“Para já é a solução mais rápida e de menor custo”, diz Pedro Mouro
Para atenuar os ataques de lobos, foram introduzidos 24 corsos na Serra
Há cerca de dois meses foram colocados no maciço das Serras, em S. Pedro do Sul, 24 corsos. Sessenta dias depois, é tornado público, já com um primeiro balanço. O objetivo, como explicou Pedro Mouro, em declarações à Gazeta da Beira, passa por “atenuar os ataques de lobos aos rebanhos e até a vacas que se têm verificado.”
Recentemente foram introduzidos 24 corços no maciço das serras, entre Arada, Coelheira, Gralheira e Montemuro, motorizados com coleiras GPS. A medida pretende atenuar os ataques aos rebanhos. Ou seja, com alimento nas profundezas das Serras os Lobos, já não têm que descer e atacar outros animais. “Esta é uma medida que pretende atenuar a problemática do ataque dos lobos que existem nas nossas terras, segundo o que nos relataram os biólogos da Universidade de Aveiro, esta medida tem alguma eficácia”. Sessenta dias depois, segundo acrescenta o vereador, “dois corsos já foram atacados pelos lobos”, por outro lado, nestes sessenta dias não ser verificou nenhuma ataque a rebanhos.
Este que é um projeto desenvolvido pela Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico, em parceria com a Câmara Municipal, Biólogos da Universidade de Aveiro e Veterinários da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).
“Não é uma solução de fundo”
Se é certo que esta medida pode atenuar os alegados ataques de lobos, é também certo que não resolve definitivamente o problema. “Não é uma solução de fundo que resolva os problemas, mas permite atenuá-los. Para já, esta foi a solução mais rápida e de menor custo”, defende Pedro Mouro.
Em paralelo, estuda-se uma possível candidatura a fundos comunitários para cercar as serras. Um processo nada fácil, já que não é consensual. “É um processo demorado, não é facilmente exequível, basta haver um proprietário que não esteja de acordo para não podermos avançar”, relata o vice-presidente.
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