Oliveira de Frades não desiste dos seus serviços públicos

População aderiu em peso ao abaixo-assinado contra o encerramento

Ed644-Financas_IMG_9214Ao todo foram 1.050 os oliveirenses que assinaram contra  o encerramento do serviços de finanças em Oliveira de Frades. A iniciativa partiu da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Oliveira de Frades que distribuiu o abaixo assinado pela vila e por todas as freguesias do município. O abaixo-assinado revelou uma voz unânime, a generalidade dos oliveirenses estão contra o encerramento, em especial, os proprietários do comércio local que veem nestas possibilidade, mais uma dificuldade a somar às muitas com que os comerciantes já vivem na actualidade. Depois de recolhidas as assinaturas, a Comissão vai entregar uma carta-aberta, ao Presidente da Câmara, Luís Vasconcelos, no sentido de saber qual a efectiva posição do município. O abaixo assinado segue, agora,  também, para o Ministério das Finanças e para a Assembleia da República.

Para Alexandre Moura,  porta-voz da  Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Oliveira de Frades, seria um grande transtorno para todos os habitantes de Oliveira de Frades. Como explica, em declarações à Gazeta da Beira “há muitas pessoas que vivem muito distantes, há muitas pessoas idosas, há pessoas que não têm transporte privado e sem um serviço regular de transportes públicos, esta situação vai complicar muito a vida da população, vais ser muito complicado para muitas pessoas conseguirem deslocar-se até Vouzela”.

Como defende Alexandre Moura, o encerramento do serviço das finanças vai trazer consequências para o comércio local, uma vez que, vai tirar muito movimento à vila. Como explica,“havia muitas pessoas que vinham a Oliveira de Frades, para vir às finanças ou para vir ao tribunal (também em risco de fechar) e depois aproveitavam para fazer, na vila, algumas compras, trazendo movimento”. Segundo esta Comissão há ainda outras dificuldades que esta realidade vem trazer aos comerciantes. Como acrescenta Alexandre Moura,:“Como é que os comerciantes vão fazer, quando tiverem que ir às finanças? Vão ter que fechar a porta o dia todo”.

Movimento justifica o serviço de finanças

Alexandre Moura, em representação da  Comissão de Utentes dos Serviços Públicos,  acredita que  o serviço tem movimento suficiente para se manter aberto. Os sete funcionários do serviço das finanças de Oliveira de Frades, aberto há já 20 anos, conta com uma média diária de 100 atendimentos. Como reivindica Alexandre Moura, “nós temos um grande parque industrial que, só por si, já justifica a permanência do serviço”. Para além do que, como acrescenta, “a população paga impostos, muitos impostos e, portanto, tem o direito de ter as finanças abertas”.

O abaixo-assinado vai, agora, ser entregue à Ministra das Finanças, Luísa Albuquerque e aos partidos com acento na Assembleia da República. A Comissão quer que os diferentes partidos se pronunciem sobre este encerramento e apresentem as suas posições e os seus argumentos. De igual forma, a Comissão vai fazer chegar a Luís Vasconcelos, uma carta-aberta e um pedido de audição para expor as suas reivindicações. Esta iniciativa começou no passado dia 26 de Novembro, quando, a Comissão, realizou, inserida no dia Nacional de Indignação e Luta, promovido pela CGTP, uma conferência de imprensa sobre o encerramento das finanças. Depois, o abaixo-assinado esteve disponível em vários pontos de todo o concelho, até ao passado sábado, dia 7 de Dezembro. Os números falam por si.

• Patrícia Fernandes

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