João Semana

Regressando ao assunto da alimentação humana

Sobre o assunto da alimentação humana, há que não esquecer que a alimentação é a chave básica da saúde. As regras principais são comer moderadamente sobretudo vegetais, incluindo fruta, pequenas quantidades de alimentos de origem marinha e dos rios e ainda menores de outros animais. Dos alimentos há que usar sem excesso, nomeadamente os gordos. Deve prestar-se também cuidado ao trânsito intestinal. Para isso as refeições diárias devem incluir suficiente quantidade de fibras vegetais que pode ser aumentada adicionando farelo, nomeadamente de trigo, que se vende em estabelecimentos de bens alimentares, farinha de linhaça e outros. Para prevenir a ingestão de alimentos em excesso convém cada um pesar-se todos os meses, passando a comer menos se o peso tiver aumentado além do normal, ou comendo mais se descer desse nível. Quem tiver esse cuidado, que só exige atenção, viverá com melhor saúde durante muitas décadas, evitando excesso de açúcar no sangue e de gordura corporal, com o consequente entupimento das artérias do coração, do cérebro e outras partes do corpo, mau funcionamento das articulações, nomeadamente da anca, dos joelhos, da coluna vertebral e dos braços.

Estas regras de cuidado com o corpo admitem excepções, desde que distanciadas no tempo. Numa festa pode a regra ser quebrada, desde que sem grande abuso e que os dias de festa não se repitam com frequência.

As recomendações não substituem a atenção que cada um deve prestar ao seu corpo. Quase sempre se está a funcionar mal, o corpo dá sinal por dor, enjoo, tonturas e outras manifestações. A esses sinais de alarme deve prestar-se atenção. Ou se entende a razão por que o corpo dá sinal, ou ir ao médico para o interpretar e se tomar as medidas necessárias para corrigir a disfunção.

Os cuidados referidos para se comer equilibradamente e beber quantidade suficiente de água, além da ingerida em outros líquidos e na comida, não dispensam exercícios físicos durante a vida. Acima dos 50 a 60 anos de idade isso não deve ser descurado. Não é obrigatório frequentar ginásios nem praticar desportos. Basta todos os dias, durante meia hora, fazer exercícios que activem todos os músculos e articulações. Para isso não é preciso ter aparelhos de ginástica nem frequentar ginásios.

Estes e outros cuidados pessoais com a saúde, embora não livrem de morrer, que tudo o que nasce morre, são grande contributo para que cada um viva mais anos sem doenças crónicas incapacitantes causadoras de sofrimento permanente e com sobrecarga dos familiares, se não tiver de ir para um lar, que é enfermaria de velhos à espera da morte.

Aos serviços primários de saúde deveria competir acção mais activa na para prevenção de doenças, convocando regularmente cada cidadão aos centros de saúde antes de adoecerem para verificar se quanto ao peso, ao açúcar no sangue e à tensão arterial há desvios significativos. Havendo, deverão agir pedagogicamente, procurando que esses desvios sejam corrigidos, para não adoecerem em consequência deles.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.