Lafonenses, candidatos às legislativas, defendem o fim das portagens na região
Gazeta da Beira e VFM organizam debate com lafonenses candidatos às legislativas
A poucos dias das eleições legislativas, a Gazeta da Beira e a VFM organizaram, juntas, um debate que colocou frente a frente os candidatos lafonenses ao ciclo de Viseu, dos vários partidos com assento parlamentar na Assembleia da República. Em cima da mesa esteve o futuro da região para os próximos 4 anos. As portagens em Lafões foram o tema que marcou a iniciativa, com os candidatos da Coligação Portugal à Frente, PS, CDU e Bloco de Esquerda a defenderem o fim das portagens ou, pelo menos, uma descriminação positiva para o Interior. Leia aqui, na Gazeta da Beira, as principais conclusões do debate, ou a qualquer momento, ouça o debate, na íntegra, na página da internet da VFM.

As portagens foram o tema que marcaram o debate. Da direita à esquerda todos os candidatos lafonenses defenderam que o fim das portagens em Lafões, nomeadamente na A25 e à A24, são importantes para as famílias e para as empresas.
Miguel Martins candidato pela lista da CDU em Viseu. Destaca a luta que a coligação tem travado “em prol de uma acessibilidade” que considera fulcral para as famílias e para as empresas. Miguel Martins dá o exemplo concreto da A25. “Na altura, quando foi construída, argumentavam que serviria para reduzir a sinistralidade, que não iria ter custos para o utilizador e afinal de contas foi uma grande burla para a população do distrito e para as empresas que se fixaram em Lafões com vantagens competitivas que hoje não têm”, destaca.
António Luís, candidato da Coligação Portugal à Frente, reconheceu a importância de terminar com as portagens na região e mostra-se confiante no futuro. “Essa porta está aberta, estamos num período de recuperação que nos permite, de facto ter esta esperança. Não sei se é possível a isenção, até porque, existem acordos que estão feitos, nós herdamos uma situação extremamente difícil em termos de contratos que estão estabelecidos, mas pelo menos uma descriminação positiva relativamente à posição do Interior é necessária”, defende.
Já João Fraga, candidato pelo Bloco de Esquerda sublinhou que “sem uma alternativa digna e segura está-se a coartar a mobilidade das pessoas, coartar mobilidade das pessoas é restringir a liberdade das pessoas”. O candidato considerou, portanto, que as portagens são um fator de desigualdade social e territorial. “Verificamos a privatização de uma estrutura pública que vem condicionar o desenvolvimento económico. Logo que possível, deve haver isenção, as autoestradas são uma estrutura muito importante do ponto de vista público”, defendeu.
O último a intervir sobre este ponto foi Pedro Mouro, candidato pelo Partido Socialista. Como defendeu é preciso dar um sinal para atenuar as desigualdades entre o Interior e o Litoral. “É essencial esta abolição, ou, no limite, haver uma descriminação positiva para as empresas locais e para os residentes. É nesse sentido que os lafonenses devem trabalhar independentemente das cores partidárias”, referiu. Mouro destaca, ainda, a componente turística. “Esta mudança seria ainda muito importante do ponto de vista turístico, para que as pessoas nos possam visitar sem custos demasiados com a deslocação”, refletiu.
Redação Gazeta da Beira
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