João Gralheiro

Haverá coragem?

Confesso não perceber que valores poderão levar jovens a, sem aviso prévio, à falsa fé, matarem outros como eles, que descontraidamente se encontram a conversar, namorar, beber um copo, ouvir um concerto, passear, disparando vezes sem conta rajadas de tiros ou fazendo detonar explosivos, ao grito de “allah hu akbar”.

Há cerca de 800 anos, quando os cruzados chegaram às portas de uma cidade do sul de França, quem os comandava disse para matarem todos os que nela viviam, ao que um dos seus oficiais o terá questionado sobre o que fazer às mulheres e crianças, tendo-lhe ele respondido: “Matem-nos a todos. Deus saberá reconhecer os seus”.

Como é possível que 8 séculos depois, a França da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, torne a ser alvo de uma chacina motivada por questões religiosas?

Um político de importância planetária, o Papa, recentemente disse que vivíamos uma guerra mundial travada por episódios.

No imediato, mais importante do que esmiuçar as grandes explicações teleológicas interpretativas do injustificável, talvez tão decisivo como os bombardeamentos, dever-se-ia impor a quem assume que foi declarada guerra aos povos e países que se revêm nos valores matriciais da civilização ocidental neste início do século XXI, que, de uma vez por todas, impeça que aqueles que nos querem fazer guerra continuem a aceder aos fundos financeiros que têm vindo a utilizar nesta sua cruzada dos tempos modernos, bloqueando cidadãos, empresas e estados que, de algum modo, fossem contribuintes nesses fluxos financeiros, deixando de lhes comprar o petróleo e o mais que eles têm vindo a vender, acabando, de uma vez por todas, com as praças e instituições financeiras onde se sabe ser lavado o dinheiro proveniente desses negócios ilícitos, designadamente as offshore.Redação Gazeta da Beira

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