Obra propõe reflexão sobre o mundo e a humanidade

O Controlo dos Cidadão pelo Grande Capital é novo livro editado pela Gazeta da Beira

capa-frentecapa-versoO controlo dos Cidadãos pelo grande capital” é o novo livro de António Bica. O lançamento do livro ocorreu no passado fim de semana, nos dias 11 e 12 de abril, em São Pedro do Sul e Viseu e foi apresentado pelo ex-ministro da agricultura, Fernando de Oliveira Baptista. As duas sessões foram marcadas pela reflexão e pelo debate de ideias.

O livro editado pela Gazeta da Beira, pode ser adquirido na FNAC e nas principais livrarias da região de Lafões.

Primeiro foi no espaço Grémio, em São Pedro do Sul, depois na FNAC, em Viseu. António Bica deu a conhecer “O controlo dos Cidadãos pelo grande Capital”. Das duas sessões, a Gazeta da Beira faz um balanço muito positivo: sala cheia; com uma plateia participativa que permitiu um debate fecundo sobre os mais diversos temas da atualidade.

“O Controlo dos Cidadãos pelo Grande Capital” é um trabalho que promete fazer refletir sobre o mundo e a humanidade. Esta obra resulta de um conjunto de textos que parcial e sucessivamente foram publicados na Gazeta da Beira e que vão ao encontro de vários objetivos editoriais da publicação: Pensar, Refletir e debater os temas que marcam a atualidade.

 

As ideias chaves da obra

António Bica propõem modelo alternativo ao neoliberal

Para António Bica, o modelo atual não satisfaz as necessidades do colectivo. Esta obra  surge da necessidade de refletir sobre a crise de 2008 e as suas consequências e, simultaneamente, procura encontrar soluções alternativas para um futuro melhor.Como referiu o autor, “a economia é para as pessoas e não as pessoas para a economia”.

Em alternativa ao modelo neoliberal, o ex-secretário de Estado da Reforma Agrária, defende um novo modelo “em que as pessoas sejam ouvidas para definir o poder”.“Um entendimento mundial”, capaz de harmonizar os interesses individuais e coletivos dos cidadãos, concertado pelo “conhecimento e pelo desenvolvimento científico e tecnológico”.

António Bica propõe um “não-modelo” na medida em que este novo sistema deve ser, como explica, “evolutivo, flexível e permanentemente ajustado”.

Para alcançar esse novo modelo, o autor considera, essencial “que os sectores estruturantes da economia estejam em mãos coletivas” e que a “economia não deve parar”, pois esta situação. “leva à morte do sistema”. António Bica defende emprego para todos. Como referiu, “quando eu ponho cinco pessoas no desemprego as outras empresas também vão fazer o mesmo e quando eu as ponho no desemprego, diminui a capacidade de compra, e diminuindo a capacidade de compra, o que é que esta gente faz ao que produz?”. Seguindo este caminho, o autor acredita que é possível “trabalhar cada vez menos, produzindo cada vez mais, cada vez mais em harmonia e com mais conhecimento”.

António Bica, num discurso marcadamente optimista, acredita no progresso e num futuro melhor. Para isso, como explica, importa evitar “duas loucuras”: uma terceira guerra mundial e um desequilíbrio ecológico irreversível que possam aniquilar a espécie humana. A mudança, como referiu deve ser, portanto, pacífica e com base no conhecimento e no progresso.Redação Gazeta da Beira

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