Pedro Coutinho

Caso BES em análise em S. Pedro do Sul

Com a proximidade das eleições legislativas, vêm alguns, nos media, induzir o cidadão a escolher entre os partidos do “arco da governação”, isto é, entre o PS ou o PSD e o CDS, ou seja entre o mau e o pior. Para eles, os casos BES, BPN ou BPP, entre dezenas de outros similares, são-lhes alheios, pese embora nos processos judiciais que envolvem corrupção, peculato, tráfico de influências ou associação criminosa, estarem sobrelotados com os seus dirigentes, militantes ou simpatizantes. A realidade desmente a desfaçatez, pois a incompetência com que desde 1985 e o advento do maldito cavaquismo os ditos partidos nos têm governado levou-nos a um beco sem saída. Ironia das ironias, por um lado, acusam-se mutuamente pelo desastre, por outro, reconhecem-se como “a alternativa”.

Com a intenção de desmontar algumas dessas mistificações, o Bloco de Esquerda programou uma sessão pública no Cine Teatro Jaime Gralheiro, para o dia 14 de Junho, domingo, pelas 15 horas, com o tema “A estória do BES e outras estórias mal contadas”, com apresentação de Pedro Soares, membro da Comissão Permanente, e de Mariana Mortágua. Mais que uma iniciativa partidária é uma sessão aberta a toda a população, um convite para, de viva voz, ouvirem os macabros meandros dos banqueiros e do sector financeiro, da promiscuidade entre política e negócios, da miséria ética que que assola os partidos do poder. Mariana Mortágua vai-nos contar algumas dessas “estórias malcontadas”. Deputada e membro da Comissão de Inquérito do caso BES, é um bom exemplo de que os políticos não são todos iguais. A competência técnica demonstrada, o discurso político isento de tiradas panfletárias, a perspicácia argumentativa, a juventude irreverente e a honestidade intelectual revelam-nos os traços de uma mulher que exerce a política com paixão e razão, qualidades que muito orgulham o BE e todos os que, de forma empenhada, lutam contra este regime podre e corrupto, subsmisso aos ditames do FMI e da Alemanha, promotor das crueis políticas de austeridade que tanto têm martirizado os portugueses, em especial, os mais sectores mais frágeis, como os idosos, os jovens ou os desempregados.

Há outras soluções, há outras políticas, há outras ideias para modernizar o País, para o tornar mais justo e equitativo. O PS, o PSD e o CDS não são uma opção para quem defende a Escola Pública ou o Serviço Nacional de Saúde. São antes a garantia de que os direitos das populações continuarão a ser sacrificadas, as pensões esbulhadas ou os direitos laborais violados. São a falta de resposta aos anseios de centenas de milhares de pequenos e médios empresários que vêm a suas empresas serem avassaladas com impostos, taxas e taxinhas ou com a dificuldade de acesso ao crédito. Urge a mudança e o Bloco de Esquerda está empenhado em contribuir democraticamente para essa mudança. Para tal, contamos com a vossa participação no debate do dia 14.Redação Gazeta da Beira

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