Pindelo dos Milagres na rota dos festivais de metal
XIª Edição do Milagre Metaleiro (texto e fotos de Aníbal Seraphim)

Verão é sinónimo de calor e apelativo das actividades ao ar livre. Depois de optar por uma das muitas zonas da região de São Pedro do Sul propícias a repousar, por exemplo numa zona florestal fresca ou num curso de água fluvial a refrescar-se, pode dar-se ao luxo de usufruir do puro lazer.
Lazer, do qual o ócio faz parte, mas poderá ser também entretenimento e diversão, ou a conjugação desses três elementos. Elementos esses, vitais ao bem-estar, não faltam na região. E em especial nos dias 24 e 25 de Agosto, as noites frescas de verão deram lugar a noites calorosas e musicais com uma visita a Pindelo dos Milagres, onde se realizou o já mítico Festival de bandas de metal: Milagre Metaleiro.
Os fãs deste género musical, e não só, vêm de todos os lados, não apenas do continente mas também de outros países, tal já é o reconhecimento internacional que o Festival meritoriamente tem e com o historial das bandas que já passaram por Pindelo dos Milagres ao longo das 10 edições anteriores.

Este ano, a XIª edição contou com um renovado espaço ao ar livre para acolher cada vez mais público. Um evento que tem a vantagem de ser gratuito e de se poder entrar e sair do recinto quando assim o desejar, ficando as portas abertas para ver apenas as bandas preferidas ou fazer como os milhares de visitantes, ir ficando, pois a banda seguinte ia trazendo sempre algo de diferente e despertando assim a atenção e ir permanecendo.
Para que o visitante metaleiro se sentisse confortável, havia no recinto espaço para merendar ou usufruir das infra-estruturas disponíveis, como bares, espaço de restauração, WCs, merchandising e ainda parque infantil com insufláveis para os mais pequenos.
Ao lado do recinto havia um espaço gratuito destinado a tendas de campismo com todas as condições, equipado com WCs e duches.
Pelo palco passaram bandas icónicas do metal nacional com formações que perduram já desde os famosos anos 80 ou 90, como os Tarântula e os Jarojupe até aos novos talentos, como o vencedor do concurso de bandas, realizado pelo promotor do evento, os Godark.
As 8 bandas nacionais que faziam parte do cartaz, tocaram pela seguinte ordem: GPS, Cruz de Ferro e Tarântula no dia 24 e Godark, Zurrapa, Fantasy Opus, Hourswill e Jarojupe no dia 25.

Do cartaz de bandas internacionais, e todas estreantes em solo Português, destacam-se 3 bandas italianas: Elvenking, Deathless Legacy e Atlas Pain, que encerrou com chave de ouro a longa noite da madrugada de sábado para domingo. De Espanha tocaram os Debler e oriundos de Huelva os Cenizes Del Eden, que fizeram a sua 1ª internacionalização. O último concerto da primeira noite foi protagonizado pela banda francesa Aephanemer. A presença alemã foi com a banda de sucesso de Victor Smolski, os Almanac.
Durante os 2 dias respirou-se um ar festivaleiro e verdadeiramente metaleiro que satisfizeram os fãs e adeptos da música mais pesada, num festival que dentro deste segmento musical teve diferentes estilos, como o Rock’n’Roll e sonoridades e letras a fazer lembrar o Punk e a versatilidade do Power Metal e melodias Hard & Heavy. Houve ainda lugar a uma boa interacção entre as bandas e o publico, com destaque para a banda Zurrapa que convidou a assistência a ir cantar e dançar no palco, sendo um momento em que se vivenciou o verdadeiro espirito de festival e único.
Pindelo dos Milagres, fica assim na grande rota dos Festivais de Metal.

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