História da Igreja de Vila Maior (as palavras arcaicas estão conforme os manuscritos existentes)
Sobre as obras da igreja de Vila Maior - 2018

A primeira notícia de que há conhecimento da igreja de Vila Maior, data do ano de 1258, das Inquisições de D. Afonso III “. Miguel Soar, prelado da Igreja de Santa Maria de Vila Maior, jurado e interrogado acerca do Padroado da Igreja de Vila Maior, disse que Mendo Gonçalves da Fonseca e Estêvão Peres Tavares de Tavares são os “Padroeiros” e apresentam a sua Igreja, juntamente com os paroquianos. ” (Das Inquisições de D. Afonso III) ou “Inquisições Afonsinas”.
Esta informação foi gentilmente fornecida pelo Senhor Dr. Alexandre Alves, de Viseu; segundo o ilustre investigador as duas pedras descobertas no decurso das obras de 1984, quasi ao fundo da Igreja, com uma Cruz e outra com uma inscrição, datam do séc. XIII; segundo a opinião do referido investigador, a Cruz é a da Ordem de S. Tiago de Espada, porque Estêvão Peres de Tavares foi um fidalgo dos maiores do Reino que este tomou parte na conquista de Sevilha aos Mouros no séc. XII e pertencia à Ordem de S. Tiago da Espada que tinha a sua sede em Castela; tanto ele, Estêvão Peres de Tavares, como Mendo Gonçalves da Fonseca eram grandes Cavaleiros da Ordem de S. Tiago de Espada. E como a Igreja, no decorres dos séculos, passou por grandes transformações, a pedra com a dita Cruz, que se supõe ser da Ordem de S. Tiago da Espada, e que seria da Cruz da Consagração do primitivo Templo, teria sido aproveitada e colocada ali, na parede, por cima de outra pedra com uma inscrição ainda não bem definida, e que talvez seja vestígio de um túmulo, ou deste Tavares, ou seus familiares. Essa Cruz e inscrição foi descoberta, assim como a janela do sol, nas obras que se fizeram na igreja em 1984, abaixo citadas, A actual Capela-Mor com a sua cornija exterior tem características do final do séc. XVI para o séc. XVII. O Altar-Mor é do séc. XVIII com características colunas da Renascença “Italiana”; há conhecimento, tirado do Livro do Sêlo; de uma notícia de uma Licença de 5 de Dezembro de 1769, para se benzer o Altar- Mor; em 1788 foi a Igreja objecto de grandes obras de carpintaria. A frontaria é dos fins do séc XVIII, quasi do princípio do séc XIX. O camarim é abarrocado.
As obras realizadas em 1984, quando era pároco o Sr. Pe Custódio de Almeida Rocha, em cima citadas, foram removidas todas as massas das paredes da igreja, ficou a descoberto a janela do sol e no rodapé a cruz de Santiago de Espada, aplicado um lambrim de azulejos em volta das paredes interiores, incluindo toda a capela-mor.
A colocação dos 4 painéis de cada Evangelista, foi na altura em que era pároco o sr. Pe Jorge Carvalhal Pinto.
Em meados de 2017, depois de um estudo por engenheiros e arquitetos da Câmara Municipal verificou-se que toda a cobertura e forro estavam num estado crítico. A humidade entrava e estava a degradar o interior do templo. Era necessário entrar em obras imediatas.
Apesar de não termos conseguido alguma comparticipação do Estado, era preciso pôr mãos à obra. O dinheiro que tínhamos não era muito, já que na mesma situação acabámos de reconstruir a antiga residência paroquial e transformá-la na Casa Pastoral da Cultura, inaugurada nos finais de 2013.
Novamente em administração direta entregámos a obra à Carpintaria Henrique Rocha de
Sendas, alvenaria a Vítor Manuel Ferreira de Almeida de Nespereira Alta ajudado também por Henrique Rocha. O eletricista foi o sr. José Augusto Mouro. Quanto ao pintor que teria o trabalho de pintar o teto da sacristia, do forro da igreja e seu medalhão, assim como o camarim do retábulo da capela-mor, renovar o sacrário por dentro, recuperar o guarda-vento e pintar as paredes interiores da igreja e da sacristia, foi o sr. Jorge Santos de S. Pedro do Sul.
Esperamos que as obras estejam totalmente terminadas no final da 1ª semana de Outubro.
Desejando conhecer melhor estas obras com alguma reportagem fotográfica e, se quiser contribuir com alguma ajuda monetária, contacte www.padrealexandre.pt
Desde já muito obrigado.
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