Juntas sampedrenses não desistem e continuam a lutar pelas equipas de sapadores
ICNF continua sem se prenunciar
Tudo na mesma. As quatro juntas de freguesia de S. Pedro do Sul ainda não receberam qualquer resposta por parte do ICNF. O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, recentemente, informou as equipas de sapadores florestais que iria cortar parte do financiamento. As juntas de Freguesia de S. Pedro do Sul recorreram, mas ainda não têm qualquer resposta. Os autarcas avisam: assim será muito difícil sobreviver. Prometem não baixar os braços e já pediram, inclusive, uma reunião com carácter de urgência com o diretor-geral do organismo.

As Uniões de Freguesias de São Pedro do Sul, Várzea e Baiões e de Santa Cruz da Trapa e S. Cristóvão de Lafões; Sul e Pindelo dos Milagres. As quatro autarquias na mesma situação. Como a Gazeta da Beira anunciou anteriormente, O ICNF informou as Juntas que iria cortar substancialmente o apoio dado por cada equipa de sapadores. Em causa, recorde-se, o vínculo dos sapadores que estão efetivos e que este organismo do Estado considera serem responsabilidade das Juntas. As autarquias recorreram de imediato, mas, até a data nenhuma resposta.
Os autarcas prometem não desistir e recentemente reuniram com o Presidente do Município, o responsável pelo ICNF a nível distrital, e representantes dos gabinetes jurídicos e florestais da autarquia, no Salão Nobre do Município. Desse encontro, como nos relata António Paulino, saíram duas conclusões. Por um lado a solidariedade do Município relativamente a este problema, por outro a convocação com urgência de uma reunião com o diretor geral do ICNF. As diligências já foram tomadas, mas não há, ainda, qualquer data marcada ou resposta.
António Paulino volta a reforçar. “Sem o apoio do ICNF será muito difícil continuar”. E levanta mesmo a hipótese desta situação ser “uma questão política”. O Presidente da União de Freguesias de São Pedro do Sul, Várzea e Baiões deixa o desejo. “Espero que o futuro Governo tenha outra sensibilidade relativamente à natureza e às florestas”.
Neste momento, aos sapadores resta-lhes esperar. Cada equipa de Sapadores Florestais custa por ano cerca de 70 mil euros. O apoio do Estado, agora em causa, era de 50%.
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