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João Fraga de Oliveira

Fogos invisíveis III

“Outra vez?” – dirão os(as) leitores(as) perante este título.

Com razão. De facto, já o utilizei aqui na GAZETA DA BEIRA, num artigo de 2010 (edição de 16/9/2010) e noutro de 2016 (edição de 14/9/2016).

Neste último artigo (2016), no último parágrafo, avisava: “temo que o título deste artigo de há seis anos, ainda que com outra numeração crescente (III, IV, V…), se mantenha actual por muitos anos.”

As circunstâncias, infelizmente, levam-me à confirmação dessa “profecia”.

Não propriamente as circunstâncias da catástrofe de Pedrógão Grande que, essas, pela dimensão avassaladora das suas consequências humanas e sociais, me impõem respeito e silêncio, quer pelo luto das famílias das vítimas, quer por dever (ainda) de espera do resultado da reflexão serena, sustentada e consequente de quem de direito.

Mas, certas circunstâncias dos fogos florestais em geral, visto que, continuando estes a ser dramaticamente visíveis, encerram também neles (ou relacionadas com eles) muitas coisa “invisíveis” que, importantes, essenciais mesmo, quanto às quais urge que nelas se repare (não basta olhar ou, mesmo, ver; como há quase 600 anos avisou el-rei D. Duarte, no Livro dos Conselhos: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”).

Por exemplo (não exaustivo), é necessário reparar no quanto é “invisível” que:

1) Os incêndios florestais não são “apenas” um risco objectivo, pelo que deles pode decorrer de risco para as pessoas (e, concretamente, para a sua saúde, integridade física ou, mesmo, vida) e bens mas, também, um risco subjectivo, pelo que a probabilidade deles se desencadearem, alastrarem e desenvolverem pode projectar (como, de facto, projecta) de ansiedade e medo nas pessoas, sobretudo se sem sustentada e evidente garantia da sua prevenção e da eficácia protectora do seu “combate”;

2) Os incêndios florestais, muito mais do que um problema militar, policial ou administrativo, são um problema eminentemente social. Nas suas consequências, claro, tragicamente evidentes; mas também, ainda que mais invisivelmente, nas suas causas (abandono, por depauperamento económico e social, da agricultura e da floresta; falta de ordenamento e de acompanhamento desta, envelhecimento; desaparecimento ou perda de qualidade dos Serviços Públicos descentralizados; enfim, desertificação e desumanização do interior);

3) Os incêndios florestais não são (só) um problema micro, do foro individual dos (pequenos) proprietários da floresta (que, eventualmente, não a limpam e ordenam, muito por incapacidade física ou económica) mas, essencialmente, um problema macro, do foro do Estado, porque de inexistência, insuficiência ou inadequabilidade de políticas e práticas de organização, ordenamento (no seu sentido abrangente) e acompanhamento próximo e permanente da floresta, bem como de envolvimento social por via de sensibilização e estímulos e apoios técnicos (por exemplo, ao emparcelamento e à limpeza comunitária, ao aproveitamento da biomassa, etc.), sociais, fiscais e económicos à sua aceitação, manutenção e desenvolvimento;

4) Os incêndios florestais são, nas suas consequências, nas suas causas, na sua prevenção e, mesmo, no seu “combate”, um problema essencialmente local e não nacional;

5) Os incêndios florestais são, nas suas consequências, nas suas causas e, sobretudo, na sua prevenção, um problema essencialmente estrutural, permanente. E não um problema , “apenas” conjuntural, episódico;

6) Os incêndios florestais, apesar da sua visibilidade ofuscante de Verão, estão, (potencialmente) a “arder sem se ver” muito antes (e depois) do Verão. Pelo que, então, não prevenindo (ou até agravando) deles o risco, se faz, se desfaz ou se deixa de fazer;

7) Os incêndios florestais têm sido reflectidos essencialmente (se não exclusivamente) pelo paradigma do seu “combate” [havendo que especiamente destacar nisso o (sobre)esforço, e mesmo o (sobre)sacrifício, dos bombeiros], com desprezo objectivo pelo paradigma consequente da sua prevenção;

8) O problema dos incêndios florestais, pelo que decorre dos “invisíveis” pontos anteriores, carece de que, essencialmente, seja o paradigma da prevenção a condicionar o seu “combate”. E não, como tem sido visível, de que seja (tenha que ser) o seu “combate” a determinar (e mesmo a substituir) a sua (não) prevenção;

9) Os incêndios florestais, só se desencadeiam, desenvolvem e “combatem” num “teatro de operações” (“TO”) nas comunicações via rádio. Realmente, ontologicamente, desencadeiam-se, desenvolvem-se e “combatem-se” na floresta, com tudo o que esta tem (e deve ser considerado) de essencial e naturalmente florestal (e, necessariamente, também biológico, ambiental, geográfico, orográfico, económico, humano, social, etc.);

10) O fogo não é um (o) “inimigo” mas um ancestral amigo da Natureza (de que o homem faz parte), cuja amizade pode degenerar em ódio destruidor quando desprezado, ostracizado, abandonado ao risco dos seus “comportamentos desviantes”. Os quais, verdadeiramente – também os fogos “são eles e as suas circunstâncias” -, lhe foram induzidos e mesmo despoletados pela acção (ou omissão) do homem;

11)  O “combate” aos incêndios florestais, se necessário, muito mais do que um problema de quantidade, “peso” e permanência dos meios técnicos, é, essencialmente, um problema de qualidade e (mormente) rapidez da resposta inicial. E, daí, de planeamento, organização, vigilância, qualificação e permanente disponibilidade de pessoas e de adequabilidade e ligeireza (no duplo sentido da sua estrutura e da sua rapidez de intervenção) dos meios técnicos nele envolvidos;

12) Assim, do que, “invisível”, precede, talvez que, ainda que também “invisível”, haja um equívoco quanto a incêndios florestais (ainda que só quanto a estes) nos conceitos que definem a sigla do respectivo enquadramento departamental do Estado que prepondera neste domínio, ou seja, na sigla ANPC – Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Isto na medida em que o A deva ser entendido muito mais como serviço (serviço público) do que como poder de “autoridade” (administrativa, policial ou militar) sobre (e muito menos contra) as pessoas e a Natureza; em que o N deva ser entendido muito menos como nacional e muito mais como local; em que o P deva ser entendido, sim, como de “protecção” mas muito mais de protecção pela prevenção do que protecção (quase) só pelo “combate”; em que o C deva ser entendido, sim, como “civil” mas no sentido de articulação (inter)organizacional, técnica, tecnológica e de gestão e não no sentido de preponderância ou sobreposição (e muito menos contraposição) organizacional e, funcionalmente, de rígida hierarquização administrativa(ista) ou militar(ista).

Os factos demonstram que o que emerge (se aceite como emergente, é claro…) de pelo menos esta dúzia de reflexões tem sido mais ou menos “invisível”. E, no entanto, tudo isto (ainda que não só isto, é óbvio que muito mais) é importante, é mais ou menos essencial, porque de ordem humana, social, ambiental e económica. Portanto, essencial para a sociedade e para o Estado

E daí que, por cidadania, não se possa deixar de tentar contribuir para que se “veja” melhor, para que (também) seja “visto”, conhecido (e sobretudo reconhecido) pelas pessoas e pela Política (com maiúscula…). Até porque, sobretudo em democracia,  são justamente as pessoas e a Política que são o “coração” da sociedade e do Estado.

Ora, “o essencial é invisível para os olhos: só se vê bem com o coração”, como, sempre esperta, nos garante a raposa em “O Principezinho”, o magistral livro(inho) de Antoine Saint Exupéry (França, 29/6/1900 – 31/7/1944).

Publicado há mais de 70 anos (em 1946), “O Principezinho” continua a ser indispensável a qualquer pessoa, dos sete aos cem anos: a partir dos sete, que é quando se aprende a ler; a partir dos cem, que é quando se começa a aprender alguma coisa sobre a vida.

Inclusive sobre fogos florestais, sobretudo sobre os “invisíveis”.

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