Orçamento é “mais adequado à nossa realidade”
Para 2016 Oliveira apresenta orçamento de 9 milhões, menos 4 milhões do que em 2015
O orçamento do Município de Oliveira de Frades para 2016 ronda os 9 milhões de euros. A proposta foi aprovada por maioria na última assembleia municipal, no passado dia 20 de novembro. Relativamente ao ano corrente, verifica-se uma redução significativa. Luís Vasconcelos avisa: no futuro será difícil ter obras ao mesmo ritmo dos últimos anos.

O município de Oliveira de Frades já aprovou o orçamento para o próximo ano. Um documento condicionado já que, como justificou o técnico Ismail Carvalho, “ainda não se conhece qualquer proposta para o Orçamento do Estado para 2016”. Ao todo o Município calculou um orçamento de 9 milhões de euros. Há, portanto, uma redução significativa relativamente a 2015. “Obras a um ritmo que tivemos nos últimos anos, muito dificilmente vão volta a haver. Nestes últimos 10 anos tivemos um investimento no concelho que ronda os 300 milhões de euros”, explicou Luís Vasconcelos. O Presidente da Câmara defendeu que nos últimos anos, no concelho, “têm sido feitos investimentos extraordinários” e destacou, por exemplo, a Estação de Tratamento de Água, o Complexo Desportivo de Oliveira de Frades e o Centro Escolar”.
“Oliveira é município que menos recebe das transferências do Orçamento do Estado”
Luís Vasconcelos considera, portanto, que o Orçamento para o próximo ano é “mais adequado à realidade” e comparou Oliveira de Frades com os outros concelhos de Lafões. “Todos nós sabemos que o nosso município é o mais pequeno da região é o município que menos recebe das transferências do Orçamento do Estado. Se nós compararmos com os municípios vizinhos: Vouzela recebe mais 700 mil euros por ano do que nós, ou seja em quatro anos, recebe 2,8 milhões a mais. Enquanto nós recebemos 4,2, o Município de S. Pedro do Sul recebe 8 milhões, quase o dobro”, exemplificou.
Prioridades para o futuro
Luís Vasconcelos destacou as principais prioridades do concelho para o futuro. O autarca defende que “as pavimentações estão em muito mau estado” e que “lentamente terão que ser retificadas”; o “saneamento e a água em Arcozelo das Maias e Ribeiradio são também grandes desafios para o futuro”, explica. Já na Vila o Presidente da Câmara frisou a importância das obras no edifício do Município e na Biblioteca Municipal e da requalificação urbana da vila.
Obras só na Vila?
Luís Vasconcelos explicou o porque da maioria das obras terem sido efetuadas na Vila. “Quando nós só temos uma componente essa componente terá que ser na vila”, defendeu. O Presidente da Câmara garante que o objetivo passa por os equipamento poderem ser usados por os munícipes de todo o concelho e como adiantou, para isso, o próximo passo é “desafiar o responsável pelos transportes para criar condições para que os equipamentos sejam usados por todo o concelho”.
Comentários recentes