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Nazaré Oliveira

COISAS E GENTE DA MINHA TERRA

Nas três últimas décadas do século passado, publiquei no jornal da Terra, “Tribuna de Lafões”, mais de uma centena de artigos, a maior parte sobre História do Concelho e da Região, outros a que dei por título Coisas e Gente da Minha Terra, conjunto de crónicas da vida sampedrense. Já neste século, procurei dar continuidade a essa publicação, umas vezes no “Notícias de Lafões”, outras vezes na “Gazeta da Beira”. Uma grave crise de saúde obrigou-me a suspender os trabalhos de investigação e a escrita. Só há pouco tempo pude retomar as minhas leituras. Esta a razão por que só agora me foi possível ler na íntegra o livro Revisitação da autoria do Dr. António Moniz Palme, que, pelo autor e pela temática, se enquadra perfeitamente nas Coisas e Gente da Minha Terra.

É um belo livro cuja leitura me deliciou. Pelo conteúdo e pela forma. Para além de abordar temas de natureza histórica, aborda, em boa parte como experiência das suas vivências pessoais, factos e figuras da vida sampedrense do passado. Pela forma, porque é um livro muito bem escrito, com estilo próprio e grande riqueza vocabular, em que as acções são sempre expressas pelo verbo mais adequado e a adjectivação rica e variada, onde não falta uma ironia fina ou o comentário jocoso, o que torna a leitura muito agradável. O Dr. António Moniz Palme é um bom narrador. Mas é muito mais do que isso. É um prosador.

A leitura deste livro despertou no meu espírito vivências da minha juventude, que recordo com saudade e, de certo modo, motivaram este escrito. Refere-se o autor à Casa da Música, “amplo compartimento existente abaixo do jardim de baixo, no meio das leiras (…) onde a Filarmónica ensaiava”, por cedência graciosa da família Moniz.

Um dia, ou melhor, uma noite, o meu pai levou-me a assistir a um ensaio da Banda. Lá me sentei, de olho aberto e ouvido à escuta, para ver como era. A reger o ensaio, o meu tio e padrinho António Nazaré; a tocar alternadamente clarinete e flauta, o meu pai Manuel Oliveira; trompete, o meu tio Alípio; saxofone, o Ramiro Oliveira, primo de meu pai; a tocar caixa, o Fernando Porrinhas, também primo de meu pai. Cinco músicos do meu sangue! Havemos de concordar que era uma boa percentagem da Filarmónica. E, ironias da vida, como “em casa de ferreiro espeto de pau”, eu, filho de músico e, para mais, sobrinho do regente, não distingo uma semifusa de uma colcheia. Mas, além da minha gente, havia mais. O Teles, que com alma malhava no bombo; o Evangelista, que soprava no trombone com bofes de cavalo; o Zé da Caldeiroa, o Zé do Pico, o Fernando da Caldeiroa e outros de cujo nome já não me lembro. Alguns destes músicos transferiram-se mais tarde para Bandas da primeira divisão (como hoje se diz no futebol), não a troco de avultadas quantias mas a troco de um emprego melhor. O Zé da Caldeiroa foi feito sargento, para tocar na Banda da Guarda Nacional Republicana; o meu tio Alípio, a troco de um emprego no Barreiro, foi para a Banda da Carris; o Fernando da Caldeiroa, hábil costureiro, foi para uma Banda do Ribatejo e para um conjunto, onde o vi tocar vestido de campino.

Os músicos que citei e constituíam a coluna vertebral da Banda eram os da velha-guarda, feitos pelo Senhor Vigário. E quem era o Senhor Vigário? Nem mais nem menos do que o “Pai da Filarmónica”. Foi o antecessor do Cónego Isidro. Natural de Cambra, chamava-se Padre João Rodrigues Pereira, mas toda a gente o tratava por Senhor Vigário. Veio paroquiar S. Pedro do Sul em 1907. E por aqui ficou até ao dia em que o Senhor o chamou a Si, em 7 de Dezembro de 1943, precisamente no dia em que se completavam 36 anos da sua entrada na paróquia. Trinta e seis anos é tempo bastante para que a vida de muitas gerações a ele ficasse ligada. A quantos ministrou o baptismo, a primeira comunhão, casou, deu a extrema-unção e encomendou a alma! Conheci-o já na última fase da sua vida. Septuagenário. Alto, o seu arcaboiço físico e moral, o seu vozeirão de baixo profundo impunham respeito. Recordo-o nas procissões, imponente e solene, e pela Páscoa, desdobrando-se numa actividade constante, desde a celebração das endoenças até à visita pascal, que levava a rigor. E quem não se lembra das homilias de domingo? Era um homem austero e senhor da sua verdade, que mais não era do que a verdade do Evangelho. Quando na paróquia as coisas não corriam de acordo com as regas, na missa de domingo subia ao altar de viseira carregada. As sobrancelhas anunciavam sinais de borrasca e, na homilia, lá vinha a rabecada. Não era homem para diplomacias. Não condescendia com posições ou convenções sociais. A verdade saía cá para fora, nua e crua, sem rodeios. Até as fiéis devotas, quando sentiam que a coisa era com elas, baixavam os olhos, menos a D. Eurídice, que se mantinha firme como um sargento à frente da sua tropa. Todos enfiavam a carapuça e ninguém se atrevia a contestá-lo. A verdade e o respeitinho pelo Senhor Vigário tinham muita força. Mas a sua austeridade não excluía bondade. Recordo a catequese e as suas manifestações de ternura para connosco. Quando a sua pesada manápula afagava as nossas cabeças, era como se a mão de Deus pousasse sobre nós. E, na minha imaginação ingénua de criança, eu chegava a pensar que, se Deus tinha figura, deveria parecer-se com o Senhor Vigário. Da minha relação pessoal com ele guardo a recordação de um episódio inesquecível. Aproximava-se a primeira comunhão. Uma tarde, o Senhor Vigário chama-me à sacristia e diz-me: “Como tens boa memória, serás tu capaz de decorar umas palavrinhas para dizeres aos teus companheiros no dia da comunhão?” Hesitante, lá disse que sim. Entregou-me dois linguados de papel com as palavrinhas. Lá encasquetei o arrazoado e, no dia da comunhão, subi ao altar e comecei: “Companheiros e companheiras, chegou enfim o dia venturoso da nossa primeira comunhão…” E, por aí a diante, lá debitei o resto. A memória não me atraiçoou e o sermão saiu direitinho.

Para além da sua actividade pastoral, desempenhou o Senhor Vigário um importante papel no campo social e cultural. E cá estamos na Música. Numa altura em que a Banda, então pertencente aos Bombeiros Voluntários, estava prestes a extinguir-se por falta de executantes, o Senhor Vigário deitou-lhe a mão e não a deixou morrer. Não havia músicos mas ele “fabricou-os”. Assumiu a regência, fez escola e ensinou os (naquele tempo, eram só “os” e não “as”) jovens sampedrenses a solfejar e a tocar instrumentos. A avaliar pelas idades do meu tio e do meu pai (que mais tarde vieram a ser regentes da Banda) foi isto há um século.

Mas, além da música, o Senhor Vigário tinha outro vício: a caça. Quando era novo, fora um caçador de nomeada. Pernas de galgo a calcorrear os montes, rápido no gatilho, não havia perdiz que escapasse ao seu olho certeiro ou láparo que se esgueirasse ao chumbo da caçadeira. Quando o conheci, já não ia tão longe. As pernas e o reumático já não ajudavam. Mas, enquanto teve forças, não resistia e, de quanto em quanto, lá ia ele matar o vício, acompanhado pelo Zé Vigário (que dele tirava a alcunha), sua ordenança nestas e noutras andanças. Mas os anos não perdoam e o Senhor Vigário aproximava-se do fim. Revejo-o a subir a Praça, lento, pesadão, pé de chumbo, parando a meio da subida, a tomar fôlego para vencer a rampa.

Morreu há 74 anos. Que o Senhor, a quem longo tempo serviu, o tenha junto de Si!

 

No próximo número, voltaremos à minha presença juvenil no ensaio da Casa da Música e a outra personagem.

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