João Gralheiro

Os Mercenários e os Homens Livres

É importante conhecermos a origem etimológica das palavras que usamos, pois daí poderá advir a compreensão do seu mais profundo significado.

Vem isto a propósito do substantivo “gravata”, que tem a sua origem no francês, cravate, que é uma corruptela de croat.

Na guerra dos 30 anos o Rei de França contratou mercenários croatas para lutaram ao lado dos seus soldados, que usavam, para os distinguir dos franceses, uma tira de pano ao pescoço.

Assim, na sua origem a gravata está intimamente ligada aos mercenários, àqueles que sem escrúpulos se vendem.

Hoje, nos rituais sociais, designadamente nos que ocorrem em ambiente institucional, os seus protagonistas quase e sempre usam gravata.

A carga simbólica que daí deriva não deixa muitas dúvidas interpretativas: quem assim atua aceita agir como alguém que se vendeu a outrem, que isso impos.

Há, porém, uma virtude: ficamos a saber quem são os mercenários e os Homens Livres.

Neste império europeu em vias de colapso, vemos os políticos com gravata. Felizmente há-os que não a usam: os Sr.s Tsipras e Varoufakis.

Enquanto os engravatados Passos e Portas atuam como verdadeiros mercenários ao serviço do diretório germânico, lacaios servis cumpridores das ordens da generala Merkel e dos seus subalternos Dragui, Juncker, Jeroen e companhia, traindo os portugueses que neles confiaram, em razão das mentirosas promessas eleitorais que fizeram, já aqueles políticos gregos afirmam-se como Homens Livres, defensores do seu povo, afrontando os novos ditadores da europa, que não aceitam que um povo sobrano tenha outras opções políticas que não as que desejam.

Vêm aí as eleições e por isso é chegada a hora dos portugueses se afirmarem como povo/nação sobranos, com quase 9 séculos de existência, tirando a gravata e mostrando ao mundo que se respira muito melhor sem a forca no pescoço.Redação Gazeta da Beira

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