Ministro Adjunto visitou Vouzela

Deslocação visou mostrar recuperação do concelho no pós-incêndio

 

O Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, deslocou-se, na passada sexta-feira, dia 23 de março, ao concelho de Vouzela.

Tendo como tema principal a recuperação do concelho depois dos incêndios de outubro, o enfoque da visita recaiu sobre o desenvolvimento rural e o investimento empresarial.

Durante a tarde, o ministro Pedro Siza Vieira acompanhado pelo presidente da Câmara, Rui Ladeira, visitaram o Parque de Campismo de Vouzela, participaram da entrega de animais a produtores locais, visitaram instalações agrícolas em fase de recuperação, visitaram uma casa de habitação já reabilitada, na localidade de Confulcos, as obras de construção da empresa Systeel, na zona industrial de Vasconha – Queirã e os trabalhos de terraplanagem tendo em vista a implantação da empresa Efecty Kvita entre outras empresas na zona industrial de Vouzela.

“Esta foi uma visita para dar conta da realidade recente deste concelho. Mostrámos ao ministro Pedro Siza Vieira o impacto dos incêndios de 15 de Outubro, mas ao mesmo tempo demos a conhecer o trabalho de recuperação e do nosso esforço coletivo. Temos procurado, dentro daquilo que são as nossas possibilidades, com o apoio do governo, do país e da comunidade emigrante, dar resposta às necessidades que emergiram desta situação catastrófica, e que são a vários níveis”, disse na ocasião o presidente da Câmara, Rui Ladeira.

O autarca aproveitou a visita do ministro para passar algumas das preocupações que sente ainda no contexto dos incêndios. “A recuperação das segundas habitações é para nós fundamental, pelo impacto positivo que têm na economia local, criam riqueza e movimento ao longo do ano; a execução do cadastro do território deve ser também prioritária, bem como a criação da bolsa de terras, um projeto muito importante para assegurar a gestão dos espaços rurais ”.

Rui Ladeira alertou ainda para a importância da redução das portagens, factor que considera “fundamental para a competitividade do interior”, e da necessidade de afinar os modelos dos territórios de baixa densidade, “tratando todos de maneira igualitária e respeitando as especificidades de cada um”, concluiu.

Situação que encontrou eco no Ministro Adjunto que defende um modelo diferenciado. “É preciso perceber o que faz sentido em cada território, porque um único modelo não pode servir para todos”, sublinhou na ocasião.

Segundo Pedro Siza Vieira, o desenvolvimento do interior é uma tarefa nacional, sendo que “um país que cresce desequilibrado é um país que não cresce bem”.

“Este é o momento para aproveitarmos a atenção da comunidade nacional para os problemas do desenvolvimento do interior e gestão do território para conseguirmos, por uma vez, alinhar vontades políticas” concluiu.

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