Francisco Queirós

Alterações Climáticas e… Os perigosos delírios da Juventude!

Alterações Climáticas e…

Os perigosos delírios da Juventude!

 

Nada me move contra as campanhas tenho nada contra as campanhas pelo ambiente, muito pelo contrário! Afinal se destruirmos esta maravilhosa “Nave Espacial” chamada Terra seremos mais uma civilização perdida… mesmo que pelo meio nos tornemos uma civilização interplanetária não me parece que haja grande futuro para o género humano com a besta indomável do Clima em guerra connosco.

Mas sinto como asquerosos os movimentos de “jovens”, qual deles o mais o mais despropositado e tolo! O Ocidente conheceu grandes movimentos de jovens, sobretudo nos anos 60/70 e até 80 e os resultados não foram brilhantes, pelo contrário!

Ninguém de bom senso põe em causa a evidência das alterações climáticas. Já sobre quais são os mecanismos exactos por detrás dessas alterações só temos hipóteses, porque hipóteses é tudo o que conseguimos ter sobre uma realidade tão complexa como é o clima. E quando entramos na definição de soluções e ainda mais na sua aplicação política, a incerteza aumenta exponencialmente. Portanto, mais ainda neste assunto do que noutros mais simples (como, digamos, o controlo da dívida soberana), querer passar da evidência do fenómeno para a sua solução com três frases voluntaristas é uma demonstração, evidente em si mesma, de tolice.

O Estudo atento da evolução Geológica e Climática do nosso Planeta mostra-nos que ao longo de milhares de anos se deram alterações climáticas enormes (catastróficas nalguns casos) e a nem seres humanos havia para que a eles se imputasse responsabilidade no fenómeno. Quem viu o Filme “Ficheiros Secretos” reteve, certamente, que vai para mais de 10.000 anos o Texas era um território Gelado! Desde há séculos que é uma região quente que combina zonas desérticas como vastas regiões e Clima Tropical e Subtropical. A neve é praticamente um fenómeno inexistente. Há diversas teorias e poucas certezas para tamanha alteração. Propor terapias para doença causas se desconhecem (pelo menos em parte) nunca deu bons resultados.

Quem anda mais atento a estes fenómenos não fica indiferente à chamada “Hipótese Gaia” do grande cientista Inglês John Lovelock que defende genericamente que a Terra se comporta como um ser vivo que busca permanentemente a “Homeostase Dinâmica”. Assim, por exemplo, o aumento da quantidade de CO2 na atmosfera diminuiria a magnitude das combustões o que propiciaria menos destruição florestal e consequente aumento dos valores de Oxigénio num ciclo perfeito de equilibração dinâmica. A teoria é controversa, mas interessante. Claro que a destruição florestal causada pela humanidade deita por terra a tal força de autorregulação própria do planeta.

Vem isto a propósito da “Greve Mundial pelo Clima” que está a ser convocada um pouco por toda a Europa para o dia 15 de março pelos “jovens” e, sobretudo, do entusiasmo um pouco estranho que o episódio tem despertado em gente adulta. O caso começou há uns meses com uma rapariga sueca de 16 anos, Greta Thunberg, que resolveu faltar às aulas todas as sextas-feiras “skolstrejk för klimatet” (“em defesa do clima”).

Ao que parece a jovem sofre de síndrome de Asperger. E a síndrome de Asperger não dá competências divinatórias ou sapienciais a ninguém, pelo que as afirmações de Greta Thunberg valem, nestes assuntos, exactamente aquilo que valem as palavras de qualquer outro adolescente de 16 anos: pouco ou nada!

Estes movimentos juvenis deixam-me sempre de “pé atrás”: nos anos 1960, o mundo encantou-se com o “flower power” e deixou-se arrastar pelo “sonho” dos revolucionários do maio 68 em Paris. Depois do espectáculo acabar, sobraram a proliferação das DST, grupos terroristas como os Baader-Meinhof alemães e as Brigadas Vermelhas italianas e os pesadelos de drogas que varreram o Ocidente e destruíram (ainda destroem) literalmente dezenas de milhares de pessoas ao longo de décadas. Acresce a facilidade com que todos esses movimentos foram infiltrados e manipulados, acabando nos anos 1970 e 80 a promover “comités de Paz” que defendiam o desarmamento unilateral do Ocidente perante uma União Soviética em máximos de agressividade – com o fantástico slogan: “better red than dead” (“vale mais vermelho que morto”) – uma esplêndida declaração de cobardia que teve num miserável Pseudo politico Inglês de nome Michael Foot o vulto mais (desgraçadamente) visível.

Esta “greve”, que nem é centralmente organizada, parece uma óptima ideia… para a malta fazer gazeta às aulas!

Acreditam estes imberbes que vão mudar o destino da humanidade e impor uma “justiça climática” (seja lá o que isso for!).

 

Os velhos desconfiam da juventude porque foram jovens.

William Shakespeare

 

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