Mata do Castelo vai ser requalificada

Quer ser floresta modelar, dento de uma década

O Município de Vouzela vai requalificar a Mata do Castelo, floresta situada nas proximidades da vila de Vouzela, numa área superior a 46 hectares. Rui Ladeira destaca a importância deste projeto, “este é uma requalificação que o Município de Vouzela sempre ambicionou. No prazo de uma década queremos ter ali uma floresta modelar, daquilo que é a prevenção de incêndios, que é o nosso objetivo, mas também, torna-la atrativa e com a qualidade ambiental que queremos proporcionar a quem nos visitar. Isto porque, estamos a falar de ma mata que une eixos que são fundamentais: Parque de Campismo; alto do monte da Senhora do Castelo, Termas de S. Pedro do Sul, Vila de Vouzela e A25”, justifica.

mata

O autarca explica que a requalificação da mata “é um projeto estruturante e arrojado. A solução final não é um estalar de dedos é um trabalho longo que vai ter que ser feito ao longo da próxima década”. Como explica, os trabalhos compreendem, numa primeira fase, o corte das espécies invasoras (mimosas e austrálias) e o controlo químico das mesmas.

Já numa segunda fase, como acrescenta o autarca, vai proceder-se “à arborização muito rigorosa da área, com plantas autóctones”. Carvalho alvarinho, castanheiro, sobreiro e cipreste-do-Buçaco são alguns exemplos.

O projeto vai ser apoiado pelo PRODER e ronda os 220.303 euros, sendo que o valor do financiamento de 176.242 euros. Os trabalhos devem avançar depois da conclusão da hasta pública de árvores levada a cabo pelo ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que se prevê acontecer em fevereiro.

Esta intervenção conta com o apoio científico da Escola Superior Agrária de Viseu e do ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas). Rui Ladeira conta ainda com um apoio fundamental: o voluntariado. “Não é preciso ter experiência e preciso ter vontade. Se existir a vontade dos munícipes Vouzeleses, do cidadão comum que ama e quer que a natureza prevaleça com qualidade e que possamos ter um legado exemplar para transmitir às gerações vindouras, conseguiremos, ter uma floresta mais rica e com mais biodiversidade”.

 Redação Gazeta da Beira

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