Em Foco 797
Portugal atravessa emergência sanitária. Governo decreta confinamento obrigatório
Portugal registou um novo máximo de óbitos por Covid-19 na passada segunda-feira, tendo reportado mais 122 óbitos e 5604 novos casos de infeção pelo novo coronavírus. Este corresponde ao maior aumento diário de mortes desde o início da pandemia. Os serviços hospitalares estão a atingir os limites.
O Hospital de Viseu atingiu o limite de capacidade e a direção do Hospital tenta aliviar a pressão com a transferência de doentes não-Covid para hospitais privados da região. Porém, apenas foram disponibilizadas 14 camas, muito aquém das necessidades.
No período da pandemia, entre 2 de março, data em que foram diagnosticados os primeiros casos com a doença Covid-19 em Portugal, e 27 de dezembro, registaram-se mais 12 852 óbitos que a média no mesmo período dos últimos cinco anos, segundo relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) recentemente divulgado.
Mais de metade (52%) destes óbitos foram por Covid-19. Significa isto que quase metade (48%) do crescimento dos óbitos se deve a patologias não-Covid o que indicia diminuição da capacidade de resposta dos serviços de saúde ao acompanhamento e tratamento das doenças não relacionadas com a pandemia provocado pelo vírus SARS-CoV-2.
Em dezembro último registaram-se 2 172 óbitos por COVID-19, superando em 15,3% o aumento de óbitos relativamente à média das semanas homólogas de 2015-2019. Mais de 70% dos óbitos foram de pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos. Comparativamente com a média observada no período homólogo de 2015-2019, morreram mais 10 886 pessoas com 75 e mais anos, das quais mais 8 038 com 85 e mais anos.
Os maiores acréscimos ocorreram mais frequentemente na região Norte, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa. Do total de óbitos registados entre 2 de março e 27 de dezembro de 2020, 60 024 ocorreram em estabelecimento hospitalar e 39 332 fora do contexto hospitalar.
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