Pela primeira vez, há 4 décadas, só três candidatos disputam câmara municipal de S. Pedro do Sul

Eleições Autárquicas de 2017 - Bloco e PP “não concorrem”

 

As eleições autárquicas portuguesas de 2017 serão realizadas a 1 de outubro. Estarão em disputa a eleição de 308 presidentes de câmaras municipais, os seus vereadores e assembleias municipais, bem como as 3.091 assembleias de freguesia, das quais sairão os executivos das juntas de freguesia.

 

Concelho de S. Pedro do Sul

São Pedro do Sul é uma cidade no Distrito de Viseu, região Centro e sub-região do Dão-Lafões, com cerca de 3.600 habitantes. É sede de um município com 348,68 km² de área e subdividido em 14 freguesias. Atual Presidente da Câmara Municipal, Vitor Figueiredo

Vítor Figueiredo recandidata-se à Câmara de S. Pedro do Sul para concretizar obras

O presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, vai recandidatar-se a um segundo mandato nas próximas eleições autárquicas, pelo PS, por entender que quem lança os projetos deve depois concretizar as obras.

“Qualquer autarca que entre em funções numa Câmara Municipal sabe que os quatro primeiros anos são para começar a preparar projetos”, disse à agência Lusa Vítor Figueiredo, de 57 anos.

O autarca quer assim, num segundo mandato, tentar acabar aquilo que iniciou, até porque “os fundos comunitários vieram todos muito tarde”.

“Neste momento, temos uma série de obras para se iniciarem”, com fundos comunitários aprovados, frisou, exemplificando com os projetos do parque da cidade (1,4 milhões de euros) e das ruínas romanas (1,8 milhões de euros).

Vítor Figueiredo disse ainda ter fundos aprovados para uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e seus efluentes (quatro milhões de euros, em conjunto com Vouzela), para redes de saneamento por todo o concelho (cerca de três milhões de euros) e para o novo centro escolar em Vila Maior (400 mil euros).

“Quem lançou todas estas obras e trabalhou para que elas pudessem ser concretizadas teria todo o gosto em as finalizar”, sublinhou.

Nas eleições autárquicas de 2013, Vítor Figueiredo conseguiu roubar a presidência da Câmara de S. Pedro do Sul ao PSD. O PS conquistou quatro mandatos e o PSD três.

O derrotado foi Adriano Azevedo, que tinha sido a escolha do PSD após o impedimento do então presidente, António Carlos Figueiredo, de se recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos.

Vítor Figueiredo era então presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro do Sul (desde 1998) e conseguiu convencer o eleitorado da necessidade de mudança para o PS. (in SAPO24 – 11/04/17)

CDU candidata professor João de Lima Pinheiro à Câmara de S. Pedro do Sul

O professor João Pinheiro é o candidato da CDU à presidência da Câmara de S. Pedro do Sul, assumindo como prioridade a aposta no turismo, caso seja eleito nas autárquicas de 01 de outubro.

“A minha grande bandeira é a aposta no turismo, pois S. Pedro do Sul tem capacidades turísticas ímpares na região de Lafões. Tem um grande centro termal, a serra, rios e tem quase tudo de bom”, sustentou.

Com 63 anos, esta é a terceira vez que o docente do ensino básico concorre à presidência da Câmara de S. Pedro do Sul, depois de ter entrado nas ‘corridas’ autárquicas de 1989 e 1993.

“Candidatei-me porque as pessoas estão um bocadinho afastadas da política e acho que posso contribuir para melhorar a discussão. As pessoas afastaram-se, acham que a política não é nada com elas, mas quanto mais candidatos tivermos melhor é, para discutirmos todo o tipo de questões”, justificou.

No dia em que realizou a apresentação pública da sua candidatura, João Pinheiro revelou ainda que, caso seja eleito, pretende trabalhar para a descentralização de competências das juntas de freguesia e para a despoluição do rio Vouga.

“Entre as minhas prioridades estão também a melhoria do ensino e da saúde, a requalificação de espaços públicos, a reflorestação do concelho e o apoio aos agricultores e ao pequeno comércio”, acrescentou.

O candidato da CDU disse ainda que terá em conta a questão do transporte público entre as freguesias do concelho.

“São tantas as questões importantes, que uma pessoa começa a ver o que está mal e parece uma lista sem fim”, concluiu.

Independente Daniel Martins é o candidato do PSD em S. Pedro do Sul

O independente Daniel Martins, de 42 anos, é o cabeça-de-lista do PSD à Câmara de S. Pedro do Sul, um concelho onde considera que tem havido “falta de estratégia” nos últimos anos.

“Não há um projeto, uma visão, não existe obra feita, nem previsão de se fazer algo integrado. As coisas vão-se fazendo de uma forma desgarrada, sem um objetivo que seja percetível”, afirmou à agência Lusa o advogado, que neste momento trabalha na Agência para a Modernização Administrativa.

Na sua opinião, o executivo atual, liderado por Vítor Figueiredo (PS), “está a gastar dinheiro”, mas S. Pedro do Sul tem “cada vez menos população, menos capacidade de fixar jovens e menos empresas”.

“Foi essa constatação, aliada à perspetiva de haver pessoas capazes de levar um projeto para a frente, com o apoio do PSD, que me fez avançar”, justificou Daniel Martins, que até ao início do ano era militante do PS e, entre 2009 e 2013, representou este partido na Assembleia Municipal de S. Pedro do Sul.

Na corrida autárquica está também Vítor Figueiredo, que espera conseguir ser eleito para um segundo mandato.

Nas eleições autárquicas de 2013, o PS conseguiu roubar a presidência da Câmara ao PSD, obtendo 49,79% dos votos. O PSD teve 37,71% dos votos.

Na opinião de Daniel Martins, a situação “piorou com o PS, porque durante o tempo em que o executivo foi do PSD havia obra e havia uma estratégia”.

“Algumas opções podiam ser criticadas, eu próprio critiquei algumas durante o tempo em que estive na Assembleia a representar o PS, mas a verdade é que havia uma estratégia”, considerou.

O candidato do PSD defendeu que “não é a fazer festarolas que se leva o concelho para a frente, porque isso são coisas de efeito imediato, não são estruturantes”.

Caso seja eleito, Daniel Martins tem como prioridade “dar uma nova roupagem ao termalismo”, porque “a receita que tem sido utilizada nas termas está esgotada”.

“Temos que conseguir convencer empresários a apostar no projeto das termas, não é estar a endividar a Câmara ainda mais com obras. Há aqui um paradigma que tem que se alterar. Vamos manter o que está, porque continua a ter procura, mas vamos fazer algo mais”, explicou.

 

João Pinheiro – Candidato pela CDU

Gazeta da Beira (GB) – Tendo em conta a acção do actual executivo, que marcas distintivas pode apresentar que justifiquem a sua candidatura à CM?

João Pinheiro (JP) – As razões que me levaram a aceitar  a candidatura à CM prendem-se essencialmente com o desejo que o concelho possa melhorar o seu desenvolvimento, possa sair das quatro paredes do edifício da Câmara Municipal, consiga motivar os munícipes para a participação ativa nas soluções dos problemas, melhorando o  funcionamento dos diferentes conselhos municipais e até criando novas áreas de importância estratégica para o município .

Todos os partidos falam da necessidade de participação da sociedade civil, mas depois de eleitos têm esquecido a importância de envolver e comprometer os cidadãos nas principais decisões estratégicas para o município ( educação, desenvolvimento industrial e tipo de indústrias, proteção ambiental,  turismo, termalismo, etc.), no exercício pleno de cidadania.

 

GB – Um dos principais problemas do concelho é demográfico, que consiste na perda de população. Como pensa contrariar esta situação?

JP – A perda de população no concelho vem a verificar-se desde os anos sessenta do século vinte, sendo que se registou uma diminuição de  cerca de 33%. As diversas gestões camarárias nunca conseguiram estancar a saída da população porque se têm limitado à gestão pontual do recursos do município, sem terem construído uma estratégia  de desenvolvimento que consiga ser integradora das potencialidades e recursos do concelho, tendo tratado das questões  do termalismo, turismo , criação de postos de trabalho, saneamento, educação como se eles fossem isolados e não numa perspectiva holística, ou seja um conjunto que necessita de soluções abrangentes e que possam constituir um a unidade coerente.

 

GB – Como encara a reforma florestal em curso e que impacto poderá ter no concelho? Como a poderá articular com as políticas do município, numa abordagem territorial e de desenvolvimento local?

JP – A nova lei da reforma poderá ser um instrumento importante na gestão da floresta. No entanto, esta lei foi aprovada à pressa e, por si só, não melhora a gestão correta da floresta. Já existe, provavelmente, legislação suficiente. O que era necessário eram meios para cumprir aquilo que já está legislado, para garantir a realização do cadastro; não tem associado o respetivo suporte financeiro; o papel dos baldios e sua gestão; não assegura os meios e os investimento necessários.

A participação das autarquias ficou aquém do que seria desejável, devendo ser transferidas mais competências no que tem a ver com a proteção da floresta contra incêndios.

A autarquia deverá realizar um debate com todos os interessados nessa questão da gestão das florestas, nomeadamente com as Comissões de baldios e com os pequenos proprietários, para prevenir efeitos danosos e prejuízos a estes pequenos proprietários, que podem ver-se expropriados  sem a compensação justa.

 

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.

JP – Os maiores desafios do concelho são a fixação de população, que se realiza através da criação de emprego com uma política de fixação de empresas (não esquecendo o apoio às pequenas e médias, que podem com mais facilidade contrariar a desertificação de algumas das nossas freguesias),  desenvolvimento turístico (termalismo, turismo nas zonas serranas, divulgação da nossa gastronomia, conservação e divulgação do património).

O caminho a percorrer é um caminho que não será fácil e exigirá o empenho e participação de todos os sampedrenses.

 

Daniel Martins – Candidato pelo PSD

Gazeta da Beira (GB) – Após passagem pelo Partido Socialista, onde chegou a ser líder da Comissão Concelhia e autarca, apresenta-se agora a liderar candidatura pelo PSD. O que faltou para não prosseguir com o PS na procura de novos caminhos para o desenvolvimento do concelho? Não teme que os eleitores tenham dificuldade em perceber este caminho de mudança de partido?

Daniel Martins (DM) – Pedindo desde já desculpas pela correcção, mas eu não mudei de partido. Fui militante do Partido Socialista e deixei de o ser quando me apercebi que o concelho de São Pedro do Sul estava nas mãos de pessoas que se mostraram e mostram incapazes de o conduzir a bom porto.

Atualmente, não sou militante de nenhum partido, sendo, sim, apoiado pelo PSD, ou seja, até hoje apenas fui militante de um único partido, pelo que não se pode falar de mudança de partido.

Nas listas que atualmente concorrem à Câmara Municipal, os únicos casos de mudança de partido que tenho presente são os do atual presidente da Câmara Municipal, Vítor Figueiredo, e do vereador Francisco Matos, ambos destacados militantes do PSD e que são, hoje, destacados militantes do PS.

De qualquer das formas devemos estar na política, como em tudo o resto na vida, pelas pessoas e pelos projetos que pretendemos levar a cabo e é isto que os eleitores esperam. Os eleitores sampedrenses são esclarecidos. Eles preocupam-se mais com as pessoas que integram as candidaturas, com as suas competências, com as suas qualidades, com as provas que deram no passado, do que com os partidos. E estão certos, porque é isso que importa.

 

GB – O que o distingue das anteriores lideranças do PSD? Se ganhar as eleições terá coragem para abrir concurso público internacional para a gestão da Termalistur?

DM – A pergunta parece partir do pressuposto que sou líder do PSD, o que não é verdade, como resulta da questão anterior.

Sem prejuízo disso, diria que a forma como a candidatura que lidero se apresenta ao ato eleitoral do dia 1 de outubro é perceptível pelo método que utilizámos até este momento. Identificámos os problemas do concelho, indicámos quais é que pretendíamos resolver e, por fim, apresentámos um programa com 161 medidas distribuídas por 9 eixos, que são a forma como os vamos resolver.

Temos um projeto para desenvolver o nosso concelho, composto por um conjunto estruturado de medidas e não um rol de promessas desgarradas com intuitos meramente eleitoralistas.

Relativamente à questão da Terma-listur, a primeira decisão que tomarei é pôr fim à gestão que, pela primeira vez na história, conseguiu que as Termas de São Pedro do Sul deixassem de estar no primeiro lugar das mais procuradas, sendo agora apenas as terceiras mais procuradas, com uma quota de mercado de apenas 12%. Para esta decisão não é preciso coragem, apenas cumprir algo que já devia ter sido feito: pôr fim ao descalabro que se vive desde há 3 anos a esta parte.

Quanto ao concurso público internacional, não vejo necessidade de ter de sujeitar as Termas a serem geridas por um espanhol, por um belga ou por um alemão. Vejo, sim, necessidade de se estabelecer objetivos e metas para os futuros gestores da Termalistur que, caso não sejam atingidos, terão por consequência a imediata substituição de tais gestores..

Com objectivos e metas bem definidas e com a associação da consequência da substituição dos gestores caso não os atinjam, jamais voltaremos a viver um momento como aquele que a Termalistur vive neste momento, com resultados que pioram de dia para dia, seja para a própria empresa, seja para os seus trabalhadores, seja para os hoteleiros e demais operadores económicos das Termas, sem que a Câmara Municipal nada faça para inverter a situação.

 

GB – Um dos principais problemas do concelho é a falta de emprego resultante da iniciativa privada, ou seja, a maior oferta de emprego é da CM e de empresa municipal. Há quem considere que este facto faz diminuir a qualidade da democracia. Que pensa fazer para atrair empresas para o concelho, nomeadamente empresas capazes de oferecer trabalho qualificado?

DM – Antes de mais, permita-me apenas uma pequena correcção: o número de funcionários da Câmara Municipal e da Termalistur representam 9% da população ativa sampedrense, enquanto que os funcionários públicos portugueses representam 12% da população ativa nacional, ou seja, comparando com a situação nacional, São Pedro do Sul está abaixo.

De resto e ao contrário do atual Presidente da Câmara Municipal, não entendo que os funcionários da Câmara Municipal e da Termalistur sejam a mais.

O problema dos funcionários da Câmara Municipal e da Termalistur não é a quantidade, mas sim a forma como são geridos, em clima de constante instabilidade, intimidação e pressão, ou seja, o problema da qualidade da democracia, melhor dizendo, da falta dela, deve-se à gestão imprimida pelo atual executivo camarário.

No entanto, a qualidade da democracia renova-se a cada quatro anos quando existem eleições para as autarquias e, como o voto é secreto, estou certo que os trabalhadores destas instituições não se esquecerão da forma como foram tratados nos últimos quatro anos. É preciso não esquecer que os trabalhadores permanecem sempre para além do fim dos mandatos dos eleitos, pelo que o respeito que lhes é devido é, também por isto, obrigatório, pois eles continuam e nós somos substituídos mais cedo ou mais tarde.

O que pretendo fazer quando for eleito para captar empresas é, desde logo, sair. Sair do meu gabinete e iniciar uma busca ativa de investidores para o concelho. A Câmara Municipal é que tem de ir à procura deles e não o contrário.

São Pedro do Sul não precisa de um presidente da Câmara que passe os seus dias a andar de BMW de um lado para o outro a ver as pequenas obras que faz. Para isso existem funcionários capazes e muito mais habilitados e em quem devemos confiar.

O que São Pedro do Sul precisa é de um Presidente que consiga mostrar as potencialidades do concelho a empresas e investidores, que tenha a capacidade para lhes explicar a sua visão empresarial para o concelho, agregando-a com as virtualidades do turismo, do comércio, da agricultura e do termalismo, pois está tudo ligado.

Em termos de medidas concretas, o nosso programa tem, entre outras previstas, a criação de uma Zona Empresarial Responsável, a criação de um programa de financiamento a micro e pequenas empresas e a criação de efectivo gabinete de apoio ao empreendedorismo para simplificar e clarificar todos os procedimentos de licenciamento de atividades económicas da responsabilidade da autarquia, revendo os regulamentos municipais que contenham regras desnecessárias e burocracia em demasia.

São Pedro do Sul tem de passar a ser um captador de investimento, facilitador daqueles que querem criar postos de trabalho, para assim criar emprego e fixar a nossa população.

 

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.

DM – Fazer com que as Termas de São Pedro do Sul recuperem o primeiro lugar em termos nacionais, seja no número de aquistas, seja no aproveitamento geotérmico.

Aumentar o número de postos de trabalho através da captação de novas empresas e/ou apoios efetivos às já existentes.

Devolver a dignidade ao concelho, aos sampedrenses, em geral, assegurando-lhes direitos tão básicos como o fornecimento de água ao domicílio ou o saneamento básico, e aos funcionários do município e da Termalistur, em particular.

 

Vitor Figueiredo – Candidato pelo PS

  Gazeta da Beira (GB)– Em dois parágrafos indique as principais metas do seu programa eleitoral, apresentado há 4 anos, que foram atingidas.

Vitor Figueiredo (VF) – Há 4 anos apresentei-me aos Sampedrenses com o compromisso de ser um Presidente de Câmara com uma gestão de proximidade. Ter uma Câmara aberta e disponível, cumprir uma gestão rigorosa e recuperar financeiramente o Municipio. Após 4 anos cumpri todos estes propósitos.

De igual modo propus-me a fazer investimento nas condições básicas de qualidade de vida: água e saneamento foi o meu principal desígnio. Atualmente executámos ou estão em execução 8 milhões de euros de obras nestas áreas.

 

GB – A consolidação da dívida herdada do anterior executivo deverá ter sido a sua principal “obra” deste mandato. Atingiu esse objetivo? Esta herança do passado impediu-o de avançar nos objectivos de desenvolvimento que tinha para o concelho?

VF – A recuperação financeira do Município fez-se em várias dimensões: na redução da divida consolidada (Câmara mais Termalistur) de 26 milhões de euros para 18 milhões; na redução do prazo médio de pagamentos aos nossos fornecedores; na saída do PAEL que nos limitava na nossa capacidade de gestão…

Como é compreensível, devido a este espartilho financeiro não conseguimos alcançar tão rapidamente os nossos objetivos e muitas das obras que queríamos executar para o desenvolvimento do concelho e bem-estar das nossas populações tiveram de ser adiadas.

Mas conseguimos lançar muitas delas e coloca-las em execução e agora com a situação financeira resolvida muitas mais estamos em condições de desenvolver.

 

GB – Quanto às Termas de São Pedro do Sul, o que falta para atingir os objectivos com que se apresentou ao eleitorado há 4 anos atrás?

VF – Quando chegámos à Câmara Municipal as Termas de S. Pedro do Sul estavam num processo de declínio total, menos aquistas, em três anos baixaram mais de 4000 clientes, menos 900 mil euros de faturação… Connosco conseguimos inverter esta situação de declínio. Conseguimos voltar aos números de faturação anterior e inverter a tendência de declínio de clientes. Sabemos que o enquadramento económico-financeiro da Termalistur é muito complicado, pois tem aos ombros uma divida colossal e só à banca tem todos os meses de pagar quase 80 mil euros, mas consideramos que estando invertido este ciclo e com a restruturação que fizemos e com a aposta clara e diferenciadora que estamos a fazer das nossas Termas conseguiremos atingir novos objetivos para o nosso termalismo e turismo.

 

GB – Indique os três principais desafios que o levam a recandidatar-se.

VF – Os meus três principais desafios são a conclusão da rede de saneamento e água no concelho, pois ainda muito há a fazer e deste modo oferecer as condições mínimas de dignidade e vivência aos meus conterrâneos em pleno séc. XXI.

É atrair investimento, criação de riqueza e de emprego, desde logo com o desenvolvimento do Parque empresarial de Pindelo dos Milagres e de um conjunto de medidas de apoio ao investimento e à criação de emprego.

Fazer do nosso concelho um ex libris turístico, onde o turismo aconteça não só nas termas mas que se espalhe por todo o concelho permitindo deste modo criar riqueza em todo o território e fixar as populações.

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