Orçamento e grande opções do plano aprovados, mas sem unanimidade

Última Assembleia Municipal define linhas gerais para 2014

• Patrícia Fernandes

646_p09_DSCN6577O Orçamento de 22 milhões de euros, assim como, as grandes opções do plano do município de S. Pedro do Sul, para 2014 foram aprovados, mas sem unanimidade. A bancada do PSD absteve-se, mesmo depois de o Presidente da Assembleia, Vítor Barros, ter desafiado a oposição a votar favoravelmente.

Nas palavras da líder parlamentar, Ester Vargas, este orçamento não vai ao encontro das expectativas criadas pela equipa de Vítor Figueiredo, aquando das autárquicas, realizadas há cerca de três meses. A deputada considerou que este orçamento é “pouco audaz”, traduzido num somatório de pequenos projectos, cuja maioria, como considera, já vem de anteriores mandatos.

Já Pedro Mouro, vice-presidente do executivo, disse que este é o orçamento mais realista desde 2002. Relativamente ao ano anterior, foram reduzidos cerca de três milhões de euros, o que, segundo explica, resulta na redução das despesas correntes. A área da acção social vai ser privilegiada, como adiantou Pedro Mouro, o valor destinado para este âmbito quase que quadruplicou neste novo orçamento.

O vice-presidente do executivo deu conhecimento à Assembleia que o município vai ser obrigado a injectar na Termalistur cerca de 750 mil euros. Isto porque, como disse o vereador, a empresa pública vai apresentar um resultado negativo a rondar os 500 mil euros, quando, tinha assumido um compromisso, com a Inspeção Geral da Finanças, de acabar o ano com um resultado positivo de 250 mil euros.

 

Presidentes de Junta eleitos pelo PSD reivindicam mesmos direitos

Os presidentes de junta do PSD lançam um alerta ao executivo, não querem ser descriminados por pertencerem à atual cor da oposição em São Pedro do Sul. Quem deu  voz a estas reivindicações foram os presidentes da União de Freguesias de Santa Cruz da Trapa e São Cristóvão de Lafões, António Teixeira,  e da União de Freguesias de Carvalhais e Candal, José Almeida. O primeiro, espera que as ações protagonizadas aquando da campanha eleitoral não tenham significado no presente. Já António Teixeira, espera que o “bolo” não seja cortilhado com a faca política.

Vítor Figueiredo reagiu a esta declarações, o presidente da Câmara garantiu que não vai fazer o mesmo que outros lhe fizeram, quando este era Presidente da Junta de São Pedro do Sul.

André Matias, da bancada socialista, também não gostou do que ouviu. O deputado,  disse que estas afirmações quase lhe provocaram um “baque cardíaco”. Como referiu, o executivo  está a fazer uma gestão de porta-aberta, para todo o município.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *