João Gralheiro

“Hoje quem manda nos media são os grupos económicos”

Meu caro Leitor, interpelo-o a si, à sua memória: que notícias se lembra terem sido difundidas pelos principais meios de comunicação social no passado sábado, dia 6 de junho?

A vitória do Barcelona sobre a Juventus. A Convenção Nacional do PS. A contestação dos clientes lesados do BES num comício do ppd/cds.

Acontece que no dia 6 de junho de 2015 a CDU organizou uma Marcha Nacional sob o lema “A força do povo. Todos à rua por um Portugal com futuro”, que juntou em Lisboa mais de cem mil pessoas, vindas de todo o país.

Se sobre futebol, ps, psd e cds a comunicação social foi pródiga em imagem, texto e comentários, já sobre a enorme manifestação de portugueses que desfilaram pela Liberdade de uma avenida, rumo à praça da Restauração da nossa independência, contra toda e qualquer troica interna ou internacional, foi excessivamente avara, ao ponto de, nalguns desses órgãos, nem sequer tal facto ter sido merecedor de notícia.

Não me venham com a gasta cassete da independência editorial. Se há coisa que hoje não se pratica na comunicação social pátria é esse indispensável valor democrático. Hoje quem manda nos media são os grupos económicos que suportam e fazem perdurar a governação dos partidos do denominado arco da governabilidade, que, com as suas políticas, os enriquecem, levando este povo à miséria em que hoje vemos lançados tantos e tantos dos nossos compatriotas.

Eles sabem quem lhes enche os bolsos, quem faz as leis para serem absolvidos dos crimes que praticam e também sabem bem quem terminará com esta fartar vilanagem.

É exatamente porque têm medo que o Povo dê o seu voto à CDU que ocultam ou menorizam as iniciativas dos partidos que integram esta coligação.

Pensam que metendo a cabeça debaixo da areia a tempestade acaba.

Está nas nossas mãos fazer Futuro e mostrar que a História é de quem a faz.Redação Gazeta da Beira

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