Francisco Queirós

Venezuela: a ditadura de “marxista”, deixa cair a máscara…(II)

Caos económico

Papel higiénico, pasta e escova de dentes, fraldas, produtos de higiene feminina, carne, ovos, papel, pilhas, queijo, leite, vinho, cerveja, refrigerantes, aspirinas, azeite, óleo de cozinhar, massa… são autenticas raridades na vida dos Venezuelanos! Parece impossível no nosso tempo e face ao nosso estilo de Vida

Muitos venezuelanos, em desespero, começaram a vender gasolina na fronteira em troca de bens essenciais. Mas agora o racionamento agora é férreo…

Nos tempos “dourados” de do barril de petróleo a120€ havia dinheiro para pagar os desvarios chavistas… mas agora o crude ronda os 40$ e a tendência é baixar ainda mais… com isto se perderam mais de 80€ das exportações de um dos maiores produtores mundiais de petróleo… Sim porque o Estado Chavista, Bolivariano, Revolucionário, Marxista, etc. “esqueceu-se! de usar tão vastos recursos para desenvolver uma economia forte, diversificada e produtiva que assegura-se o futuro dos Venezuelanos findos os tempos de “petro-estado”. Mas isso é pedir demais às mentecaptas acéfalas que tomaram o poder (para desgraça do povo) de país de tão vastos recursos! A culpa é de quem? Dos capitalistas e imperialistas como de costume!

 

Regresso ao passado (não em Brideshead mas ao antigo bloco de Leste!)

A cena parece saída da URSS:

– Os venezuelanos têm de esperar horas intermináveis em filas, à espera de mais uma distribuição de alimentos. Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estatística local (um órgão fantoche e a ao Serviço do Regime como quase tudo naquela terra), num momento digno dos “Monty Python”, afirmou que a comida escasseava porque “as pessoas comem demais, às vezes três e quatro vezes por dia”.

– E, no entanto, crianças desmaiam todos os dias nas escolas por falta de alimento: a fome assola a Venezuela.

– A espera nas filas é desesperante e de uma flagrante desumanidade. Há mulheres a perder filhos no parto, idosos e doentes a morrer por falta de medicamentos- Enquanto os serviços funerários não os vêm buscar, as pessoas continuam em espera na fila, ao lado dos caídos, uma cena que lembra a Ucrânia socialista, onde as pessoas continuavam o seu dia-a-dia ao lado de corpos nas ruas. A fome humilhante sempre foi amiga dos regimes comunistas!

Maduro foi novamente idiota comporta-se como um perfeito idiota para desgraça do povo faminto: racionamento, mas racionamento “high tech”, com um sistema de identificação com leitor de impressão digital, como existe nos telemóveis mais modernos. Como seria de esperar, o sistema não funciona e causou ainda mais demoras, pois avaria constantemente e não existem técnicos suficientes para o consertar. Quem sabe se o sistema não foi concebido pelos computadores “Magalhães”, que a Venezuela comprou e nunca pagou ao Estado português…

E como o papel higiénico é caro demais para a maioria os jornais têm esgotado nas bancas, mas suspeita-se que não têm sido lidos…

 

Medo da Oposição, eleições fraudulentas!

Estão marcadas eleições legislativas para 6 de Dezembro, e tudo indica que o partido reinante não teria capacidade para as vencer, caso as disputasse de forma livre.

A oposição, desta vez, está reunida em volta da coligação “Mesa de la Unidad Democrática” em vez de fragmentada como em outros anos. Caso não consiga vencer uma maioria no parlamento, o futuro de Maduro está decidido, visto que esta assembleia pode exigir eleições presidenciais antecipadas, que Maduro não conseguirá vencer (a menos que as fraudes continuem…).

Estas eleições, no entanto, poderão não ter efeito, pois Maduro detém vastos poderes. Já em 2014, depois da onda de revoltas que abalou o país, Maduro deu ordens para prender vários líderes da oposição, até mesmo figuras que não se envolveram nos protestos. Os novos poderes especiais de Maduro dão-lhe autoridade para fazer ainda mais detenções extra-judiciais. Hoje, até o líder da oposição está detido numa prisão militar, condenado a 13 anos no calabouço por um tribunal fantoche. Caso Maduro cumpra a sua ameaça de dar um “golpe” para proteger as “conquistas” da sua pseudo-revolução, não tardará que as prisões do país voltem a ficar cheias com os dissidentes do regime, que, segundo a retórica local, são “agentes infiltrados do regime yankee”. E, por isso, a luta continua esperando que dia 6 seja o final desta época negra na história da Venezuela.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.