Francisco Queirós

Venezuela: a ditadura de “marxista”, deixa cair a máscara…(I)

Acabou a farsa: a Venezuela vive completo caos económico e a resposta dos Socialistas para a crise é a do costume: a Ditadura (do Proletariado ou não é que ninguém sabe, nem os próprios…)! Mais uma vez a esquerda radical mostra que a sua “liberdade” é conquistada à custa das Liberdades dos outros!

Em Sessão solene na Assembleia Nacional da Venezuela, o parlamento fantoche, controlado pelos deputados do Partido Socialista Unido, leais servos do “chavismo”, aprovam a Lei Habilitante “anti-imperialista” dando ao Presidente Nicolás Maduro o poder de governar por decreto, sem consultar o parlamento ou os tribunais. Já não há como esconder: a “República Bolivariana” é apenas mais uma Ditadura Socialista como a que existe em Cuba e em tudo semelhante aos que se passava no antigo Bloco de Leste, o suposto paraíso na terra em que muitos tolos Ocidentais acreditavam!

Pensaria uma pessoa razoável que a Lei Habilitante se destinaria a ajudar Maduro a poupar a economia da Venezuela à queda iminente no abismo da miséria, ou pelo menos a controlar o caos nas ruas e a violência que aterroriza o povo. Mas não: Maduro exigiu estes poderes extraordinários para lidar com “a ameaça” dos Estados Unidos. Esta não é a primeira vez que o regime venezuelano usa bodes expiatórios para reforçar os seus poderes.

Em mais um discurso infantil, irresponsável e anedótico dos “chavistas”, a culpa dos seus inúmeros fracassos nunca reside em si ou nas suas políticas, mas sempre em terceiros. Segundo a retórica propagandística dos líderes supremos da Venezuela, trata-se agora de uma “guerra económica contra o povo”, a que o regime “bolivariano” responde com a Ditadura.

Este tipo de teorias ocas da conspiração é uma herança dos velhos tempos do bloco soviético, quando havia sempre um “plano obscuro” do “capitalismo imperialista” que impedia o “paraíso dos trabalhadores” de se tornar realidade.

Quando confrontado com a escassez de quase todos os bens essenciais nas lojas, Maduro não reconheceu o óbvio, que a responsabilidade só podia ser assacada à sua desastrada (ou mesmo inexistente!) política macroeconómica, e atacou os supostos “sabotadores económicos”. Maduro decidiu então expropriar, com pompa e circunstância socialista, os supermercados. O resultado desta política? Onde antes havia pouco, agora não há nada! Mais um momento de Génio “chavista”!

 

Delírios burocráticos e afins…

Um fabricante de massas alimentares contou a uma rádio norte-americana como funciona o processo burocrático para se produzir seja o que for. Para começar, metade da produção tem que ser vendida aos “pobres” a um preço fixado pelo Estado. Como os preços não podem ser actualizados a tempo por causa da inflação galopante, não é raro os produtores terem de vender com prejuízo e ser condenados à falência…

Caso a matéria-prima de um determinado produto não exista no país, então está o caldo entornado: o empresário privado tem de pedir autorização de importação a 19 ministérios diferentes, muitos dos quais com responsabilidades que se sobrepõem.

Como é comum nos sistemas socialistas, a corrupção é generalizada, não espantando ninguém quando se descobriu, graças ao escândalo “swissleaks”, que havia mais venezuelanos do que norte-americanos com contas bancárias secretas na Suíça. Por exemplo o antigo guarda-costas de Chávez, que depois se tornou ministro das Finanças, vive hoje na Flórida, rodeado de luxo, enquanto o “seu” povo passa fome. Imperialistas “yankees” num dia, vizinhos no outro.

Maduro pertence ao núcleo duro da oligarquia socialista e sabe que, se liberalizar a economia, ou se começar a combater a corrupção, será derrubado. Logo, a táctica é gritar mais alto, inventar inimigos e esperar que a situação melhore antes que os venezuelanos expulsem de vez a corja dos “bolivaristas”.

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