João Gralheiro
Terrorismo e Democracia
Falar da Grécia é hoje muito mais do que dívida, pagamento, euro e união europeia.
Hoje, Grécia é sinónimo de dignidade e esperança dos povos. É a afirmação da democracia e liberdade contra os poderes de facto não democráticos e contra o medo.
É de relevar que quando mais de 60% dos eleitores votaram, conferindo mais de 60% dos seus votos a um projeto que afronta os poderes instituídos do capital, os fazedores de opinião ao serviço da voz do dono, apenas destilaram ódio, não se coibindo de continuar e aperfeiçoar a arquitetada campanha contra a dignidade de um povo, onde as mentiras e as meias verdades servem para o fim que os seus patrões visam alcançar: o de continuar a sugar o sangue dos povos, para o enriquecimento de uma cada vez mais pequena elite de acumuladores de capital.
Instalar o medo, propalar o caos, anunciar e criar climas propensos a golpes militares é, para eles, democrático.
Felizmente houve quem denunciasse esse tipo de comportamento, usando a mais adequada palavra existente no vocabulário. Isso é terrorismo.
A única diferença que hoje poderemos verificar na coação usada contra a dignidade dos povos, pelos terroristas e pelos funcionários ao serviço dos mercados, vamo-la encontrar nos meios: uns usam balas e os outros usam poderosíssimos meios de comunicação social e instituições que dominam.
Em democracia há sempre alternativas.
O povo Grego abriu as portas para uma nova Europa. Uma Europa de Estados onde o respeito por quem trabalha se sobreponha a quem apenas sabe viver do jogo de casino da especulação.
Este ano os portugueses irão eleger uma nova Assembleia da República. Assomamos de uma vez por todas a nobre letra do nosso hino e marchemos contra os canhões do medo, mostrando ao mundo que, também nós, queremos outras políticas, verdadeiramente alternativas.Redação Gazeta da Beira
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