gazeta da Beira, a coordenadora Manuela Tavares faz um balanço positivo. Como referiu, “a iniciativa foi muito bem acolhida”, “conseguiu abranger diferentes sectores etários” e proporcionou “momentos de debate em torno de algumas questões.

A sessão contou com uma revista histórica ao percurso das Mulheres. Começou na pré-história, onde as mulheres tinham “poder no seio das comunidades”, tendo, inclusive, “numa fase já de sedentarismo, descoberto a agricultura”, explica Manuela Tavares. Depois da Idade Clássica, destaca-se a Idade Média, nestes dez séculos, “o obscurantismo teve efeitos terríveis nas mulheres. Dos 9 milhões de pessoas que foram executadas, 80% eram mulheres”, salienta a coordenadora. Segue-se a esperança gorada na Idade Moderna, em que as mulheres foram excluídas dos direitos conquistados na Revolução Francesa. Com as duas Grandes Guerras as mulheres entraram no mercado de trabalho e assumiram, inclusive, profissões, tradicionalmente executadas por homens. Com o término das guerras, contudo, as mulheres voltaram a ser relegadas para o plano familiar.
Em Portugal Manuela Tavares defende que o Salazarismo impôs, “uma submissão ideológica às mulheres, destinadas, exclusivamente ao papel de esposas e mães. Com o 25 de Abril, as mulheres não só conquistaram o voto, com participaram “amplamente em todo o processo”.
A iniciativa terminou com uma reflexão sobre os problemas da mulher nos dias de hoje. Entre outros temas, destaca-se a sexualidade e a precariedade no mercado de trabalho, nomeadamente, quando as mulheres querem ser mães.Redação Gazeta da Beira
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