“Portugal precisa de ver eleito um PR virado para o futuro”

João Gralheiro

Nos termos da Constituição da República Portuguesa, resultante do poder constituinte democrático, ao Presidente da República (PR) competem importantes funções, baseadas numa legitimidade democrática que lhe advém do facto de ser eleito diretamente pelos portugueses.

Ao longo dos 41 anos de vida democrática, Portugal teve PR eleitos como Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio. Nos últimos 10 anos o inquilino que ocupou o Palácio de Belém foi o sr. Silva.

Na nossa memória ainda está vivo o alinhamento político do atual PR com as malfeitorias perpetradas pelo Governo dos partidos que o apoiaram, designadamente na promulgação de leis que acabaram por ser declaradas inconstitucionais. Constituição que ele que jurou respeitar, cumprir e fazer cumprir.

Sabemos hoje que parte dos encargos que nos são impostos tiveram a sua origem na forma como alguns dos nossos banqueiros geriram mal as poupanças que muitos lhes entregaram.

No espetro dos candidatos que concorrem às eleições, um deles é a voz do dono, gerada pela comunicação social ao serviço do passado, já que está umbilicalmente ligada ao antigo regime (leia-se: à privação das liberdades individuais, cívicas e políticas), ao anterior governo (leia-se: à mentira e ao roubo de salários e de direitos) e a ex-banqueiros (leia-se: à ruína de muitos pequenos aforristas). É o candidato da divisão dos portugueses.

Portugal precisa de ver eleito um PR virado para o futuro. Alguém que vindo da sociedade civil, seja garante de independência, equilíbrio institucional, estabilidade e esperança. Alguém que seja portador de um saber universal e humanista, que consiga unir os portugueses num projeto vencedor. Alguém em que possamos ter a certeza que será um presidente de todos os portugueses. Um Presidente capaz.

É por isso que eu apoio Sampaio da NóvoaRedação Gazeta da Beira

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