Processo chega mesmo à barra do Tribunal

Clínicos pedem indemnizações superiores a 100 mil euros à Termalistur

Depois de não terem chegado a acordo com a Termalistur no ano anterior, o antigo Diretor Clínico Aires Leal e dois médicos movem, agora, uma ação em Tribunal contra a empresa municipal. Pedro Mouro desvaloriza e diz que a razão está do lado da Câmara Municipal.

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Há cerca de um ano a Termalistur fez uma série de remodelações. Depois de várias reuniões com Aires Leal, como na altura dava conta Victor Leal à Gazeta da Beira, não conseguiram chegar a entendimento com o Diretor Clínico que foi substituído por António Santos Silva, através de concurso público.

Destaque, ainda, para o a exigência da Termalistur que considerava que os médicos deviam dar 20% do valor das consultas à Empresa Municipal. Valor que serviria para pagar as despesas de utilização do espaço, até então gratuito. Se a maioria acabou por aceitar estas mudanças, dois médicos rejeitaram e saíram da empresa.

 

Aires Leal, Helena Sousa e Virgílio Ruas ameaçaram e o processo chega agora ao Tribunal. Dizem ter sido despedidos ilegalmente e pedem indeminizações que no total ultrapassam os 100 mil euros.

A Câmara Municipal desvaloriza e diz que a razão está do seu lado. “Estamos perfeitamente tranquilos do que a razão está do nosso lado. Será um processo que se vai arrastar algum tempo, mas estamos a encará-lo com perfeita tranquilidade. Confiamos na justiça”, refere Pedro Mouro, em declarações à Gazeta da Beira.

O vice-presidente da Câmara de S. Pedro do Sul reforça a importância da medida imposta pela Câmara Municipal. Diz que em poucos meses já poupou 80 mil euros. “Com a passagem de 20% do valor das consultas médicas para a empresa municipal, no ano de 2014, desde maio até ao final do ano, foram arrecadados cerca de 80 mil euros para a Empresa Municipal”.Redação Gazeta da Beira

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