Francisco Queirós
Portugal sem Rumo; ou país à deriva…
A falta de disciplina a organização, tipicamente portuguesas, estão a tornar-se demasiado evidentes quer no Governo, que no próprio Presidente da Républica. Vem tal descoordenação e conjunto de decisões erráticas na pior altura: porque a Pandemia ainda nos vai dar muito que fazer, porque a Economia está muitíssimo fragilizada por via do confinamento a que fomos obrigados para controlar o COVID 19, o Desemprego está alto, a necessidade de apoios sociais aos mais desfavorecidos ser enorme e muito prolongada e porque a EU finalmente nos proporcionará nos próximos 7 anos fundos de valor muito, muito elevados. Provavelmente tanto desnorte e lirismo vai fazer-nos perder mais uma histórica oportunidade de refundar e tornar prospera/competitiva a Nação.
Vamos lá ver se mais uma vez não “perdemos a liberdade a caminho da glória”!
O Presidente da República, António Costa e o seu Governo não são bons exemplos de disciplina e de organização e, assim sendo, não surpreende que estejam surpreendidos com a evolução do Covid-19 na região de Lisboa. Depois da promoção, nacional e internacional, da falsa ideia de que Portugal era um oásis de saúde pública, vivem agora a desorganização, mais ou menos anárquica, que é a realidade da governação entre nós.
A propaganda sobre a disciplina dos portugueses durante o confinamento deu lugar à realidade de que o medo e o desejo de umas férias parcialmente pagas sem trabalhar, fossem afinal apenas uma compreensível oportunidade para muitos portugueses.
A excelência do Serviço Nacional de Saúde, que conduziu à exclusão ideológica dos privados, é tão só uma política de autopromoção, que transformou dirigentes políticos em especialistas de pandemias, a ocupar o dia inteiro nas televisões.
Não podia ser diferente, nomeadamente em centros urbanos com lares de idosos amontoados em espaços reduzidos, com locais de trabalho sem a disciplina necessária, muita pobreza e alguma sujidade à mistura. Acresce que, desde sempre, o Partido Socialista é o partido do improviso, mestre da palavra fácil e da realidade virtual, sem nenhum sentido de responsabilidade e de ética profissional. Sob o domínio da advocacia e das chamadas ciências sociais, onde os empresários são raros e os gestores são públicos, os modelos de organização são desconhecidos.
Durante algumas semanas, o discurso do Presidente da República e do Governo não jogaram certo com a realidade do País. No fim, o tempo acabou por mostrar o país real, com enormes faixas de ignorância, pobreza e parado no tempo, além de um Governo enorme, constituído por aprendizes de feiticeiro. A cena do Primeiro-Ministro a desautorizar a Ministra da Saúde era previsível, a impreparação conduz sempre à confusão e ao desespero.!
Economia
Com um Governo com estas características e com uma situação económica nunca antes vista, o Presidente da República, o Governo e o PS, em vez de reunirem os empresários portugueses para o combate, fazem planos enormes, burocráticos e inúteis e ajoelham em Bruxelas implorantes da salvação. Ainda não contentes, a salivar pelo dinheiro europeu, desenham projectos mirabolantes, investimentos colossais e já vêem AutoEuropas em cada esquina. Deixo um conselho: neste tempo de uma crise sugiro corram a ler Michael Porter, a fim de concentrar esforços no que sabemos fazer bem, dar prioridade às exportações e aos investimentos bem pensados, que sejam rapidamente rentáveis, como a ferrovia em bitola UIC em direcção ao centro da Europa, como aconselhado pela Comissão Europeia. Atenção! Não falo de TGV, ou de substituir todo o nosso sistema ferroviário, mas apenas uma única ligação que evite que as nossas exportações sejam controladas por Espanha.
Recentemente, o Primeiro-Ministro, numa entrevista a um jornal espanhol, disse o contrário do que aqui proponho: de forma marcadamente ignorante, afirmou que a prioridade portuguesa é a ligação à Galiza, à Andaluzia e para a Europa. Nessa lógica disparata chegamos ao fim da Bitola Ibérica e a partir daí serão os espanhóis a tomar conta de 75% do nosso mercado externo.
Tudo o que fica dito bastaria para destruir como mentiroso o Primeiro-Ministro António Costa e um Ministro da Sucata (Pedro Nuno Santos) se num debate aberto em qualquer canal de televisão. Ambos dele fogem como o Diabo da Cruz!
TAP

O acordo feito pelo Governo com os sócios privados da TAP, cautelosamente mantido tão secreto quanto possível, é reconhecidamente uma obra do PS e do amigo Lacerda de António Costa. Se tudo corresse bem, o Estado fazia de conta que mandava na empresa, mostraria aos papalvos a beleza dos novos aviões, a abundância de turistas e um negócio em crescimento. Mas, como o Governo conhece mal a diferença entre lucros, cash-flow e prejuízos, o ministro limitar-se-ia a dizer coisas sobre prémios. Ou seja, os privados mandavam na empresa e o Sucateiro ministro Pedro Nuno Santos ficava a gesticular sozinho.
Infelizmente, a pandemia chegou e estragou os planos a toda a gente. Os privados tiveram de pedir ajuda baseados nos previsíveis apoios europeus a contas com a pandemia e o ministro Pedro Santos viu ali a sua oportunidade de apanhar a onda, em parceria com o PCP e o Bloco de Esquerda, para nacionalizar a empresa e aproximar-se do cargo de Secretário-Geral do PS. Pois mas a TAP dirigida pelo estado sempre deu prejuízos; Jorge Coelho tentou vende-la, mas sem sucesso.
Para além de se armarem em especialistas em pandemias, os Decisores Políticos não fazem a mínima ideia de como retirar o País do atoleiro em que, com a ajuda do Covid-19, o meteram.
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