Obras no Quartel dos Bombeiros de Santa Cruz da Trapa prestes a arranca
Concurso Público está na fase final
As obras no Quartel dos Bombeiros de Santa Cruz da Trapa devem arrancar ainda este mês. Neste momento, o concurso público está na fase final. Esta era uma requalificação há muito desejada, será agora possível graças à aprovação de uma candidatura ao POVT (Programa Operacional de Valorização do Território), no âmbito do QREN. Em causa um investimento de 395 mil euros, comparticipado por fundos comunitários em 85%.

As obras no Quartel dos Bombeiros de Santa Cruz da Trapa vão arrancar em breve. A intervenção serve, como explica João Fraga Oliveira, sobretudo, para melhorar “inúmeras questões de ordem operacional”. Em causa, como acrescenta o Presidente da Direção, estão, ainda, razões ambientais e de saúde, já que “na cobertura, há estruturas de amianto que têm que ser retiradas. Prevê-se, ainda, melhoramentos nas instalações sanitárias e vestiários e uma ampliação do quartel, possível através da cedência de um terreno.
Para João Fraga Oliveira esta é uma excelente notícia, que acredita, irá, também, potenciar o voluntariado, uma vez que as instalações reformuladas “vão permitir outras atividades e formações para os bombeiros”.
Obras não vão afetar a atuação dos Bombeiros
Prestes a arrancar, as obras têm que estar imperativamente prontas até ao final deste ano. Com a época alta dos incêndios a decorrer, João Fraga Oliveira garante que as obras não vão afetar a operacionalidade da corporação. Os Bombeiros já têm instalações provisórias, as quais vão funcionar nas antigas instalações da Junta de Freguesia.
Bombeiros obrigados a pedir um empréstimo para suportar custos
Ao cargo da associação fica cerca de 15% do investimento. Para poder pagar, os Bombeiros Voluntários de Santa Cruz da Trapa viram-se obrigados a contrair um empréstimo no valor de 100 mil euros. “O financiamento da proteção civil é exíguo. Vivemos no fio da navalha, temos salários em dia, segurança social em dia, mas não temos verba. Só em salários temos um gasto por mês de quatro mil euros, seguros três mil euros, comunicações…”, lamenta João Fraga Oliveira.
Os apoios do Município de S. Pedro do Sul e da Junta de Freguesia têm sido cruciais. Os Bombeiros Voluntários vivem com o dinheiro contado. Como explica o dirigente, por exemplo, “apesar de haver muitas viaturas a necessitar de reparação, é completamente impossível. Em vez de serem enviadas para as oficinas, muitas vezes, os bombeiros ficam depois da hora para reparar as viaturas.”
O voluntariado é por isso essencial para a Associação poder sobreviver. “Vive-se assim, porque os bombeiros voluntários não ganham nada, os órgãos socias também são todos voluntários e não ganham nada…”, refere o Presidente da Direção.
Nova lei dos financiamentos não resolve
A nova lei dos financiamentos prevê um aumento de 12% do apoio da administração central. João Fragas de Oliveira diz que não vem resolver nada. “Repare, no nosso caso, um aumento de 12% não vem resolver nada, estamos a falar de apenas mais 200€”.
O Presidente da Direção deixa ainda críticas àquilo que considera “o paradigma do combate.” Como defende, “Há, hoje, um equívoco muito grande em termos de proteção civil. Institui-se o paradigma do combate. Não se pensa na prevenção. Falta organização, planeamento, gestão…”, remata.Redação Gazeta da Beira
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